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Quinta-feira, Junho 05, 2008

Malefícios do progresso: O tiro que saiu pela culatra.

Contemple a seguinte cena: Um homem do campo, habita com sua família em um vislumbrante vale. Sua casa é rodeada por bela natureza e seus animais estão espalhados por toda parte, assim como seus filhos a brincar. Sua família é pequena para as proporções campestres, tem apenas três filhos e três filhas. Sua esposa está sempre atarefada com o cuidado da casa e da família, provendo sempre uma saborosa refeição todas as manhãs, tardes e noites. Ele, trabalho no campo todos os dias, o seu rendimento é sua sobrevivência. Ao anoitecer, os lampiões são acesos, afinal esta casa não possui energia elétrica. Eles conversam e brincam esperam a tão esperada janta. Não há o som constante da TV no fundo da conversa, apenas o som dos animais noturnos. Após uma gostosa e simples refeição todos se reúnem por alguns minutos e logo se despedem para dormir. As 18:30 as crianças adormecem e as 19:00hrs todos já estão na cama. Ás 4:30 A Esposa desse homem se levanta para preparar o dejejum. As 05:00hrs, o galo canta, o homem acorda, o cheiro de pão quente e leite fervido impregna a casa, 30 minutos e todos estão na mesa. O dia já começou. As 06:00 todos estão em suas devidas atividades. E a vida recomeça.

Se você nasceu em cidade grande deve estar desesperado só de imaginar a vida simples dessa família. Talvez esteja indignado com tanto desprezo pelo que você considera “essencial”. Ou Talvez esteja morrendo de inveja dessa família. Mas o fato é que vivem uma vida incomparavelmente menos ansiosa e frenética que a nossa. E isso é bom, isso é paz, isso é felicidade.

Felicidade? Não é possível, eles não sabem de nada que ocorre no mundo, não sentem o prazer de uma boa musica, não conhecem as luzes do Time Square, nunca riram de uma boa piada em um seriado da TV por assinatura, não sabem o que Hollywood é capaz de recriar em seus filmes, não imaginam as atrocidades ocorridas na guerra do Iraque, e nem devem saber que o mundo está em ruínas por causa da maneira como temos, predatoriamente, tratado o planeta... São uns ignorantes, como podem ser felizes?

Assistindo a uma palestra do psicólogo Graciliano Martins, descobri que o desejo só existe quando há falta do objeto desejado. Ninguém deseja água se não estiver com sede, sombra se houver calor ou necessidade de se esconder e assim por diante. Portanto, ninguém é capaz de desejar o que não conhece, ou não sabe que existe. Por isso, nada do que temos e sentimos falta em nossa vidinha civilizada, faz falta aquela família imaginada no começo.

Em nosso caso especifico, o conhecimento que temos de tanta coisa nos faz desejar cada vez mais coisas. A onda do consumo também nos empurra a nossa lista de desejos, uma lista sempre crescente e atualizável. E nós somos aprisionados por essa realidade. Parece impossível viver num lugar que não tenha padaria, locadora, internet e muito menos luz. Só quando passamos um mês sem ver o Jornal da TV é que percebemos que não precisamos dele para viver, a vida continua quer você saiba o que ocorre nela ou não.

Segundo Stephen Kanitz, em artigo publicado na Revista Veja em Agosto de 2002 (ou seja, informação velha), a cada 18 meses o volume de informações dobra. Dobra! Ou seja, se alguém fosse capaz de saber de tudo, em apenas um ano e meio saberia apenas metade do que então existe. Logo, a cada 18 meses as possibilidades aumentam, o volume de desejos pode dobrar. O vazio, o buraco da falta, aumenta e somos cada vez mais aprisionados nesse sistema que chamamos civilização, progresso.

Hoje somos estressados, não temos tempo para nada, tudo tem que ser rápido, desde nossos alimentos até nossos relacionamentos. Vivemos em busca de uma felicidade que nunca vamos alcançar, uma Utopia. Perseguindo o inalcançável. Tentando o domínio do indominável. Como a informação de Kanitz é velha, é possível que esse volume de informações dobre agora em menos tempo. Quanto mais informações temos, maiores são as cobranças e metas.

Daí quando surgem em nossas sociedades, sociopatas de todo tipo, terroristas que parecem denunciar esse falso progresso, grandes golpes e pessoas cada vez mais individualizadas e egoístas, nos perguntamos porque. Porque o 11/09, porque o holocausto, porque desejamos tanto e a custa de tudo, até da nossa própria vida e paz?

Uma vez ouvi a seguinte história. Um dos conquistadores viu um índio deitado na rede descansando em pleno dia. Ele perguntou pro índio:

-Por que você não se levanta e vai trabalhar? – O índio, confuso, perguntou:

-Para que?

-Para acumular riquezas, bens... Se você trabalhar mais hoje acumulará e poderá guardar suas caças obtidas hoje para amanhã. E poderá trabalhar menos no futuro.

-Pra que? – Persistiu o Índio.

-Ora, pra você ter uma boa vida e descansar. – O índio retrucou sem nem pensar.

-Já estou fazendo isso.


Sendo um pouco mais pragmático. Acorde sua vida é uma ilusão, você não precisa nada daquilo que pensa ser necessário para viver. A vida, a paz e a felicidade não estão no consumo, no capitalismo ou na globalização. Vida simples. Passe tempo com as pessoas que ama, não com as coisas que sonha ou os desejos que tem ou as informações que aspira, que continuarão se multiplicando infinitamente.

Quarta-feira, Maio 28, 2008

Racismo ou Egoísmo velado?



As vezes me pergunto aonde começa o racismo e onde termina o dominio da raça branca? Esse vídeo postado no You Tube (logo abaixo) tem como titulo e intenção expor o racismo ainda muito presente em nossa sociedade moderna. Mas o que acho realmente, é que não se trata apenas de racismo, mas de um dominio indireto de "conceitos brancos" que são indiretamente impostos pela maioria. Um bom exemplo disso é a ditadura da moda e da beleza, que impõe padrões e estereotipos para as mulheres e homens de hoje. Somos subjugados por idéias indiretas todo o tempo, como por exemplo crer que magresa é sinonimo de beleza e saúde, dinheiro de felicidade, fé de irracionalidade e etc... Portanto, no vídeo abaixo temos um exemplo de como a maioria, branca, impõe culturalmente sobre todas as raças a idéia que lhes é confortável de uma superioridade da raça, mesmo que coletivamente inconsciente. A solução é quebrar o paradigma fundamentalista da centralização do eu. Em outras palavras, deixarmos de impor nossas próprias e doces idéias a todas as comunidades, culturas e raças. Essas crianças são vítimas do despreparo de pais, do impacto da mídia e da cultura branca. Quando crescerem e se tornarem individuos pensantes e independentes, talvez odeiem essa realidade que representam hoje.

