Sexta-feira, Outubro 30, 2009

SINIAV só pode ser brincadeira!

Eu pensei que já tinha visto tudo. Depois de ver a super solução de segurança, a tomada padrão Brasil. Que também foi comentada na VEJA dessa semana. Hoje percebi que o Brasil continua me surpreendendo. E quando me refiro ao Brasil estou falando tanto dos seus habitantes quanto do seu governo. Há uns 2 ou 3 anos atrás lí uma reportagem sobre o uso do sistema RFID (Radio Frequency Identification) em carros na cidade de São Paulo. Hoje, acabo de ler na Folha de São Paulo que ontem (29 de Outubro de 2009) estabeleceu-se que até 2014 todos os carros do país estarão utilizando o sistema, denominado SInIAV (Sistema de Identificação Automática de Veículos).

O sistema consiste na implantação de um chip (por meio de uma placa semelhante a do "sem parar" ou um adesivo) que emite informações em um sistema de dados via rádio usado também por celulares. Para que? Para monitorar TODA a frota de veículos. E aqui está o absurdo. Segundo o governo brasileiro a razão para esta implementação repousa em um maior controle do tráfego, das multas, dos IPVAs, dos licenciamentos e etc... Sim, "etc" porque até a iniciativa privada terá certos poderes sobre essa informação, que na minha opinião, até essa manhã, era sigilosa.

Apartir desta implementação o sigilo e a minha privacidade estarão a meio caminho da inexistência. Porque alguém poderá saber onde estou a qualquer hora. A cidade vai começar a virar um grande "big brother" e eu estarei sendo vigiado onde estiver o meu carro.

E é aqui que aparece a minha insatisfação também com os brasileiros. Porque parece sinceramente que ninguém está percebendo isto. A matéria da Folha de São Paulo se preocupa apenas em questionar se esse seria ou não um caminho para o Pedágio Urbano. Eles estão preocupados só com o Pedágio? O problema é gigantescamente maior. E a cidade de São Paulo será apenas a primeira, a idéia do Estado Brasileiro é que todas as cidades possuam o sistema até 2014. São Paulo planeja implementa-lá já em 2011.

"Quem não deve, não teme" diz o adágio popular. O problema é que nem é preciso temer para ser prejudicado por alguém ou por um sistema. Um sistema desses pode ser mal utilizado facilmente por pessoas mal intencionadas, bem intencionadas e até economicamente intencionadas. Como há corrupção em todo lugar por aqui fica difícil de se esperar seriedade em um sistema tão invasivo e importante. Eles querem controlar a velocidade de estradas e ruas, mas a um custo muito alto. Ao custo da liberdade. Um sistema como esse pode ser ferramenta para inumeras ações opressivas. A invasão da privacidade é o que está em jogo aqui.

O pior é que como se trata de um sistema fisico e externo, ao contrário do que você possa imaginar não previnirá crimes. Qualquer ladrão o retiraria com facilidade. Sequestros relampagos? não. Tudo permaneceria igual. Apenas uma coisa irá mudar, saberão onde estamos, quando estamos e a que velocidade (seria esse o verdadeiro benefício?).

O mais engraçado de tudo eu ainda não escrevi. É que um sistema desses não existe mais em nenhum lugar do mundo. Muito menos em países com tecnologia suficiente para implementar isso na Segunda-Feira da semana que vem. Sabe porque? Invasão de privacidade. Existe uma barreira ainda considerada moral e ética, uma questão filosófica no caminho. Mas aqui na Pátria Amada essas barreiras não existem e nem são discutidas e nós brasileiros engolimos essas coisas por pura, falta de informação, falta de opinião e sobra de carnaval. Sim, como sempre queremos farra, queremos festa, queremos ter uma tecnologia nova nos carros. "Somos bons no futebol e agora, bons de tecnologia!" Me desculpem a revolta, mas nossa inércia me enoja. Cidadãos do Brasil que ainda tem privacidade, movam-se.

Uma evolução para o Estado, uma derrota para o cidadão.

Quinta-feira, Agosto 27, 2009

Brasil é o Campeão de Mortes por AH1N1

Até agora! Mas como? Alguém pode me explicar? Como um dos últimos países da América do Sul a ser infectado pelo novo vírus da gripe, a famosa "Gripe Suína", se tornou o campeão mundial em fatalidades? Os dados são bem simples de serem analisados. O Brasil recentemente declarou-se infectado pelo vírus, logo após a Argentina, depois que uma pessoa em Osasco adquiriu a doença sem ter entrado em contato com ninguém que tinha saído do país. O que indicava o alastramento natural e, apartir de então, descontrolado da doença. Isso ocorreu no fim de Julho, inicio de Agosto. Em menos de um mês - vamos ressaltar esse dado importante - MENOS DE UM MÊS o Brasil se tornou o campeão de mortes. Segundo dados de hoje registrando 577 mortes pela doença. Porque o Brasil possui a maior taxa de mortes sendo um dos últimos grandes países a serem infectados por esse tipo de Influenza A???

Acho que está mais do que claro que nosso sistema de Saúde está GRIPADO. Não damos conta do recado no que tange a saúde. Eu sempre ouvi que o nosso sistema de saúde estava falido e precisando de ajuda, mas agora pude ver o quão ineficiente ele se encontra.

Se formos avaliar a situação de outros países da América do Sul como o da Argentina, por exemplo, pode parecer que estamos bem. Em comparação com o numero de habitantes a Argentina (439 mortes) teve uma taxa maior, registrada em 1,08%. O Brasil está com 0,29% abaixo do Chile e da Costa Rica. Mas se medir por baixo não é um lugar seguro. O México, onde tudo começou só possui 179 mortes em seus registros. E a população americana é bem maior do que a nossa. E o argumento final repousa no fato de estarmos falando de uma PANDEMIA. Uma epidêmia em termos globais. Ser o país com maior número de mortes em todo o globo terrestre não possui justificativa.

Nisso tudo notei uma coisa. Notei que eu não estava interessado pela saúde do país até que a situação galopou até mim. Eu sempre ouvi falar sobre o problema da saúde no Brasil, mas ele nunca me afetou. Nunca me preocupei realmente com ele. E não estou preocupado com essa gripe (tenho bons anticorpos). No entanto, notei o quanto estamos a mercê de pessoas, que pensando como eu, por terem seus próprios recursos, abandonaram a saúde nesse estado "Campeão", de mortes. Políticos preocupados apenas com seus bolsos. Mas a morte e a doença, não escolhem classes sociais. Talvez agora eles resolvam olhar para aqueles aquem eles tem esquecido. E talvez agora os esquecidos prestem atenção em quem esta realmente interessado em resolver o problema. É um ciclo triste.

Enquanto as pessoas morrem, espero que você que lê este comentário, não se limite a suas próprias e egoístas perspectivas. Espero que quebre com esse ciclo de egocentrismo e se envolva com os problemas dos outros. Porque os líderes que temos, são aqueles que merecemos. Se não nos envolvemos como cidadãos e servidores dos outros. Não haverá quem chege ao poder com essa visão de cidadão e servidor.

Provérbios 29:7 "Informa-se o justo da causa dos pobres, mas o perverso de nada disso quer saber".

PS:É interessante como toda essa situação expõe nossos erros como seres humanos. Individuos bons de discurso, mas péssimos altruístas. Quem não crê em Jesus pode sinceramente achar que Ele nunca vai voltar aqui, mas não dá pra negar que Ele sabia o que ia acontecer conosco. Sabia no que nos tornaríamos e o que fariamos com nossa sociedade. E até as consequências naturais disso. Porque então, não acreditar na parte em que Ele diz: Vou voltar? Não estou dizendo que a Gripe Suina é o derradeiro sinal da Volta de Jesus ou do fim do mundo (como a placa da foto insinua), mas estou dizendo que a condição moral humana é essa evidência.


Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008

Os EUA Espionam Tudo e o mundo não Enxerga Nada

A dias que estamos acompanhando na mídia o "drama" do satélite espião americano. Tenho assistido as notícias com pulgas atrás da orelha. Que eu gosto de Teorias conspiratórias não é segredo pra ninguém, mas vejam se não é óbvio demais o que está acontecendo.