Sempre bato nessa tecla e vou repetir mais uma vez, o pensamento da massa influência um unico individuo. Mídia é veículo de massa, portanto propaganda das idéias de uma maioria, que em grande parte encontra-se despreocupada com a vida alheia, e busca cada vez mais a divulgação de seus próprios ideais.

Esse vídeo não demonstra apenas uma realidade quanto ao racismo mundial, mas também demonstra como que idéias podem ser vendidas e compradas facilmente, até mesmo por quem não deveria se interessar por elas.

Quarta-feira, Outubro 31, 2007

Dexter – Sintoma de uma Sociedade Doente

Atualizado em: 12/12/2007.
CUIDADO: SPOILERS!
Há pouco mais de um ano estreou na TV americana, pelo canal Showtime, o seriado Dexter. A idéia é no mínimo criativa e isso atraí a atenção e curiosidade de muita gente, principalmente aqueles já influenciados pela nova onda de seriados que surpreenderam o público por sua originalidade como Lost, 24 horas e Desperate Housewives.

Dexter, é um seriado para quem não tem estomago. Pra falar a verdade, é preciso não ter mais algumas outras coisas também... Eu sei que vou revoltar alguns fãs (talvez vão querer me esquartejar), mas é só por que são fãs que se sentirão assim. Já compraram a sandice como entretenimento. Preciso confessar aqui, para que fique claro aos leitores, que me entreti muito com a série também. Não foi atoa que assisti até boa parte da segunda temporada. Entretanto, basta uma breve analise nos argumentos e não se poderá escapar da sensação de vômito (perdoem minha falta de eufemismo). Dexter é um entretenimento irresponsável.

Imagine um menino adotado que se descobre um psicopata ao desmembrar animaizinhos. Seu pai, um policial de Miami, percebe e começa ajudar seu filho a lidar com o problema. Ele começa ensinando o menino a se portar e se encaixar na sociedade, dando a ele um conjunto de valores e códigos que ele segue por puro condicionamento. Como psicopatas não sentem emoções, é uma tarefa difícil para ele se adaptar. O pai logo descobre que não poderá conter os instintos de seu filho por muito tempo e decide ajudá-lo a canalizar esses impulsos. Ensina o seu filho a matar e não deixar rastros. E matar somente aqueles que “merecem”, ou seja, assassinos, psicopatas e serial killers, como ele mesmo. Só não é mais fascinante porque é sórdido. Dexter, trabalha na policia fazendo a analise de sangue das cenas do crime. Mas ele mesmo é um assassino que deveria ser preso e quem sabe até executado, pelas leis americanas. Ele espreita suas vítimas, sempre com o argumento absurdo de ter uma boa razão para isso, afinal de contas ele só mata parias da sociedade. Ele prepara a cena do crime, as amarra sem roupas com uma fita adesiva transparente, faz seu pequeno show, dando argumentos para a vítima e pro expectador, escolhe a arma (sempre objetos de corte ou perfuração) e inicia o que ele mesmo chama de “ritual”, executando com sadismo as vítimas. Que sempre saem de cena dentro de vários sacos. Dito isto, considere, esse cara é o herói da trama!

Alguns dos detalhes abomináveis que gostaria de ressaltar: A sua primeira vítima foi a mando de seu pai que estava hospitalizado e dizia que sua enfermeira o estava drogando até a morte. Boa desculpa, não? Não! Bem, ele pega a velhinha, coloca pelada na mesa ritual, faz ela implorar pela vida e depois enfia-lhe uma faca até que o sangue jorre em sua roupa. Outra cena interessante é quando ele vai matar um rapaz, que ele pensava ser um serial killer, que por sorte no último segundo, explica que havia sido traumatizado por um estuprador na infância e por isso o matou a facadas. Ele estava para fazer “justiça”, mas parece que não era bem justiça assim. E se o menino não tivesse tempo de avisar? Teria sido esquartejado. Detalhe, o rapaz já tinha passado alguns anos na cadeia, pagando pelo que fez. A última cena que me impressionou foi a de um casal de “coiotes”, que matavam os cubanos que não pagavam a taxa de libertação ao chegar nos EUA. Ele matou os dois juntos, um assistindo a morte do outro, ao som de gritos de “eu te amo”, o que é extremamente cruel, sem a menor cerimônia. Só pra você não esquecer, esse cara é o Herói!

Como se não bastasse, o pai de Dexter o ensina a ser furtivo com a desculpa de ensiná-lo a sobreviver a cadeira elétrica. Em suma, o código de valores do pai diz que se seu filho for um monstro, ainda que mate muitas pessoas tem de sobreviver. Ele irresponsavelmente cria um monstro e o solta na sociedade. Dexter por sua vez diz não poder controlar sua necessidade de matar, isso é uma desculpa pra seus impulsos. Também agradece a um psiquiatra que o tratou, por tê-lo ajudado a aceitar quem ele realmente é, o esquartejando em seguida. Você acha que um psicopata deveria conformar-se com sua situação? Dexter também obstrui a justiça, cometendo crimes sérios dentro da corporação policial, como implantar evidências. E espera sinceramente que um Serial Killer continue solto a matar mais pessoas para continuar com seu mórbido fetiche competitivo. A glamourização é tão grande que a ultima morte que assisti, foi ao som de musica. Ocorre então a banalização da morte. A filósofa americana Sissela Bok, da Universidade de Harvard, nomeia essa circunstância de “fadiga da compaixão”, “um estado de espírito que torna possível testemunhar a brutalidade com distanciamento, sem envolvimento” (Super Interessante, 7 de Junho de 1999, p.p. 21).

Por fim, me pergunto, por que a sociedade americana se permite esse tipo de entretenimento? Por que num lugar onde pessoas pegam em armas e promovem o inferno, entretenimentos desse tipo são criados? Por que na terra dos serial killers esse tipo de entretenimento é impunemente promovido? O que garantirá que reprimidos psicopatas não saiam do armário, com boas desculpas para canalizar seus impulsos? Com tanta glamorização da sociopatia o que os impedirá? Talvez aquele que não soube do seu problema possa se reconhecer na tela, e em vez de buscar ajuda, tente se resolver como Dexter o faz. Sem ajuda profissional e cometendo crimes hediondos. Assim como pessoas normais são influenciadas pelo glamour da mídia, talvez, com quase certeza, psicopatas adormecidos não acionem algum botão que lhes destinará a reviver as “aventuras” de Dexter. Até porque, o personagem faz questão de ser desafiador e desafiar outros serial killers. É muito fácil se perguntar: “Quem será o melhor Serial Killer?” Pelo que aprendi do seriado, eles adoram competição. Numa competição de Serial Killers, quem você acha que vai sair perdendo? Engraçado, não fosse trágico e doentio. Eu já assisti mais do que deveria, pra mim chega!

Sexta-feira, Setembro 28, 2007

PESSOAS VALEM MAIS DO QUE COISAS


Sabe quando você encontra uma verdade que se torna parte de sua cosmovisão pra sempre? Aquele momento mágico quando você vê em perfeita delimitação uma idéia que, embora nunca tenha entrado em contato com você daquela maneira, é tão familiar? Isso aconteceu comigo quando meu professor de Comunicação Aplicada, há 1 ano atrás, delineou a frase mais simples do mundo, mas com a verdade mais pragmática que a minha inteligência social jamais se esquecerá. “Pessoas são mais importantes que coisas”.


Se me permite avançar nesse pensamento gostaria de amplia
r esse conceito para: “Vida é mais importante que coisas”. Define-se, portanto como “coisas” tudo aquilo que não vive. Eu sei, pra meia dúzia de gatos pingados pode parecer óbvio o que eu estou dizendo até aqui, mas digo para essa minoria, acreditem em mim, há uma maioria que não entende de maneira tão simples assim essa verdade.

É fácil, no mundo de hoje, que pessoas se apaixonem por coisas, e com isso passem por cima daquilo que mais importa na vida. Pessoas. Na verdade há uma super-valorização da pessoa quando isso ocorre, mas da pessoa errada, a pessoa valoriza os seus desejos acima dos valores externos e desejos alheios. Quando alguém rouba, mata, adultera (em todos os sentidos, sexuais, sociais e econômicos), engana, trai, passa por cima de outros interesses, magoa, quebra leis, maltrata um animal e etc... O que está ocorrendo é a super-valorização de si. O que, por conseqüência põe as coisas, que são os objetos de desejo desse individuo, acima das pessoas. Acima dos verdadeiros valores da vida. Nos tornamos aquilo que desejamos, portanto cada vez mais os homens se parecerão com coisas, e não com seres viventes. Coisas não se relacionam, se aproveitam, se servem, se usam. São intransigentes e impessoais no cumprimento de suas funções.

Impacto da inversão de valores de hoje

Alguém pode estar se perguntando, “mas porque relacionar-se é mais importante?” Semana passada assisti um filósofo na TV dizer uma das poucas frases televisivas que marcaram minha vida: “A família é a única instituição capaz de gerar vida”. Ficou claro? Só relacionamentos geram vida. É a contribuição mais básica e mínima que um ser humano pode dar a natureza, gerar vida. Qual o significado e a relevância de Plutão para o Universo? Nenhuma, mas e se houvesse vida lá? Então ele seria um dos mais importante planetas da Via-láctea juntamente com a terra. A vida por mais incompreendida que seja é o que conhecemos de mais valioso, seja na esfera pessoal ou na coletiva. Mesmo aqueles que já desistiram da vida ou não dão mais seu devido valor, o fazem por amor a ela.

Voltando ao assunto, entendemos com isso, que o mundo de hoje é materialista porque falta altruísmo. Em outras palavras o excesso de egoísmo nos consome, porque os relacionamentos humanos são substituídos por relações entre coisas e pessoas. Objetos e viventes. Desejos e realizações de um único individuo. O homem se relaciona mais consigo mesmo e menos com o resto do mundo. O Ipod é prova disso. Quanto mais tempo se passa com uma coisa, menos tempo se relaciona, e mais tempo se passa sozinho.

Isso não está garantindo nem de longe a sobrevivência da espécie humana, mas da espécie “individuo”. As relações humanas sempre existirão, mas elas tem cada vez menos significado, estão a serviço do individuo em sua busca pessoal de se realizar. Quanto mais esse fenômeno ocorre e se expande, mais as coisas se valorizam sobre a vida. Menos paz teremos, mais divisões, mais disparidades, menos felicidade, mais estresse, mais pressa, mais capitalismo, menos solidariedade e etc...

Estava conversando com um amigo sobre armas de pressão, e ele me contou que adorava matar passarinhos de longe. Então eu disse que não atirava em passarinhos, gostava de atirar em vidros e objetos que sofressem o efeito dos tiros. Ele imediatamente entendeu minha crítica velada e disse: “Você não atira em passarinho, mas atira nas coisas dos outros?” Entendi que ele havia interpretado a palavra “vidros” como referência as janelas dos meus vizinhos e a carros alvejados. Automaticamente, concertei o equivoco e expliquei que me referia a vidros que eu possuía e guardava só para essa atividade...Espera um pouco!!! Volta a fita...

Você notou que esse meu amigo pos os bens alheios acima da vida dos passarinhos? Talvez você nem tenha percebido isso, não acha que é hora de reconsiderar? Quer dizer que vidros de janelas, e bens alheios tem mais valor do que um animal que “é”, vive e sente individualmente? Esse animal tem responsabilidades sociais com sua prole e se relaciona com os outros iguais de sua espécie, por isso não vale mais do que um pedaço de vidro que custa menos de R$5,00?

Povo Lotuho ou Latika

“Para o africano tradicional, manter o equilíbrio e harmonia em relacionamentos dentro de sua família e tribo é extremamente importante. A posse de bens materiais é muito menos importante do que manter uma adequada interação com outras pessoas. Para o homem ocidental, por outro lado, o valor das pessoas tende ser medido pela quantidade de suas posses – terra, dinheiro, bens. Um resultado é a busca pelo sucesso que significa longas horas de trabalho e disposição para aniquilar outros trabalhadores, amigos e mesmo família para que se possa obter grandes lucros.