Primeiro, os EUA anunciam que o satélite estava para cair na terra e que o mundo deveria cuidar com o local da queda porque o equipamento supostamente possui material radiotativo (químico, inffeccioso, sei lá, não lembro, mas lembro que ninguém deveria mexer). Veja que conveniente, a CIA que sempre escondeu o conteúdo de seus satélites espiões por razões óbviamente estratégicas, percebe que um de seus satélites mais recentes está para cair na terra. Até aí tudo bem, exceto pelo seguinte fato: nenhum ser humano deve chegar perto dos destroços! Estranhamente conveniente.

Não bastasse isso, mais tarde, decidiram que iriam abater o satélite em pleno espaço com o uso de um míssel lançado da terra. Agora minha neurose subiu nas alturas! Como assim? Nunca na história humana fomos capazes de atacar qualquer objeto fora de nossa esfera terrestre (exceto no cinema). Aí surgem os boatos chineses e russos, que óbviamente são os dois unicos países antenados realmente na astúcia americana. Para eles o ataque ao satélite é apenas uma desculpa para testar a projeção de mísseis ao espaço. O que faz um grande sentido. Afinal de contas a queda do satélite poderia afertar até mesmo o nosso ferido planeta prejudicando ainda mais o meio-ambiente! Ohhhh! Os Eua cuidando do nosso planeta!?!? Eles estão tão preocupados com nosso meio ambiente, quanto assinaram o protocolo de Kioto.

Em suma, ontem de madrugada o satélite foi pelos ares ou melhor foi pro espaço, através do lançamento de um míssel direto do oceano Atlântico. Foi na mosca! A Tecnologia funciona realmente, e o mundo jamais verá os pedacinhos do satélite que se reduziram ao tamanho máximo de uma bola de futebol e se espalharam pelo mesmo oceano. Nem me preocupa, nem interessa as informações que esse satélite possa ter contido. Porque já conheço de longa data a agenda do império americano. Mas o que realmente me preocupa são duas coisas. (1) o espantoso poder deste império e como podem dizer: "Que venha a guerra nas estrelas, estamos quase prontos para ela e agora todo mundo sabe disso". (2) como o mundo cegamente se deixa ludibriar tão facilmente. Nossa preocupação auto-centrada abre alas para aqueles que estão programando e investindo fortemente no futuro, estes com certeza, nos dominarão antes que percebamos. Há não ser que percebamos antes. Como eles já fazem.

Há muito o que se explorar nesse assunto, como por exemplo: Se eles soubessem que daria certo, inventariam um hoax proposital na mídia mundial? Se sim, como eles sabiam que daria certo? Se o problema fosse real, haviam métodos de resolver o problema sem tanto alarde? O que você acha? Comente. Não vai mudar muito o mundo...não ainda, mas...


Powered by ScribeFire.

Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008

Brasil, o país do Carnaval – E da insegurança

Ano passado escrevi um comentário sobre nossa paixão pelo carnaval (http://contextomoderno.blogspot.com/2007/03/o-pas-do-carnaval.html) e como convertemos tudo em festa. Enquanto outros aspectos de nossa existência nacional são completamente obliterados em nome do entretenimento e da festança.

Acabo de ouvir (4 de Fevereiro) no Jornal da noite da rede Bandeirantes que o Carnaval carioca, o mais famoso do mundo, recebeu do governo federal um investimento de 15 milhões de reais, 5 milhões de reais do município e mais alguns milhões do Estado fluminense (não me lembro o valor direito, portanto não vou chutar). O que importa mesmo é o calculo feito pelo telejornal expondo a flagrante discrepância. O valor doado pelo governo brasileiro seria capaz de comprar 180 ambulâncias ou 900 viaturas militares para a sucateada policia carioca. Eu sei, eu sei. Não quero ser aquele que tira do povo sua única razão de festa e entretenimento, mas não me venha reclamar de tantos gastos fúteis do estado brasileiro com o que quer que seja, enquanto você pula inconseqüentemente em uma festa cujo único propósito é esquecer a realidade. Melhor do que esquecê-la não seria resolvê-la?

Vi também durante esse carnaval uma cena que nunca tinha visto em toda a minha vida, e acho que não verei em outro lugar do mundo... Nasci e morei no Rio de Janeiro, mas nunca estive presente em um período de Carnaval, portanto, não fazia idéia do que acontecia na cidade neste período. O que mais me impressionou foi o fato de ser o feriado mais sagrado da cidade. Nunca, em momento algum da cidade encontramos todas as lojas fechadas, até em shoppings. Nem mesmo durante o Natal ou Ano Novo, esses fenômenos ocorrem. Mas a cena mais assustadora que eu havia citado acima foi a presença de tapumes de madeira tapando todas as entradas, saídas e janelas de bancos. O que prova a ausência de todo o tipo de segurança para o local. Em outras palavras, o “mundo pára” durante este período do calendário. Incrível.

Me impressiono, também, com a capacidade de insatisfação da população com os gastos públicos, enquanto muitos dos gastos públicos são essencialmente causados pela própria população. Enquanto jogarmos lixo no chão, pularmos carnaval e votarmos mal, seremos sempre punidos com gastos absurdos em coisas fúteis ou que podem esperar, ou quem sabe ser substituídas por melhorias diretas para nossa vida como por exemplo: 900 viaturas, 180 ambulâncias ou melhorar os salários dos policiais e etc...

Não tenho nada contra a alegria e o entretenimento do povo, mas que isso não seja nossa prioridade, nem atrase nosso progresso. Talvez se focarmos em nossas reais necessidades hoje, possamos festejar mais amanhã.

Sexta-feira, Janeiro 11, 2008

O Preço da Segurança.

Faz tempo que não faço nenhum comentário político ou econômico aqui, mas alguns dias que passei no Rio de Janeiro me levantaram questões nestes tópicos.

Temos gasto muito dinheiro com segurança. Cada Brasileiro que paga honestamente seus impostos, e que espera do Estado um nível mínimo de segurança, tem gasto muito mais do que percebe em segurança. Dos impostos ao flanelinha muito dinheiro tem sido gasto em segurança. O que demonstra a ausência do Estado nessa dimensão tão importante do cuidado com o cidadão.

Pagamos empresas de segurança particular para assegurar patrimônios e pessoas, blindamos os veículos, pagamos o seguro, instalamos alarmes em casas e automóveis, instalamos cercas elétricas e circuitos internos de tv. Em alguns lugares como em favelas do Rio de Janeiro paga-se R$5,00 a R$10,00 para a Milícia que assegura a favela contra os traficantes de drogas, que não cobram nada, mas não asseguram nada também. Por fim, até quando você vai estacionar o carro para ir a feira tem de pagar a alguém para que “olhe” seu carro, e garanta sua “segurança”.

Nem vamos contar o cadeado, ok?!?!

Enquanto gastamos o “olho da cara” para nos sentirmos um pouco mais seguros (e paranóicos) o Estado nos oferece uma Policia Militar em porcas condições de uso. Graças a Deus que a Polícia Federal tem parecido saudável, e polícia Civil tem se mostrado mais espertinha ultimamente, mas sabe-se lá quais são as limitações que a falta de atenção da administração pública ainda lhe causa? O fato é que Educação é o investimento de longo-prazo mais necessário em nossa sociedade brasileira atual, mas segurança é o investimento imediato mais necessário para o progresso. Pode parecer que a economia é lentamente mitigada pela insegurança, mas o processo não é tão lento assim como podemos ver. O mais pobre gasta com a Milícia e o mais rico com uma série de apetrechos de segurança o que faz o consumo e o gasto nesta área ser volumoso e direto. E o pior é que embora cada individuo possa lutar pela sua própria segurança a sensação geral de insegurança não desaparece. A ausência de um estado forte e que combate a impunidade é o caminho para uma sociedade mais segura. Veja pelo simples exemplo: Se o tempo médio de atendimento da polícia fosse de 3 minutos (como é em alguns países de primeiro mundo), a sensação de impunidade iria ser drasticamente diminuída. Quem sabe, o Masp nem mesmo tivesse sido roubado, ou os bandidos teriam sido presos à porta. Mas para isso e preciso que a estrutura seja melhorada e a corrupção combatida com força.

O Filme American Gangster, lançado em Dezembro de 2007 (Denzel Washington e Russel Crowe), mostra como que um único policial liderou a limpa do departamento de narcóticos e processou ¾ da polícia local. Com tamanha demonstração de seriedade fica sempre mais difícil de imaginar a impunidade antes de cometer um crime. Precisamos de uma polícia integra e estruturada. Precisamos que o Estado invista mais em segurança do que nós. Precisamos que se pense mais em gastos com segurança e menos em arrecadação tributária e enchimento da máquina governamental. A Economia e a Sociedade agradeceriam muito, ou seja, mais arrecadação.


PS: Alguém me responde, por favor, porque uma idéia tão simples quanto o trabalho de detentos não pode ser implantado no Brasil? Porque grandes industrias não podem se estabelecer ao lado de cadeias e presídios e capacitar presos? O mesmo trabalho que dignifica o homem, o capacitaria para uma vida fora das grades. Pode ser uma fonte de renda imensurável se levado em conta a mão-de-obra barata que um preso seria. Sem direitos trabalhistas, até mesmo o governo poderia construir industrias que fabricassem produtos cujo valor barato da produção pudesse ser repassado ao consumidor final, ou até mesmo aumentasse a tão desejada arrecadação da União. Quem sabe re-investir o dinheiro em segurança? Alguém, pelo amor de Deus, salve o Brasil!

Quarta-feira, Novembro 14, 2007

A Psicologia Dos Atentados Por Homens-Bomba



ATENÇÃO: Fonte no fim do texto e os Grifos não são de minha autoria.Faço meu comentário no próximo post.



No dia 15 de julho [de 2005], eu estive no programa “Connected”, da rede norte-americana de televisão MSNBC, para discutir os atentados suicidas ocorridos em Londres no dia 7 de julho [do mesmo ano].

Um de meus colegas convidados era Pierre Rehov, um cineasta francês que já havia feito seis documentários sobre a Intifada durante viagens ocultas a terras palestinas. Seu filme mais recente, “Suicide Killers” [“Assassinos Suicidas“, lançado nos Estados Unidos no começo de 2006], é baseado em entrevistas com familiares de assassinos suicidas e com homens-bomba cujos atentados fracassaram, numa tentativa de descobrir os motivos que levam essas pessoas a cometer tal tipo de atentado. Pierre Rehov aceitou meu pedido de uma entrevista do tipo “perguntas & respostas” sobre seu trabalho nesse novo filme. Muito obrigado a Dean Draznin e Arlyn Risking por terem me ajudado a conseguir essa entrevista especial.


O que o inspirou a produzir “Suicide Killers”, seu sétimo filme?

Eu comecei a trabalhar com vítimas de ataques suicidas para fazer um filme sobre PTSD (Perturbação Pós-traumática do Stress) e fiquei fascinado pela personalidade daquelas pessoas que perpetravam esse tipo de crime, considerando as descrições que as vítimas faziam repetidamente deles. Especialmente pelo fato de esses homens-bomba estarem sempre sorrindo um segundo antes de se explodirem.

Por que esse filme é particularmente importante?

As pessoas não compreendem a cultura devastadora que se esconde por detrás desse fenômeno inacreditável. Meu filme não é politicamente correto, pois ele aborda o problema real: Mostra a verdadeira face do Islã. Ele mostra e acusa uma cultura de ódio, na qual pessoas sem qualquer educação sofrem uma lavagem cerebral de tal ordem que sua única solução na vida passa a ser matar a si mesmos e a outros em nome de D-us, cuja palavra, segundo lhes disseram outros homens, tornou-se sua única segurança.

Que tipo de percepção íntima você adquiriu a partir do filme? O que você sabe agora que outros especialistas não sabem?

Eu cheguei à conclusão que estamos vivendo uma neurose ao nível de uma civilização inteira. A maior parte das neuroses têm em comum um acontecimento dramático, geralmente ligado a um comportamento sexual inaceitável. Nesse caso, estamos falando de crianças e jovens que vivem suas vidas em pura frustração, sem qualquer oportunidade de experimentar sexo, amor, ternura ou mesmo compreensão por parte do sexo oposto. A separação entre homens e mulheres no Islã é absoluta. Assim como o desprezo pelas mulheres, que são totalmente dominadas pelos homens. Isso leva a uma situação de extrema ansiedade, na qual um comportamento normal não é possível. Não é coincidência que os homens-bomba sejam, em sua imensa maioria, jovens rapazes dominados subconscientemente por uma libido completamente reprimida que, além de não poderem satisfazer, lhes causa um medo aterrador, como se fosse obra do diabo. Como o Islã descreve o Céu como um lugar onde tudo na Terra será finalmente permitido – e promete 72 virgens a esses garotos frustrados –, matar outras pessoas e matar a si mesmos para alcançar a redenção se torna a única solução.

Como foi a experiência de entrevistar os homens-bomba frustrados em seus ataques, os seus familiares e as vitimas sobreviventes dos atentados?

Foi uma experiência fascinante e aterradora, ao mesmo tempo. Você está lidando com pessoas aparentemente normais, de muito boas maneiras, com sua lógica própria e que, até certo ponto, pode fazer sentido – já que elas estão convencidas de que o que dizem é verdade. É como lidar com a simples loucura, entrevistando pessoas num sanatório: o que eles dizem é, para eles, a mais absoluta verdade. Eu ouvi uma mãe dizendo: “Graças a D-us, meu filho está morto.” Seu filho havia se tornado um shaheed, um mártir, o que para ela era uma fonte de orgulho maior do que se ele tivesse se tornado um engenheiro, um médico ou um ganhador do Prémio Nobel. Esse sistema de valores é completamente invertido, sua interpretação do Islã valoriza a morte muito mais do que a vida. Você está lidando com pessoas cujo único sonho, único objetivo é realizar aquilo que elas acreditam ser seu destino: ser um shaheed ou parente de um shaheed. Eles não vêem as pessoas inocentes que são assassinadas, eles vêem apenas os “impuros” que têm que destruir.

Você disse que os homens-bomba experimentam um momento de poder absoluto, acima de qualquer punição. Seria a morte o poder supremo?

Não a morte como um fim, mas como uma passagem para o “além-vida”. Eles buscam a recompensa que D-us lhes prometeu. Eles trabalham para D-us, a autoridade máxima, acima de toda e qualquer lei dos homens. Assim, eles experimentam esse momento único e ilusório de poder absoluto, em que nada de mau pode atingi-los pois eles se tornaram a espada de D-us.

Existe um perfil típico da personalidade de um homem-bomba? Descreva essa psicopatologia.

A maioria são jovens entre 15 e 25 anos que carregam inúmeros complexos, geralmente complexos de inferioridade. Eles certamente foram doutrinados religiosamente. Geralmente não têm uma personalidade bem desenvolvida. São usualmente idealistas bastante impressionáveis. No mundo ocidental, eles facilmente se tornariam viciados em drogas – mas não criminosos. É interessante, eles não são criminosos porque eles não enxergam o bom e o mau como nós enxergamos. Se eles tivessem crescido na cultura ocidental, eles detestariam a violência. Mas eles batalham constantemente contra a ansiedade da própria morte. A única solução para esta patologia tão profundamente arraigada é querer morrer e ser recompensado numa vida após a morte, no Paraíso.

Os homens-bomba são motivados principalmente por convicção religiosa?

Sim, esta é a única convicção que eles possuem. Eles não agem assim para conquistar um território, ou para encontrar liberdade, ou mesmo dignidade. Eles apenas seguem Alá, o juiz supremo, e aquilo que Ele manda que façam.

Todos os muçulmanos interpretam a jihad e o martírio da mesma maneira?

Todos os muçulmanos religiosos acreditam que, no final, o Islã prevalecerá sobre a Terra. Acreditam que a sua é a única religião verdadeira e não há qualquer espaço, em suas mentes, para interpretações. A principal diferença entre muçulmanos moderados e extremistas é que os moderados não acreditam que irão testemunhar a vitória absoluta do Islã durante o tempos de suas vidas e, assim, eles respeitam as crenças dos outros. Os extremistas acreditam que a realização da profecia do Islã e seu domínio sobre todo o mundo, como descrito no Corão, é para os nossos dias. Cada vitória de Bin Laden convence 20 milhões de muçulmanos moderados a se tornarem extremistas.

Descreva-nos a cultura que forja os homens-bomba.