O povo Lotuho, do sul do Sudão, por algum tempo rejeitou o uso de boi para puxar arado, mesmo sabendo que o uso desses animais aumentaria sua produção de alimento. Com o boi, as grandes festas que aconteciam enquanto os campos eram preparados para a semeadura não seriam necessárias, e aquelas festas eram cruciais para manter os relacionamentos na sociedade. Melhor Ter menos alimento, eles diziam, do que arriscar a harmonia dentro do vilarejo”(Apostila 2006, Comunicação Aplicada, Professor Valdecir Lima).

Se ainda não ficou claro, lá vai:

Na vida o que há de mais importante não são coisas, mas relacionamentos.

Sem essa compreensão e a legitimidade de nossos relacionamentos, seremos apenas indivíduos sozinhos numa multidão de abandonados. O dia em que a carreira, emprego, oportunidades de vida pessoais, lucros, objetos de desejos e coisas em geral forem mais importantes que pessoas em geral na sua vida, esta na hora de reavaliar seus valores. Temos vivido para que? Para cumprir tabela no dever de existir? Para nos realizarmos ao custo de tudo e de todos? Esse comportamento na prática é o que define quem você é. Você é uma coisa ou uma pessoa? Pessoas se relacionam.

Sexta-feira, Setembro 21, 2007

Quem vence é quem perde ou quem ganha?


Nesse post quero apenas recomendar a leitura de um post em outro blog referente ao ocorrido no Jogo Nottinghan Forest X Leicester City na Inglaterra. Pela primeira vez na história um time iniciou a partida permitindo deliberadamente que o goleiro do outro time fizesse o gol. Porque? Espírito esportivo. Ou foi Altruísmo? Essa história é sensacional.

Dê uma checada em http://nacontramaodopensamento.blogspot.com

Segunda-feira, Setembro 17, 2007

A morte da esperança II – O Homem não é a solução?

Nesta última semana o Youtube publicou a Premiere mundial do novo clipe musical do grupo Matchbox20, chamada “How far we’ve come”(Quão longe nós chegamos). Não importa se você gostou do som da música, mas a letra que é realmente profunda. Fala sobre o mesmo assunto que nós estávamos conversando antes. O fim da esperança para a humanidade. Não importa também se estamos falando de fim apocalíptico, guerras nucleares ou aquecimento global, o mesmo comportamento Entrópico é bem notado por todo mundo.

Preste atenção na letra que reconhece a situação solitária do homem pós-moderno e niilista (pode não ter ninguém para se despedir) e nas imagens de fundo. Você verá as grandes conquistas da humanidade assim como uma alusão a nossos grandes fracassos. Então, no último coro, vemos no fundo o símbolo universal de alegria e comemoração: Fogos de artifícios enquanto ouvimos sair da boca do grupo palavras de antagonismo em forma de ironia. Em outras palavras, nós estamos “fingindo” ser gloriosos, entretanto “Vamos ver quão longe chegamos”. Segue a letra, porcamente traduzida por mim:


Estou andando no inicio do fim do mundo,

Mas está parecendo como uma manhã qualquer anterior,

Agora me pergunto: O que minha vida vai significar depois que acabar?

Os carros se movem como a 1 quilometro por hora

E eu comecei a olhar para os passageiros que acenavam “adeus”.

Você pode me dizer o que, algum dia, eu tive de especial?


Coro:
Mas eu creio que o mundo está ruindo ao chão

Oh bem, I acho que já vamos descobrir

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Bem eu,creio, que tudo, está caminhando para um fim

Oh bem, eu acho, que vamos todos fingir,

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos


Eu acho que já deu 10 horas, mas eu realmente não sei

Então não consigo me lembrar de ter sido atencioso uma hora ou mais

Comecei a chorar e não podia parar

Comecei a correr, mas não havia para onde correr

Sentei na rua e dei uma olhada em mim mesmo

E disse: Aonde está você está indo homem?

Você sabe que o mundo está condenado ao inferno

Diga adeus, se tiver alguém para dizer adeus

[Coro]

Se foi baby, tudo se foi

Não há ninguém nenhum apoio e ninguém está em casa

Foi legal, legal, foi tudo legal

Agora acabou pra mim e acabou pra você

[bis]


Mas eu creio que o mundo está ruindo ao chão

Oh bem, I acho que já vamos descobrir

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Bem eu,creio, que tudo, está caminhando para um fim

Oh bem, eu acho, que vamos todos fingir,

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Quinta-feira, Setembro 13, 2007

Heróis em decadência – o fim da esperança

Tenho notado e me irritado muito com a forma como os heróis tem sido retratados atualmente. O renascimento dos heróis no cinema e nas séries de TV é apenas uma ilusão. Eles estão morrendo. Todos os últimos filmes de heróis lançados, apenas uma coisa foi comum a todos. O pensamento pós-moderno e a desesperança. Todos os heróis hoje são menos heróis, mais humanos (mesmo não sendo terráqueos), cheios de defeitos e com crises existenciais.

Não sei se ainda se lembram, mas o objetivo do herói sempre foi inspirar integridade, moralidade, valores e a esperança de que alguém nos salvará de nós mesmos. Entretanto, os heróis agora são mais um de nós. Não são mais íntegros, veja por exemplo Superman. Ele usa seus poderes para espionar e invadir a privacidade de Louis Lane, sua ex-mulher, agora casada com outro homem. Não bastasse isso, ele imoralmente alicia e a coloca em situação de traição a seu marido atual. Ainda no mesmo filme, o filho de 5 anos de Superman, mata um homem. Tudo bem, você pode dizer que ele merecia, mas e daí? Uma criança de 5 anos tem o poder de julgar quem vive e quem morre agora? E se ele fez sem querer, onde está a responsabilidade de quem tem poder? Essa segurança sempre nos foi dada pelos heróis que nos protegiam daqueles que irresponsavelmente usam seu poder.