Opressão, falta de liberdade, lavagem cerebral, miséria organizada, entrega a D-us do comando sobre a vida cotidiana, completa separação entre homens e mulheres, sexo proibido, destituição de qualquer tipo de poder às mulheres e total encargo dos homens de zelar pela honra familiar, o que diz respeito principalmente ao comportamento de suas mulheres.

Quais as forças sócio-econômicas que sustentam a perpetuação dos homens-bomba?

A caridade muçulmana é geralmente um disfarce para a assistência a organizações terroristas. Mas deve-se também observar paises como Paquistão, Arábia Saudita e Irã, que também dão apoio às mesmas organizações utilizando-se de métodos diferentes. O irônico, no caso dos terroristas suicidas palestinos, é que a maior parte do dinheiro chega através do apoio financeiro fornecido pelo mundo ocidental, doado a uma cultura que, no fim das contas, odeia e rechaça o Ocidente (simbolizado principalmente por Israel).

Existe uma rede de incentivo financeiro para as famílias dos homens-bomba? Em caso positivo, quem faz os pagamentos e qual o peso desse incentivo sobre a decisão [de incentivar um filho a se tornar um assassino suicida]?

Havia um incentivo financeiro à época de Saddam Hussein (US$ 25.000 por família) e Yasser Arafat (valores menores), mas isso já é passado. É um erro acreditar que essas famílias sacrificariam seus filhos por dinheiro. Entretanto, os próprios jovens, que são muito presos às suas famílias, costumam encontrar nessa ajuda financeira uma outra razão para se tornarem homens-bomba. É como comprar uma apólice de seguro e, depois, cometer suicídio.

Por que tantos homens-bomba são jovens do sexo masculino?

Como foi dito acima, a sexualidade é fator soberano. Também o ego, pois esse é um caminho certo para se tornar um herói. Os shaheed são os cowboys ou os bombeiros do Islã. Ser um shaheed é um valor positivamente reforçado nessa cultura. E qual criança nunca sonhou ser um cowboy ou um bombeiro?

Qual o papel desempenhado pela ONU nessa equação terrorista?

A ONU está nas mãos dos países árabes, dos paises de terceiro mundo ou do antigo regime comunistas. É uma instituição de mãos atadas. A ONU já condenou Israel mais vezes do que qualquer outro pais do mundo, incluindo os regimes de Fidel Casto, Idi Amin ou Kaddahfi. Agindo desta forma, a ONU deixa sempre o caminho livre, já que não condena abertamente as organizações terroristas. Além disso, através da UNRWA [Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina] a ONU está diretamente conectada a organizações terroristas como o Hamas, que representa 65% de todo seu aparelhamento nos assim chamados campos de refugiados palestinos. Como forma de apoiar os países árabes, a ONU vem mantendo os palestinos nesses campos, na esperança do “retorno” a Israel, por mais de 50 anos – fazendo, assim, com que seja impossível assentar essa massa populacional que ainda vive em condições deploráveis. Quatrocentos milhões de dólares são gastos anualmente, subsidiados principalmente por impostos dos EUA, para sustentar 23.000 funcionários da UNRWA, muitos dos quais sabidamente pertencem a organizações terroristas (sobre este assunto, consulte o deputado [norte-americano] Eric Cantor e o meu filme “Hostages of Hatred” [Reféns do Ódio]).

Você disse anteriormente que um homem-bomba é, simultaneamente, uma “bomba estúpida” e uma “bomba inteligente". Pode explicar o que isto significa?

Diferentemente de um artefato eletrônico, um homem-bomba tem, até o último segundo, a capacidade de mudar de idéia. Na verdade, ele é nada mais que uma plataforma política representando interesses alheios a si mesmo – ele apenas não se dá conta disso.

Como nós podemos dar um fim na perversidade desses ataques suicidas e do terrorismo em geral?

Parando de ser politicamente corretos e parando de acreditar que esta cultura é uma vítima da nossa. O islamismo radical hoje é simplesmente uma nova forma de nazismo. Ninguém tentava justificar ou desculpar Hitler na década de 1930. Nós tivemos que destruí-lo para que fosse possível a paz com o povo alemão.

Esses homens têm viajado em grande número para fora de suas regiões nativas? Com base em sua pesquisa, você diria que estamos começando a assistir a uma nova onde de ataques suicidas fora do Oriente Médio?

Cada novo ataque terrorista bem sucedido é considerado uma vitória pelos radicais do Islã. Em todos os lugares para onde o Islã se expande há conflitos regionais. Agora mesmo há milhares de candidatos ao martírio fazendo fila nos campos de treinamento da Bósnia, do Afeganistão, do Paquistão. Dentro da Europa, centenas de mesquitas ilegais preparam o próximo passo da lavagem cerebral em jovens rapazes perdidos, que não conseguem encontrar uma identidade satisfatória no mundo ocidental. Israel está muito melhor preparada para lidar com esta situação do que o resto do mundo jamais estará. Sim, haverá mais ataques suicidas na Europa e nos EUA. Infelizmente, isso é apenas o começo.

Escrito por: Andrew Cochran, proprietário do “The Counterterrorism Blog”. Tradução: Gisella Gonçalves
Publicado no site www.DeOlhonaMidia.org.br em: 19/09/2006



Sexta-feira, Setembro 28, 2007

PESSOAS VALEM MAIS DO QUE COISAS


Sabe quando você encontra uma verdade que se torna parte de sua cosmovisão pra sempre? Aquele momento mágico quando você vê em perfeita delimitação uma idéia que, embora nunca tenha entrado em contato com você daquela maneira, é tão familiar? Isso aconteceu comigo quando meu professor de Comunicação Aplicada, há 1 ano atrás, delineou a frase mais simples do mundo, mas com a verdade mais pragmática que a minha inteligência social jamais se esquecerá. “Pessoas são mais importantes que coisas”.


Se me permite avançar nesse pensamento gostaria de amplia
r esse conceito para: “Vida é mais importante que coisas”. Define-se, portanto como “coisas” tudo aquilo que não vive. Eu sei, pra meia dúzia de gatos pingados pode parecer óbvio o que eu estou dizendo até aqui, mas digo para essa minoria, acreditem em mim, há uma maioria que não entende de maneira tão simples assim essa verdade.

É fácil, no mundo de hoje, que pessoas se apaixonem por coisas, e com isso passem por cima daquilo que mais importa na vida. Pessoas. Na verdade há uma super-valorização da pessoa quando isso ocorre, mas da pessoa errada, a pessoa valoriza os seus desejos acima dos valores externos e desejos alheios. Quando alguém rouba, mata, adultera (em todos os sentidos, sexuais, sociais e econômicos), engana, trai, passa por cima de outros interesses, magoa, quebra leis, maltrata um animal e etc... O que está ocorrendo é a super-valorização de si. O que, por conseqüência põe as coisas, que são os objetos de desejo desse individuo, acima das pessoas. Acima dos verdadeiros valores da vida. Nos tornamos aquilo que desejamos, portanto cada vez mais os homens se parecerão com coisas, e não com seres viventes. Coisas não se relacionam, se aproveitam, se servem, se usam. São intransigentes e impessoais no cumprimento de suas funções.

Impacto da inversão de valores de hoje

Alguém pode estar se perguntando, “mas porque relacionar-se é mais importante?” Semana passada assisti um filósofo na TV dizer uma das poucas frases televisivas que marcaram minha vida: “A família é a única instituição capaz de gerar vida”. Ficou claro? Só relacionamentos geram vida. É a contribuição mais básica e mínima que um ser humano pode dar a natureza, gerar vida. Qual o significado e a relevância de Plutão para o Universo? Nenhuma, mas e se houvesse vida lá? Então ele seria um dos mais importante planetas da Via-láctea juntamente com a terra. A vida por mais incompreendida que seja é o que conhecemos de mais valioso, seja na esfera pessoal ou na coletiva. Mesmo aqueles que já desistiram da vida ou não dão mais seu devido valor, o fazem por amor a ela.

Voltando ao assunto, entendemos com isso, que o mundo de hoje é materialista porque falta altruísmo. Em outras palavras o excesso de egoísmo nos consome, porque os relacionamentos humanos são substituídos por relações entre coisas e pessoas. Objetos e viventes. Desejos e realizações de um único individuo. O homem se relaciona mais consigo mesmo e menos com o resto do mundo. O Ipod é prova disso. Quanto mais tempo se passa com uma coisa, menos tempo se relaciona, e mais tempo se passa sozinho.

Isso não está garantindo nem de longe a sobrevivência da espécie humana, mas da espécie “individuo”. As relações humanas sempre existirão, mas elas tem cada vez menos significado, estão a serviço do individuo em sua busca pessoal de se realizar. Quanto mais esse fenômeno ocorre e se expande, mais as coisas se valorizam sobre a vida. Menos paz teremos, mais divisões, mais disparidades, menos felicidade, mais estresse, mais pressa, mais capitalismo, menos solidariedade e etc...

Estava conversando com um amigo sobre armas de pressão, e ele me contou que adorava matar passarinhos de longe. Então eu disse que não atirava em passarinhos, gostava de atirar em vidros e objetos que sofressem o efeito dos tiros. Ele imediatamente entendeu minha crítica velada e disse: “Você não atira em passarinho, mas atira nas coisas dos outros?” Entendi que ele havia interpretado a palavra “vidros” como referência as janelas dos meus vizinhos e a carros alvejados. Automaticamente, concertei o equivoco e expliquei que me referia a vidros que eu possuía e guardava só para essa atividade...Espera um pouco!!! Volta a fita...

Você notou que esse meu amigo pos os bens alheios acima da vida dos passarinhos? Talvez você nem tenha percebido isso, não acha que é hora de reconsiderar? Quer dizer que vidros de janelas, e bens alheios tem mais valor do que um animal que “é”, vive e sente individualmente? Esse animal tem responsabilidades sociais com sua prole e se relaciona com os outros iguais de sua espécie, por isso não vale mais do que um pedaço de vidro que custa menos de R$5,00?

Povo Lotuho ou Latika

“Para o africano tradicional, manter o equilíbrio e harmonia em relacionamentos dentro de sua família e tribo é extremamente importante. A posse de bens materiais é muito menos importante do que manter uma adequada interação com outras pessoas. Para o homem ocidental, por outro lado, o valor das pessoas tende ser medido pela quantidade de suas posses – terra, dinheiro, bens. Um resultado é a busca pelo sucesso que significa longas horas de trabalho e disposição para aniquilar outros trabalhadores, amigos e mesmo família para que se possa obter grandes lucros.

O povo Lotuho, do sul do Sudão, por algum tempo rejeitou o uso de boi para puxar arado, mesmo sabendo que o uso desses animais aumentaria sua produção de alimento. Com o boi, as grandes festas que aconteciam enquanto os campos eram preparados para a semeadura não seriam necessárias, e aquelas festas eram cruciais para manter os relacionamentos na sociedade. Melhor Ter menos alimento, eles diziam, do que arriscar a harmonia dentro do vilarejo”(Apostila 2006, Comunicação Aplicada, Professor Valdecir Lima).

Se ainda não ficou claro, lá vai:

Na vida o que há de mais importante não são coisas, mas relacionamentos.

Sem essa compreensão e a legitimidade de nossos relacionamentos, seremos apenas indivíduos sozinhos numa multidão de abandonados. O dia em que a carreira, emprego, oportunidades de vida pessoais, lucros, objetos de desejos e coisas em geral forem mais importantes que pessoas em geral na sua vida, esta na hora de reavaliar seus valores. Temos vivido para que? Para cumprir tabela no dever de existir? Para nos realizarmos ao custo de tudo e de todos? Esse comportamento na prática é o que define quem você é. Você é uma coisa ou uma pessoa? Pessoas se relacionam.

Terça-feira, Agosto 28, 2007

A Grande Solução de Segurança do Brasil – A Nova Tomada

É impressionante, mas o meu país me surpreende todos os dias. A última eu to pra comentar a algumas semanas. Apartir de Agosto de 2007 até 2009 todas as tomadas elétricas terão de ser trocadas. Os aparelhos elétricos terão de ser fabricados no novo modelo brasileiro. Isso mesmo, Brasileiro. Nós, mestres da industria tecnológica e eletrônica mundial. Desenvolvemos uma nova super-tomada capaz de ser...hum... mais segura!?!?! Que mais? Só isso.

Enquanto temos problemas com segurança civil pipocando nos centros urbanos do país, estamos preocupados com os casos de choques acidentais. Me pergunto qual deve ser a porcentagem de brasileiros que morrem sob efeito do choque acidental por tomadas elétricas. Não é só isso, quem mata mais a tomada ou o tráfico de drogas? Tudo bem, alguém pode dizer que uma coisa é resolver um assunto simples como uma tomada, outra o tráfico de drogas. Mas é ridículo onerar ainda mais o cidadão com uma solução tão cara e insignificante para a vida do brasileiro. As tomadas são baratas, talvez pra mim e pra você que temos acesso a esse blog, mas e para aqueles que não tem nem acesso a Internet? Para estes, R$3,00 são 16 pães. E quanto ao gasto das fabricas na adaptação dos aparelhos eletrônicos, na própria fabricação da nova tomada, na disponibilização delas no comércio, na troca dos espelhos de parede para as tomadas, adaptação dos produtos importados e etc... Quanto gasto. Fora a bizonhisse aparente do produto. Soma-se a isso o gasto de fiscalização da transição e do combate ao antigo sistema de tomadas que acredito vá resistir bravamente por anos, mesmo que seja no submundo, famoso pelos preços baixos. O que me lembra que a obrigatoriedade da mudança encarecerá injustamente o custo do mesmo.

Por fim, fica a reflexão, enquanto o mundo se esforça sistematicamente para uma unificação homogênea, ao menos no que tange a economia, o Brasil se destaca por estar na direção oposta. Esse novo sistema para segurança do cidadão será um estorvo para a industria, na exportação e importação de produtos eletrônicos. Talvez esse fosse o tipo de produto que nos seria extremamente atrativo não fosse obrigatório, super-valorizado e fora de tempo. Há necessidades mais profundas do que estas em nossa realidade presente.

Domingo, Março 11, 2007

O País do Carnaval.




Hoje na sala de aula estávamos discutindo a educação no Brasil. A filha de um de nossos professores, por volta da idade juvenil, chegou em casa com um dever de casa, uma pesquisa para ser mais exato, sobre um determinado assunto. Ela chegou reclamando do objetivo e método da professora. A pesquisa era a seguinte: Entrar num site especifico da Internet, copiar uma página e colar no trabalho. Pronto.

Tanto o pai como a filha ficaram impressionados com a falta de didática que levantou certos questionamentos por parte da menina. Primeiro: se a professora já leu o texto, porque quer mais uma cópia vindo de cada aluno? Segundo: Se ela já conhecia o texto porque não mostrou pros alunos na aula? Terceiro: Se copiar e colar não é ler, para que servirá o trabalho? Quarto: Porque os pontos serão dados de acordo com o capricho e não com o volume de conteúdo explorado, por exemplo? Podíamos ficar horas aqui elaborando indagações para a pedagogia desta professora, que representa todo um sistema educacional que se repete a anos. Eu e você provavelmente vivemos essa maldita realidade, e nossos filhos continuam vivendo a mesma. Desde os dias de nossa infância que nas datas comemorativas são exigidas figuras cortadas de um jornal ou revista e coladas nos trabalhos caprichados. Hoje a única coisa que mudou é que não se tira mais de jornais, mas da Internet. O principio emburrecedor permanece o mesmo. Não nos ensinam a pensar.

Porque não incentivamos a pesquisa e a busca pelo conhecimento? Porque não ensinamos os alunos a pensar por sí? Porque não ensinamos a pescar, em vez de pedir um peixe da peixaria? E por último, porque Meu Deus, porque, premiamos o capricho estético em detrimento do conhecimento? Só encontrei uma resposta para essas indagações. Somos o País do Carnaval. Nossa preocupação com a cultura e a artes são maiores do que o nosso compromisso com o conhecimento ou desenvolvimento. Nosso turismo sexual é mais famoso que nosso futebol. Americano pode não entender nada de Soccer, mas de brasileiras eles entendem.