Pense em qualquer filme atual, de X-Men à Tartarugas Ninja, de Rocky VI a Rambo 4, todos tiveram crises de existência em que seus poderes lhes representavam um peso muito grande e dificultavam de alguma forma no cumprimento de suas tarefas de salvar o mundo. Por que nossas novas histórias são assim? Porque queremos aproximar essas histórias da verdade ou porque estamos cada vez mais descrentes em tudo? Parece que a segunda lei da termodinâmica se faz presente até em nossas idéias e criações. Podemos ver na musica do grupo Norte-americano Nickelback, entitulada “Hero”, onde o compositor afirma não esperar mais um salvador:

“And they say that a hero can save us. Im not gonna stand here and wait… Someone told me love will ALL save us. But how can that be? Look what love gave us.
A world full of killing, and blood-spilling That world never came”.

“E eles dizem um herói pode nos salvar. Eu não vou ficar parado aqui e esperar...Alguém me disse que o amor irá nos salvar a todos. Mas como pode ser?

Olhe o que o amor nos deu. Um mundo cheio de assassinatos e derramamento de sangue. Aquele mundo nunca veio”.

Enquanto continuarmos olhando para o nosso umbigo só encontraremos defeitos e desapontamento. Super-Heróis não existem, mas não sei até que ponto deixar de aguardar por uma intervenção salvífica externa nos esta sendo útil? Cansamos de esperar ou estávamos olhando pro lado errado esse tempo todo? E se houver salvação fora da nossa superficial realidade? E se?... A ciência não tem a resposta, a religião diz que tem. Até onde você já investigou essa hipótese? Precisamos de esperança, não uma falsa esperança, rejeitamos isso (por isso humanizamos os heróis), mas uma verdadeira esperança. Você acha que isso existe? Eu creio que sim.

Devemos aceitar o finito desapontamento, mas nunca perder a infinita esperança.

Martin Luther King Jr.

Terça-feira, Agosto 21, 2007

Se te queres matar - Álvaro de Campos

Álvaro de Campos (um dos heterónimos de Fernando Pessoa) escreveu esse poema no mínimo impressionante. O texto é extremamente pragmático e analisa com frieza e razão as implicações de um suícidio tanto como motivação, como em eficiência. Porém é preciso fazer uma ressalva. O texto não é cristão. E por isso, ignora uma realidade do cristianismo que faz toda a diferença. Deus nos valoriza, temos valor e importancia para Ele. A ponto tal que morreu por nós, para que essa realidade descrita não fosse a verdade. Mas se você não crê em Deus, esse texto é um convite a reconsideração, pois qual é a esperança daquele que não vê sua origem significativa, proposital e valorizadora? Qual é a Esperança? Não há esperança! Não sem Deus. Porque o fim será apenas o narrado abaixo. Nada mais. Só mais um detalhe, não entenda que defendo a imortalidade da alma, ou qualquer desses pensamentos retributivos de céu e inferno imediatamente após a morte.

Espero sinceramente que esse Ode ao suicídio seja mais um convite a reflexão sobre a vida e seu real sentido do que uma pessimista visão de mundo. Há esperança em Deus. Para onde a vida segue sem Ele? A resposta esta na insinuação do poema...

"Se te queres matar, porque não te queres matar?Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,Se ousasse matar-me, também me mataria...Ah, se ousares, ousa!De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas A que chamamos o mundo?A cinematografia das horas representadasPor actores de convenções e poses determinadas,O circo polícromo do nosso dinamismo sem fim?De que te serve o teu mundo interior que desconheces? Talvez, matando-te, o conheças finalmente...Talvez, acabando, comeces...E de qualquer forma, se te cansa seres,Ah, cansa-te nobremente,E não cantes, como eu, a vida por bebedeira,Não saúdes como eu a morte em literatura! Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente!Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém...Sem ti correrá tudo sem ti.Talvez seja pior para outros existires que matares-te...Talvez peses mais durando, que deixando de durar... A mágoa dos outros?... Tens remorso adiantadoDe que te chorem?Descansa: pouco te chorarão...O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco,Quando não são de coisas nossas,Quando são do que acontece aos outros, sobretudo a morte, Porque é a coisa depois da qual nada acontece aos outros...Primeiro é a angústia, a surpresa da vindaDo mistério e da falta da tua vida falada...Depois o horror do caixão visível e material,E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali. Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas,Lamentando a pena de teres morrido,E tu mera causa ocasional daquela carpidação,Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas...Muito mais morto aqui que calculas, Mesmo que estejas muito mais vivo além...
Depois a trágica retirada para o jazigo ou a cova, E depois o princípio da morte da tua memória. Há primeiro em todos um alívio Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido... Depois a conversa aligeira-se quotidianamente, E a vida de todos os dias retoma o seu dia... Depois, lentamente esqueceste. Só és lembrado em duas datas, aniversariamente: Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste; Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada. Duas vezes no ano pensam em ti. Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram, E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti. Encara-te a frio, e encara a frio o que somos... Se queres matar-te, mata-te... Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência!... Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida? Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera As seivas, e a circulação do sangue, e o amor? Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida? Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem. Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma? És importante para ti, porque é a ti que te sentes. És tudo para ti, porque para ti és o universo, E o próprio universo e os outros Satélites da tua subjectividade objectiva. És importante para ti porque só tu és importante para ti. E se és assim, ó mito, não serão os outros assim? Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido? Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces, Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial? Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida? Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente: Torna-te parte carnal da terra e das coisas! Dispersa-te, sistema físico-químico De células nocturnamente conscientes Pela nocturna consciência da inconsciência dos corpos, Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências, Pela relva e a erva da proliferação dos seres, Pela névoa atómica das coisas, Pelas paredes turbilhonantes Do vácuo dinâmico do mundo..."

Quinta-feira, Agosto 31, 2006

Política e Religião se discutem!

Ao contrario do que é comumente dito e propagado na sociedade. Religião e política devem ser discutidos sim. Alguns argumentam que a questão aqui é preferência e preferência não se discute. Isso é verdade. “Gosto” é como cada individuo percebe a realidade ao seu redor. Isso não determina a realidade. A verdade não pode ser encontrada através do gosto, sentimento ou sentido de um individuo. Posso apenas entender como esse individuo sente o mundo; sente a realidade. Mas o fato é que existe uma verdade absoluta. Independente do que sentimos ou preferimos. Existe “A” verdade. Ou essa frase não seria verdade. E sua negativa seria auto-excludente (“Não existe verdade” não pode ser verdade, pois é uma afirmação falsa em si mesma).

Sendo assim, me atendo apenas ao aspecto político, há um candidato ideal. Um desses candidatos tem de ser o melhor para o país. Por pior que ele seja. É preciso descobrir quem é este personagem o mais precisamente possível, pois disso depende nosso futuro e bem-estar. Assim como na religião – o caminho errado te leva pro lugar errado – na política, o político errado...

Então como descobrir então qual o melhor? Iremos utilizar aqui o método mais aceito e preciso para encontrarmos a verdade sobre o que podemos tanger em nossa realidade. A razão. Empirismo? Talvez. “Talvez” porque nem sempre fazemos bom julgamento dos fatos. Sempre que isso ocorre é culpa de nossas emoções. Elas nos impedem de vermos a realidade como ela é, imprimindo diretamente ao lado da realidade analisada nossa própria intervenção no Universo. As vezes não vejo as coisas como elas são, mas como gostaria que fossem. Falando nisso, é exatamente isso que tem acontecido com nosso povo.

Optamos pela emoção na hora de eleger Lula. Decidimos fazer “justiça” aquele homem que tanto havia tentado, a classe média queria vingança pela re-distribuição de renda que lhes reduziu os recursos aumentando acesso a classe pobre (como a pobreza é muito maior que a classe média, não pudemos sentir tanto o impacto dessa política na pobreza quanto na classe média). Queríamos mudar, não importava como. Confesso que me vi sem opção naquele período também. Mas isso não me dá o direito de jogar meu voto fora com a opção mais populista. Na verdade jogar o voto fora seria a melhor opção. O dia que o voto nulo ganhar uma eleição teremos de refazê-la com novos e melhores candidatos. Hoje, acredito que essa seria a melhor opção, embora nós nunca faríamos isso. Não somos pragmáticos o suficiente para tal revolução.

O problema é que parece que mais uma vez teremos o mesmo quadro emocional tomando conta de nossas decisões. Mais uma vez seremos levados no bico pelo oba-oba emocional de sempre do populismo. O povo tem o governante que merece mesmo. O que proporciona uma visão em miniatura de todo o povo Brasileiro olhando-se para o seu presidente. É assim com os EUA, Inglaterra, Bolívia, Cuba e etc... A dignidade do Presidente é a do povo.

Veja um exemplo de como se porta emocionalmente nosso povo (em relação a política) no discurso do velhinho em coma da Charge abaixo (www.charges.com.br).

Se continuarmos pondo nossas emoções enfrente da razão (evidências claras, como corrupção e ineficiência, por exemplo – onde estão os 10 milhões de empregos prometidos por Lula na sua campanha? Ele não cumpriu. Isso é evidencia. Isso nos dá experiência para mudar. Isso é empírico. Mas parece que tanta evidência não basta) faremos valer o ditado de que “política não se discute”. Por que não há diálogo racional em meio tanta emoção. Não dá pra provar nada a quem se limita a entender a realidade por meio de seus próprios sentimentos e emoções. Vamos Mudar Brasil.

Terça-feira, Agosto 08, 2006

Quais são seus Bens?

É triste não ter tempo para o blog. Mas... Olha o texto de Hélio Fraga, redigido em sua
Declaração de Bens para o imposto de Renda e mais tarde publicada pelo próprio autor no livro "A Família, Ultimo Lugar?".

D E C L A R A Ç Ã O D E B E N S


O pai moderno, muitas vezes perplexo, aflito, angustiado, passa a vida inteira correndo atrás do futuro e se esquecendo do agora. Na luta para edificar este futuro, ele renuncia ao presente. Por isso, é um homem ocupado, sem tempo para os filhos, envolvido em mil atividades __ tudo com o objetivo de garantir o seu amanhã.

E com que prazer e orgulho, cada ano, ele preenche sua declaração de bens para o Imposto de Renda. Cada nova linha acrescida foi produto de muito esforço, muito trabalho. Lote, casa, apartamento, sítio __ tudo isso custou dias, semanas, meses de luta. Mas ele está sedimentando o futuro de sua família. Se ele parte um dia, por qualquer motivo, já cumpriu sua missão e não vai deixar ninguém desamparado.

E para ir escrevendo cada vez mais linhas na sua relação de bens, ele não se contenta com um emprego só __ é preciso ter dois ou três; vender parte das férias, em vez de descansar junto à família; levar serviço para fazer em casa, em vez de ficar com os filhos; e é um tal de viajar, almoçar fora, discutir negócios, marcar reuniões, preencher a agenda __ afinal, ele é um executivo dinâmico, faz parte do mundo competitivo, não pode fraquejar.

No entanto, esse homem se esquece de que a verdadeira declaração de bens, o valor mais alto, aquele que efetivamente conta, está em outra página do formulário do Imposto de Renda __ mais precisamente, naquelas modestas linhas, quase escondidas, onde se lê “relação dos dependentes”. Aqueles que dependem dele, os filhos que ele colocou no mundo, e a quem deve dedicar o melhor de seu tempo.

Os filhos são novos demais, não estão interessados em lotes, casas, salas para alugar, aumento de renda bruta __ nada disso. Eles só querem um pai com quem possam conviver, dialogar, brincar.

Os anos vão passando, os meninos vão crescendo, e o pai nem percebe, porque se entregou de tal forma ao trabalho __ vulgo construção do futuro __ que não viveu com eles, não participou de suas pequenas alegrias, não os levou ou buscou no colégio, nunca foi a uma festa infantil, não teve tempo para assistir a coroação da menina __ pois um executivo não deve desviar sua atenção para essas bobagens. São coisas de desocupados.

Há filhos órfãos de pais vivos, porque estão “entregues” __ o pai para um lado, a mãe para o outro, e a família desintegrada, sem amor, sem diálogo, sem convivência. E é esta convivência que solidifica a fraternidade entre os irmãos, abre seu coração, elimina problemas, resolve as coisas na base do entendimento.

Há irmãos crescendo como verdadeiros estranhos, porque correm de um lado para o outro o dia inteiro __ ginástica, natação, judô, balé, aula de música, curso de Inglês, terapia, lição de piano, etc. __ e só se encontram de passagem em casa, um chegando, o outro saindo. Não vivem juntos, não saem juntos, não conversam __ e, para ver os pais, quase é preciso marcar hora.