Outro dia minha noiva estava com amigas em um restaurante nos EUA e o garçon logo tentou descobrir de onde elas vinham. Quando recebeu a “doce” resposta “Brazil”. Logo demonstrou seu profundo interesse. A primeira pergunta dele foi: “É verdade que as brasileiras gostam dos americanos?” A essa pergunta seguiu-se outros comentários sobre as mulheres brasileiras e uma promessa de vinda aqui. Ele contou que estava planejando com uns amigos, vir ao Brasil para trabalhar com uma ONG nas férias. Duvido muito que ele saiba o nome do novo técnico de nosso time de futebol, ou mesmo o fato de já não estarmos mais no topo da lista da Fifa há um mês. Mas ele sabe de quatro coisas: 1- O Brasil precisa da ajuda de ONGs por falta de recursos internos. 2- O Brasil tem mulheres que prestigiam seus turistas. 3- Somos festeiros. 4- Temos sexo fácil e barato aqui. É ou não é o país do Carnaval?

Outra evidência de nosso comprometimento com o fútil e com a festança foram as nossas passeatas anti-Bush. Fechamos a Avenida Paulista, tacamos pedras e paus na polícia, queimamos bonecos do Bush e gritamos palavras de ordem. Para que? Porque? Que palhaçada foi essa? Queremos condenar, fechar avenidas, agredir e gritar pela passagem de um dia do Presidente americano, mas cooperamos e corroboramos com a presença por 8 anos de Lula na Presidência do nosso país. Pintamos a cara, pintamos faixas, saimos só de calcinha nas ruas, protestamos por uma causa perdida e que nem é nossa, enquanto nossas próprias causas são abandonadas ao descaso.

Ninguém saiu na rua pra protestar quando Lula deixou que Evo Morales roubasse nossas instalações da Petrobrás com armas na mão. Ninguém se importou com isso. Mostramos até mais interesse quando a questão era cercear o direito do cidadão de possuir uma arma. Talvez se nos preocupássemos mais em educação decente ou em desenvolvimento, tivéssemos mais recursos e menos ONGs Americanas. Talvez com mais conhecimentos seriamos mais capazes de combater a violência e o tráfico de drogas. Mas parece que só queremos festa.

João Helio, com seus 6 anos, pode até ser arrastado pelas ruas que nosso carnaval fica intacto. Saímos aos montes nas ruas, não para reivindicar, mas para farrear.


Ninguém saiu na rua pra protestar contra a corrupção galopante de nosso congresso. Ninguém tacou uma pedra em José Dirceu. Ahhh, mas quando Bush veio aqui, fizemos questão de demonstrar quem somos, somos brasileiros do País do Carnaval!!!

Sexta-feira, Janeiro 19, 2007

“Velhas idéias Grandes Negócios”?

Já passam da meia-noite e ainda estou acordado. Também não dá pra dormir com um presidente que parece estar dormindo, o pior, em serviço! Me equivoquei, na verdade quero dizer: Um presidente que sonha acordado. Tanto faz. O primeiro dia da reunião de Cúpula do Mercosul no Rio de Janeiro me tirou o sono. Durante todo o dia pudemos presenciar nosso eleito presidente da República defendendo aquele que humilhou e roubou nossa pátria há alguns meses atrás. E pensar que em 12 de Novembro de 1864 o Paraguai tomava o navio brasileiro Marquês de Olinda e iniciava com isso a guerra do Paraguai. A mais sangrenta batalha das Américas. Ano passado, o presidente boliviano Evo Morales tomou nossas instalações da Petrobrás em seu país. Como represália, nós apoiamos, incentivamos e brigamos pela entrada deste mesmo país no bloco do Mercosul.

Fomos humilhados quando fomos roubados, nossa soberania foi questionada assim como a autenticidade nacional do estado do Acre. Fomos ainda mais humilhados quando o representante máximo do Brasil encontrou-se com Evo Morales para sair de lá ainda mais desmoralizado, ou seria “Moralisado”? Por mais trágico que seja ainda tem algo de engraçado nisso tudo, Lula sendo picado pela cobra que criou, seu discurso sendo usado contra ele mesmo, por isso, saiu quietinho da reunião. De mãos abanando tivemos que engolir a seco a perda de milhões de reais em investimentos e infra-estrutura. Mas agora podemos respirar aliviados, sim, porque nosso presidente demonstrou algo que nos coloca em uma situação de extremo conforto e segurança. Submissão. Ironia a parte bom seria que essa submissão fosse ao presidente Evo Morales ou ao país boliviano. O pior é sermos submissos a uma velha e morta idéia. Enquanto o mundo muda e se une economicamente, e até socialmente, nós, desenvolvidos espécimes de avançadoa intelecto, nos separamos. Falamos cada vez mais de integração, mas nos separamos cada vez mais do resto do mundo com o velho papo de nacionalização. A arcaica idéia de uma sociedade justa, centralizadora e infelizmente falsa. Ficou claro que até o Lula abandonou essas idéias. Ou será que não?!?! Deu medo...

Nos acostumamos a odiar os argentinos, mas dessa vez não teve jeito, eles tinham razão. Enquanto Lula tenta enfiar a Bolívia dentro do bloco, Kirchner tentava dissuadi-lo com um simples argumento. “Eles não tem os requisitos mínimos”. Mas Lula fecha os olhos para o óbvio, os ouvidos para a verdade e abre a boca para Morales. Enquanto todos os outros países tende cumprir metas e adaptar-se a Bolívia “trapaceia” e desconfigura o bloco apresentando-se como candidata sem os mínimos requisitos. A Argentina levanta um ponto interessante: “para que as regras se não for para segui-las”? Digo mais, porque não enfia logo tudo quanto é paísinho que quer entrar no Mercosul dentro do bloco? Sem sentido algum, em nome da integração “irracional” Lula consegue introduzir um país que já se demonstrou incapaz de negociar bilateralmente (no caso da Petrobrás, por exemplo) num grupo de acordos econômicos.

O administrador Stephen Kanitz, em uma antiga entrevista ao jornalista Boris Casoy, diz que idéias velhas como a de Karl Marx são totalmente ultrapassadas hoje, o próprio Karl Marx fosse vivo diria isso. Por causa das dramáticas mudanças políticas, econômicas e sociais no mundo inteiro, fica difícil usar uma idéia tão velha e ultrapassada em situações que nem se quer existiam quando a teoria foi formulada (a globalização é um bom exemplo). Sendo assim, precisamos de teorias novas, de pensamentos novos que só se adaptam ao tempo em que vivemos. Veja um triste quadro do Brasil nosso sistema de previdência privada está em franca falência porque estamos baseando-o num arcaico sistema socialista. Não há acumulação, há redistribuição, os que trabalham pagam pelos que estão aposentados. Como o numero de aposentados vem crescendo e o de contribuintes/empregados diminuindo a quebra será inevitável. É irônico, mas quanto mais o Brasil for capaz de aumentar o tempo de vida de seus cidadãos, mais dividas ele terá que pagar e teremos menos crescimento econômico. Isso é contraditório, porque mais pessoas é igual a mais consumo e por ai vai.

Fico aqui falando mal do presidente, mas cabe a nós mudarmos essa situação. Da próxima vez, votemos mais conscientes. O Brasil é o pais que é porque o povo é pouco informado, principalmente sobre questões políticas, econômicas e até sociais. Eu sinceramente não creio que educação seja tudo, mas é alguma coisa com certeza. O problema é que nunca teremos uma boa educação enquanto estivermos fundamentados sob as velhas estruturas de pensamento. É hora do brasileiro pensar e gerar novas soluções para seus próprios e atuais desafios.

Quinta-feira, Agosto 31, 2006

Política e Religião se discutem!

Ao contrario do que é comumente dito e propagado na sociedade. Religião e política devem ser discutidos sim. Alguns argumentam que a questão aqui é preferência e preferência não se discute. Isso é verdade. “Gosto” é como cada individuo percebe a realidade ao seu redor. Isso não determina a realidade. A verdade não pode ser encontrada através do gosto, sentimento ou sentido de um individuo. Posso apenas entender como esse individuo sente o mundo; sente a realidade. Mas o fato é que existe uma verdade absoluta. Independente do que sentimos ou preferimos. Existe “A” verdade. Ou essa frase não seria verdade. E sua negativa seria auto-excludente (“Não existe verdade” não pode ser verdade, pois é uma afirmação falsa em si mesma).

Sendo assim, me atendo apenas ao aspecto político, há um candidato ideal. Um desses candidatos tem de ser o melhor para o país. Por pior que ele seja. É preciso descobrir quem é este personagem o mais precisamente possível, pois disso depende nosso futuro e bem-estar. Assim como na religião – o caminho errado te leva pro lugar errado – na política, o político errado...