Depois de uma dramática experiência pessoal e familiar vivida, a única mensagem que tenho para dar __ e que tem sido repetida exaustivamente em paróquias, encontros familiares, movimentos e entidades __ é esta : não há tempo melhor aplicado do que aquele destinado aos filhos.

Dos 18 anos de casado, passei 15 anos correndo e trabalhando, absorvido por muitas tarefas, envolvido em várias ocupações, totalmente entregue a um objetivo único e prioritário : construir o futuro para três filhos e minha mulher. Isso me custou longos afastamentos de casa, viagens, estágios, cursos, plantões no jornal, madrugadas no estúdio da televisão, uma vida sempre agitada, atarefada, tormentosa, e apaixonante na dedicação à profissão escolhida __ e que foi, na verdade, mais importante do que minha família.

E agora, aqui estou eu, de mãos cheias e de coração aberto, diante de todos vocês, que me conhecem muito bem. Aqui está o resultado de tanto esforço: construí o futuro, penosamente, e não sei o que fazer com ele, depois da perda do Luiz Otávio.

De que valem casa, carros, sala, lote, e tudo o mais que foi possível juntar nesses anos todos de esforço, se ele não está mais aqui para aproveitar isso com a gente?

Se o resultado de 30 anos de trabalho fosse consumido agora por um incêndio, e desses bens todos não restasse nada mais do que cinzas, isso não teria a menor importância, não ia provocar o menor abalo em nossa vida, porque a escala de valores mudou, e o dinheiro passou a ter um peso mínimo e relativo em tudo.

Se o dinheiro não foi capaz de comprar a cura e a saúde de um filho amado, para que serve ele? Para ser escravo dele?

Eu trocaria __ explodindo de felicidade __ todas as linhas da declaração de bens por uma única linha que eu tive de retirar, do outro lado da folha : o nome do meu filho na relação dos dependentes. E como me doeu retirar essa linha na declaração de 1983, ano base de 82.

Helio Fraga, jornalista em Belo Horizonte, MG . Esta crônica consta do livro do próprio autor “A Família, Último Lugar?” (3ª edição) publicado pelas Edições Paulinas. O jornalista Helio Fraga, que foi cronista esportivo, também publicou outros livros relacionados com o assunto narrado na crônica. Entre eles “O Menino Valente” e “Ser Pai”, cujas rendas são recolhidas ao Hospital Mário Penna na capital mineira.

Após uma famosa fraude ter sido inserida na crônica “ Declaração de Bens ”, dizendo que o filho do Jornalista havia morrido aos 14 anos por causa das drogas e que uma outra filha chamada priscila tivesse fugido de casa, as novas edições do “A Família, Último lugar ?” vem saindo com a observação abaixo :

A L E R T A – Esta crônica foi criminosamente falsificada por um psicopata desconhecido. Ao texto original, ele acrescentou que Luiz Otávio morreu drogado e teve uma irmã Priscila, que fugiu de casa. Esta monstruosidade vem sendo divulgada por portais da internet, sujeitos a interdição e ações judiciais por danos morais.

Meu filho morreu aos 12 anos, em novembro de 1982, vítima de tumor cerebral (meduloblastoma). Teve dois irmãos: Marcelo, nascido em 1972, e Ana Cristina, em 1977. Eles estudam, trabalham e moram em Belo Horizonte. A outra irmã jamais existiu.

A falsa “Declaração de Bens” tem sido publicada irresponsavelmente, estando todos os envolvidos sujeitos a processo.

Hélio Fraga - Jornalista em Belo Horizonte/MG

Sábado, Dezembro 17, 2005

Medo Sem Medo




Depois de um longo e tenebroso inverno...Estou de volta e de férias. O que significa mais posts e estes mais regulares. Hoje eu gostaria de fazer um acréscimo ao meu post anterior.
É claro que o medo tem o seu lugar. Afinal de contas nada melhor do que o medo para lhe assegurar a vida. Vou explicar. Por exemplo, quando se mora em um local hostil, tipo favela, Iraque, Africa. O medo te mantem vivo. Por que encontram nele o bom senso para impedir que se coloquem em situações de risco maiores ainda do que o simples fato de lá viverem. É o medo que impede que atravessemos a rua sem olhar pros lados. E é o medo de ser um jogado compulsivo que faz com que alguém não jogue, ou não beba para se tornar um alcoolatra.
O medo tem seu lado positivo, lógico. Mas não deixe ele te dominar. Há um artigo na revista Galileu deste mês que aborda o assunto. Não lí ainda mas pretendo. Abracos!

Segunda-feira, Novembro 28, 2005

Superando Uma Vida de Medo

Temos medo daquilo que nos prejudica. Seja o que for ou em qualquer área. Temos medo de não fazer o seguro do carro porque podemos ser roubados, medo de não fechar a janela para que ninguém invada, medo de perder o namorado, medo de ficar sozinho, medo do escuro.

Só que o medo só entrava nosso progresso. Em vez de temer o que nos pode atingir. Em vez de ficar em casa por não ter seguro do carro, em vez de deixar de visitar aquele seu amigo ou parente que mora num lugar barra pesada para não ser assaltado, em vez de ter ciúmes doentios para não perder o namorado ou cônjuge. Em vez de gastar suas energias com estas coisas que te “previnem” do pior. Viva o otimismo. Prepare-se para superar tais problemas se eles te alcançarem. Esforça-te e canaliza as energias para a superação de seus problemas.

Se apóie nas suas capacidades e na atuação de Deus sobre elas. Assim como você comprou um carro uma vez, pode fazê-lo de novo. Embora isso pareça penoso, é melhor do que passar a vida angustiado e estressado pensando no pior. O fato é que o pior nos ocorre muito pouco quando estamos preparados para superá-lo. Já notou que sempre que estamos prevenidos nada nos acontece? Que sempre que nos encontramos despreparados somos surpreendidos com terríveis acontecimentos que as vezes, pra piorar, se misturam com outros e se tornam reações em cadeia? Todos nós sentimos isso. Tanto quando esperamos que algo de ruim nos aconteça e isso não ocorre. Como quando não esperamos por nada ruim e isso nos surpreende. Ai nós criamos um mecanismo de defesa que diz: “Prepare-se para que isso nunca mais aconteça”. Isso é um pensamento equivocado. Mas que serve de defesa psicológica para os nossos medos. Assim o usamos como um talismã. Como se deixar de sair de casa fosse um bem ou fosse evitar que um dia num belo lugar, quando menos esperamos, fossemos roubados (para usar o exemplo dado acima).