Então como descobrir então qual o melhor? Iremos utilizar aqui o método mais aceito e preciso para encontrarmos a verdade sobre o que podemos tanger em nossa realidade. A razão. Empirismo? Talvez. “Talvez” porque nem sempre fazemos bom julgamento dos fatos. Sempre que isso ocorre é culpa de nossas emoções. Elas nos impedem de vermos a realidade como ela é, imprimindo diretamente ao lado da realidade analisada nossa própria intervenção no Universo. As vezes não vejo as coisas como elas são, mas como gostaria que fossem. Falando nisso, é exatamente isso que tem acontecido com nosso povo.

Optamos pela emoção na hora de eleger Lula. Decidimos fazer “justiça” aquele homem que tanto havia tentado, a classe média queria vingança pela re-distribuição de renda que lhes reduziu os recursos aumentando acesso a classe pobre (como a pobreza é muito maior que a classe média, não pudemos sentir tanto o impacto dessa política na pobreza quanto na classe média). Queríamos mudar, não importava como. Confesso que me vi sem opção naquele período também. Mas isso não me dá o direito de jogar meu voto fora com a opção mais populista. Na verdade jogar o voto fora seria a melhor opção. O dia que o voto nulo ganhar uma eleição teremos de refazê-la com novos e melhores candidatos. Hoje, acredito que essa seria a melhor opção, embora nós nunca faríamos isso. Não somos pragmáticos o suficiente para tal revolução.

O problema é que parece que mais uma vez teremos o mesmo quadro emocional tomando conta de nossas decisões. Mais uma vez seremos levados no bico pelo oba-oba emocional de sempre do populismo. O povo tem o governante que merece mesmo. O que proporciona uma visão em miniatura de todo o povo Brasileiro olhando-se para o seu presidente. É assim com os EUA, Inglaterra, Bolívia, Cuba e etc... A dignidade do Presidente é a do povo.

Veja um exemplo de como se porta emocionalmente nosso povo (em relação a política) no discurso do velhinho em coma da Charge abaixo (www.charges.com.br).

Se continuarmos pondo nossas emoções enfrente da razão (evidências claras, como corrupção e ineficiência, por exemplo – onde estão os 10 milhões de empregos prometidos por Lula na sua campanha? Ele não cumpriu. Isso é evidencia. Isso nos dá experiência para mudar. Isso é empírico. Mas parece que tanta evidência não basta) faremos valer o ditado de que “política não se discute”. Por que não há diálogo racional em meio tanta emoção. Não dá pra provar nada a quem se limita a entender a realidade por meio de seus próprios sentimentos e emoções. Vamos Mudar Brasil.

"LULA POPULISTA" é Pleonasmo.

Antes de Mais nada. Veja Abaixo Porque não voto em Heloísa Helena.

Ainda não estou apresentando minhas razões para não votar em Lula. Mas gostaria de apresentar-lhe uma analise detalhada do "modus operandi" de nosso atual Presidente da República. Segue uma definição do termo "Populismo". Tenha em mente que atualmente Lula não tem usado o simbolo do PT em sua campanha (por vergonha e jogo de marketing) nem a gritante cor vermelha. Seu fundo é predominantemente azul, verde e amarelo, quando não é a bandeira do País em vez da do partido. Veja o que é Populismo:

"A característica básica do populismo é o contato direto entre as massas urbanas e o líder carismático (caudilho), supostamente sem a intermediação de partidos ou corporações. A idéia geral é a de que o líder populista procura estabelecer um vínculo emocional (e não racional) com o "povo" para ser eleito e governar. Isto implica num sistema de políticas, ou métodos utilizados para o aliciamento das classes sociais de menor poder aquisitivo além da classe média urbana, entre outros, procurando a simpatia daqueles desarraigados para angariar votos e prestígio - resumindo, legitimidade - para si. Isto pode ser considerado um mecanismo mais representativo desta forma de governo". Tirado do site Wikipedia [http://pt.wikipedia.org/wiki/Populismo] acesso em 31 de Agosto de 2006.

Agora assista o vídeo abaixo. Em seguida há um pequeno comentário, mas que só deve ser lido após o vídeo, ou não fara sentido algum.




Embora possa parecer forte a conexão de Adolf Hitler e Lula, fica claro que ambos usam (independentemente da intenção) o mesmo método. E compartilham da mesma visão populista.

Terça-feira, Agosto 29, 2006

Porque não voto Heloísa Helena

Voto em Alckmin por uma simples razão (embora haja mais razões, me aterei a mais simples de todas). Voto em Alckmin porque não posso votar em Lula, muito menos Heloísa Helena. Em minha próxima aparição falarei sobre o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No momento abordarei apenas a candidata do PSOL. No texto abaixo demonstro por dois métodos distintos porque não posso entregar meu País nas mãos de Heloísa Helena. Que embora idealista, mostra-se despreparada para ocupar o cargo de maior importância do poder Executivo. Talvez, esse nome: Executivo, tenha influenciado mal a candidata, que parece pensar ser possível simplesmente “executar” aquilo que apenas com planejamento e estratégia pode ser realizado.

No vídeo abaixo encontra-se parte do 1° debate entre os presidenciáveis realizado na TV Bandeirantes. Neste vídeo encontramos a solução de Heloísa Helena para o Problema do Juros no Brasil. Em seguida você lerá um texto do famoso Administrador, Stephen Kanitz, publicado na revista Veja de 30 de Agosto de 2006, sobre o problema dos juros e a solução do mesmo. Vale a pena ler.

É impressionante e assustador o número de políticos, líderes sociais, empresários, advogados, candidatos a Presidência da República, jornalistas e leitores que ainda não entendem por que o Banco Central não baixa os juros em termos reais. O que caiu até agora foi a inflação, os juros reais até subiram nestes últimos doze meses. Muitos ainda acham que quem decide a taxa de juro é o Banco Central, que pode reduzi-la por canetada, ou pensam que falta “vontade política” para reduzir os juros a patamares decentes. Se você é um desses, lembre-se desta singela lição de economia e administração econômica: só existe uma maneira de reduzir os juros em um país onde o Estado toma emprestados para si 80% da poupança do povo. A única forma de baixar os juros nesses casos é reduzir a dívida, devolvendo o dinheiro emprestado aos seus legítimos donos, o poupador brasileiro.

Se o governo dissesse para os bancos: “Tomem seu dinheiro de volta, não queremos mais esses empréstimos caríssimos.", os bancos ficariam com um monte de recursos parados nas mãos, sem remuneração, e perderiam dinheiro. Para emprestarem de novo, teriam de reduzir os juros. Administradores financeiros competentes muitas vezes conseguem essas reduções, simplesmente “ameaçando” devolver suas dívidas. Se o governo começasse devolvendo pelo menos 10% da dívida, e “ameaçasse” devolver mais 20% nos próximos anos, o juro real, aí sim, despencaria.

Nenhum governo até hoje nestes 500 anos devolveu as dívidas que governos anteriores contraíram. Não há interesse nem estímulo político em pagar o que o governo anterior tomou emprestado e gastou. Isso até dá para entender. Todo governo quer ser reeleito e para isso tem de gastar mais do que o governo anterior, e não pagar o que é devido.

O ex-Ministro da Fazenda Delfim Netto ficou famoso por defender abertamente, em 1982, a seguinte heterodoxia econômica: "Dívida não se paga. Dívida se rola". Delfim felizmente já mudou de idéia, e talvez seja o único deputado federal que percebe que a única forma de baixar os juros é reduzindo o montante da dívida em termos absolutos, via seu plano de déficit zero. Reduzir a dívida como proporção do PIB, política defendida atualmente pela maioria de seus colegas economistas, não reduz necessariamente o montante da dívida. Só a faz crescer num ritmo menos acelerado.

A história mostra que governo algum devolveu aos seus legítimos donos a dívida interna que contraiu. Pelo contrário, de tempos em tempos, na época de inflação brava, o governo tungava os investidores em 30%, e a famosa correção monetária ao longo de sua vida só “corrigiu” 10% da inflação, e não os 100% prometidos. Os cinco milhões de famílias que poupam e investem em títulos públicos, via seus fundos de pensão ou esses fundos DI, estão obviamente ressabiados. A maioria acha que a dívida nunca será devolvida, por isso os juros são elevados. Elas tentam recuperar o investido via juros, e não via devolução do principal. Para piorar a situação, a cada eleição aparece um candidato ou candidata que culpa os bancos e os poupadores pela alta dos juros e anuncia o repúdio da dívida ou o seu calote, o que confirma as piores suspeitas e eleva os juros reais para os níveis que temos.

Quem determina os juros, como tudo, é o mercado, nesse caso os milhões de poupadores brasileiros, gente que tem medo de investir em bolsa ou abrir sua própria empresa. Como prova do que estou dizendo, o governo Lula devolveu 100% da dívida externa aos poupadores americanos, e o risco Brasil, os juros que cobram das empresas, nunca esteve tão baixo. Falta agora devolver a dívida interna.

A primeira lição ética que cada mãe ensina aos seus filhos é “devolver sempre o que tomou emprestado”, algo que muitos bandidos, políticos e governos ainda não aprenderam. Se você é um daqueles que querem ver este país crescer novamente, saiba que ninguém irá “reduzir” os juros. Lute para que o governo devolva a dívida que contraiu e nunca devolveu. Aí sim, o governo reduzirá suas despesas de juros para zero e a taxa de juro cairá a um nível que fará o país crescer. Além do mais, nem seria ético nossa geração, deixar para a próxima uma dívida que é nossa obrigação pagar.

Stephen Kanitz é formado pela Harvard Business School (www.kanitz.com.br)

Sábado, Outubro 22, 2005

VOTO SIM OU NÃO?

Bem vindos ao primeiro dia do Blog.
Diante de tantas mudanças que o mundo vem presenciando faz-se necessário um olhar atento e cuidadoso sobre tais mudanças. Neste espaço pretende-se falar sobre o contexto moderno da humanidade. Principalmente do Brasil. Afinal, não importa como o mundo muda é em nosso lar que recebemos o impacto e entendemos que algo mudou.
Basta lembrar de 11/09/2001. Que ocorreu a mais de 26.000 km do Brasil. Pode parecer que nada mudou para nós, entretanto até mesmo as guerras que se sucederam após o evento em voga nos afetaram psicologicamente, mudaram nosso modo de ver o Islã, os EUA e dificultou nossa entrada no pais do WTC. Tudo isso molda nossa cosmovisão e são pertinentes a esse blog.

Religião é sempre a melhor discussão que há. Teologia e Filosofia são ferramentas excênciais para compreensão do contexto moderno.

Curiosidades engraçadas e pertinentes para melhor compreensão do nosso contexto sempre serão bem-vindas e estarão disponiveis nesse blog.


Pra começar vamos falar sobre o Hilário Referendo que o governo Brasileiro está promovendo em nome da Pseudo-democracia, ou Democracia da minoria. O texto em questão recebi pelo e-mail e reflete meu ponto de vista.

MUDEI DE OPINIÃO

será?

Antes, eu tinha certeza de que ia votar no NÃO e ninguém ia me convencer do contrário. Mas o tempo foi passando, entrei nas comunidades do SIM e do NÃO no orkut, ouvi propagandas no rádio e na TV e os argumentos do SIM me convenceram. Vou votar SIM. Sabe porque? Vou dar 18 motivos.

1. Descobri que a arma legal alimenta os bandidos. Todas aquelas AR-15, AK-47, granadas e bazucas que os traficantes do Rio usam foram roubadas de cidadãos honestos que compraram as armas legalmente. Da minha casa mesmo, por exemplo. Ano passado me roubaram quatro mísseis Stinger;

2. Descobri que todos os pais que têm armas de fogo costumam deixá-las carregadas e engatilhadas em cima do sofá da sala. Por isso que 94 milhões de crianças brasileiras morrem brincando com armas de fogo todos os anos;

3. Descobri que todos os assaltantes de casa têm super-poderes. Eles atravessam portas e paredes e se materializam imediatamente na sua frente e apontam uma arma para a sua cabeça enquanto você ainda está deitado, tornando impossível qualquer reação. Eles não perdem tempo e fazem barulho arrombando portas;

4. Descobri que a chance de se sair bem ao reagir a um assalto é de uma em 288.345.774.324.500. As estatísticas provam que nos outros 288.345.774.324.499 casos, a vítima que reagiu morreu;

5. Descobri que se eu vir ou ouvir algum bandido pulando a cerca e entrando no meu quintal, eu não vou conseguir afugentá-lo com um tiro para cima ou para o chão. Se ele ouvir o tiro, aí sim, é que ele vai ficar excitado e vai querer de toda forma entrar em casa e trocar tiros comigo. Eles adoram fazer isso;

6. Descobri que se o NÃO ganhar, as armas de fogo vão imediatamente ficar 90% mais baratas e vai acabar a burocracia para a compra de uma. No dia seguinte à vitória do NÃO, qualquer pessoa (bandido ou não) vai poder ir numa loja de armas, comprar um 44 e oito caixas de munição, já vai sair armado e vai para o bar mais próximo para arrumar briga e me matar;

7. Descobri que delegados e policiais civis militares e federais, que são em quase totalidade favoráveis ao NÃO, não entendem N-A-D-A de violência e criminalidade. Quem manja mesmo do assunto são atores, sociólogos e dirigentes de ONGs internacionais;

8. Descobri que estrangeiros que lideram ONGs como a Viva-Rio têm muita experiência no assunto. Afinal, todo mundo sabe que a situação social, econômica e de criminalidade da França, Inglaterra e Estados Unidos (que é de onde eles vêm) é IGUALZINHA à realidade do Brasil. Não tenho a menor dúvida de que as teorias que eles têm vão funcionar direitinho aqui;

9. Descobri que 90% dos casos de homicídios são cometidos pelos chamados cidadãos de bem. Claro que isso é só dos homicídios ESCLARECIDOS, que são menos de 5% dos casos. Mas pela lógica, os outros 95% dos homicídios, que não são esclarecidos, também devem ser causados pelos cidadãos de bem;

10. Descobri que o governo quer que a gente vote sim. E o governo sempre pensa no nosso bem. Afinal, todo mundo sabe que a qualidade da saúde pública, ensino público, segurança pública, etc. vêm melhorando cada vez mais, dia a dia;

11. Descobri que se o SIM ganhar, não vão mais acontecer mortes banais. Maridos ciumentos só vão agredir as mulheres com travesseiros, torcidas organizadas vão se dar as mãos, facas e canivetes vão perder o fio, tijolos e paus vão ficar macios e os pitboys vão abandonar a prática violenta de artes marciais e se converter ao budismo;

12. Descobri que até agora, o desarmamento voluntário já deu resultados. É claro que a queda nos atendimentos dos postos do SUS em São Paulo nos últimos 12 meses foi devida à diminuição do número de armas, e não devida a maiores investimentos em segurança e educação;

13. Descobri que o jovem é a principal vítima da arma de fogo. Claro que isso não tem nada a ver com o fato de o jovem ser o maior usuário de drogas, e nem o fato de que quase 100% dos envolvidos no tráfico de drogas têm menos de 30 anos (porque morrem ou são presos antes). Isso é só coincidência;

14. Descobri que todo mundo que tem arma de fogo é um suicida em potencial. E a única causa do suicídio é a arma de fogo, e não a falta de perspectiva, falta de um ideal, falta de um sonho a buscar ou então distúrbios mentais como a depressão;

15. Descobri que se algum bandido invadir a minha casa, basta eu ligar para o 190. A polícia sempre tem homens e viaturas sobrando e levará menos de 3 minutos para me atender;

16. Caso isso não aconteça, basta eu fazer o sinalzinho do "sou da paz" com as mãos e o ladrão vai saber que eu sou um sujeito legal, e então ele vai embora em paz sem levar nada e sem violência nenhuma. Eles sempre agem assim quando descobrem que você é da paz, e não um daqueles psicopatas malvados que são a favor do NÃO;

17. Caso o ladrão seja muito, mas muito malvadão, eu só preciso gritar por socorro. Em cinco segundos vão aparecer a Fernanda Montenegro, a Maitê Proença e o Felipe Dylon para me salvar e prender o bandido. Sem usar armas. Êêêêêêêêêêê!!!

18. Se o SIM ganhar, o Brasil vai ser um país mais feliz. Que nem na novela!

Perfeito!!!