O fato é que há eventos desagradáveis e acontecimentos que nós não podemos evitar. E que nunca chegam com data marcada. São coisas externas a nossa personalidade que são completamente imprevisíveis. Como o assalto que tanto mencionei até agora. Como saber quando será? Quem será e onde será? Impossível. Mas se eu viver me preocupando com isso de modo que interfira no meu livre arbítrio, então, deixo de viver a minha vida e passo a viver aquilo que as circunstancia me permitem viver. Esse não é o plano de Deus. E Ele quer te libertar desses pensamentos inúteis.

(Mat 6:25) Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?

(Mat 6:26)) Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?

(Mat 6:27) Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?

(Mat 6:28) E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam;

(Mat 6:29) contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles.

(Mat 6:30) Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?

(Mat 6:31) Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir?

(Mat 6:32) (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso.

Pare e pense: Quantas vezes você já foi roubado? (exemplo base) Analise a proporção de vezes que isso aconteceu e o tanto de vida que você já viveu. Agora lembre-se o que foi tirado de você. Quantas vezes depois, em sua vida, você obteve o mesmo item de volta, ou um semelhante? Note que proporcionalmente, você tem mais, do que te tomam. No entanto, o medo de ser roubado é grande o bastante para entravar nossa vida e nosso livre arbítrio. E este é um dos maiores medos sociais que temos hoje. Não entenda errado, não falo de um completo desleixo ou desatenção com seus bens. O que digo é, faça o máximo que para evitar problemas, desde que isso não seja sua vida em si. O que pode ocupar seus pensamentos, sugar suas emoções ou fazer de você um ser humano preso a metodismos e transtornos psicológicos.

Vamos retomar um dos pensamentos anteriores: “Já notou que sempre que estamos prevenidos nada nos acontece?” Então o segredo é nos prevenir mesmo?!?! Sim. Mas que tipo de prevenção é essa? 4 passos práticos para uma prevenção eficaz. 1° Confiança em Deus (Fé em Deus). 2° Acreditar que você pode resolver o problema se ele aparecer (Fé nos dons que Deus te deu. Fé em você). 3° Fazer provisões para evitá-lo SE essas não interferirem no seu livre arbítrio e estilo de vida. 4° Não ter medo, ou se lamentar – Essas coisas tiram suas energias para enfrentar o problema.

Melhor do que viver com medo de um problema é viver com a certeza de resolvê-lo. As chances de um problema lhe alcançar são sempre menores que as chances de você resolvê-lo. Assim como há um ditado que diz: “Vem fácil, vai fácil”. Para situações de sorte e de sucesso. Assim também podemos aplicar o mesmo ditado aos problemas. Exceto quando fazemos do problema um grande e impossível desafio. “Se pensas que podes, podes. E se pensas que não podes, acertaste.” - Mary Kay Ash

“Quando Golias investiu contra os israelitas, todos os soldados pensaram: ‘Ele é tão grande que nós nunca vamos conseguir matá-lo’. Davi olhou para o mesmo gigante e pensou: ‘Ele é tão grande que eu não vou poder errar’”. – Russ Johnston

E Deus corrobora essa idéia dizendo que :

(Mat 6:33)

Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

Fé em Deus sem medo de ser feliz. Clichê, mas real.

Sexta-feira, Novembro 11, 2005

O Grande Conflito sob a perspectiva da série Star Wars




A maior saga, em extensão, do cinema é sem sombra de duvidas a mais famosa também. Star Wars ou Guerra nas Estrelas. Foi lançado em 1977 o primeiro filme da série adquirindo grande sucesso por suas proezas cinematográficas muito além dos efeitos especiais daquele período. Os números do ultimo filme da cinesérie, Star Wars: Episódio III, que pode não ter conseguido se tornar o filme a arrecadar US$ 200 milhões mais rapidamente nas bilheterias, porém, o longa se tornou o primeiro a somar US$ 300 milhões em apenas 17 dias. Mesmo caindo para o terceiro lugar no Top 10, com os ingressos vendidos no último final de semana A Vingança dos Sith alcançou a marca de US$ 308,8 milhões, somente nos Estados Unidos. Antes, o recordista era Shrek 2, que chegou a esse número em 18 dias.

De acordo com o site Box Office Mojo, Episódio III possui agora a 19ª maior bilheteria de todos os tempos nos EUA e pode chegar ao 17º lugar hoje, superando O Retorno de Jedi (US$ 309,3 milhões) e Ataque dos Clones (US$ 310,7 milhões).

No mundo inteiro, o filme já arrecadou US$ 571,8 milhões e é a 27ª maior bilheteria da história (http://www.cinemaemcena.com.br/not_cinenews_filme.asp?cod=1803).

Este artigo pretende demonstrar como que, de forma contrafeita, o grande conflito se apresenta na história do filme Star Wars. No entanto, não pretende-se com o mesmo criticar irresponsável e gratuitamente os filmes em questão, o cinema ou os filmes em geral. É preciso compreender que o mundo esta em tão franca decadência que certas coisas por mais bem intencionadas que sejam possuem características e filosofias anti-cristãs dispostas inconscientemente. Com a difusão do pós-modernismo e a normatização de suas idéias em nossa cultura global. Quase tudo que o homem gera, senão tudo, é passível de critica diante de uma visão cristã. Portanto, criticar Star Wars ou qualquer outro filme é fácil e comum. E este não é o intento.

Talvez o cinema seja realmente um mal terrível, talvez os filmes sejam o mal do tempo do fim, talvez Star Wars seja um filme inspirado por Satanás. Mas esses pontos de vista serão irrelevantes neste artigo. Não pretende-se julgar generalizadamente os fatores, mas sim analisar analogicamente os filmes da série Star Wars. Nem pretende-se dizer que George Lucas tem pacto com o Diabo ou qualquer falácia dessas. Embora muitas coisas sejam propositais, como a utilização de nomes bíblicos, outras são imperceptíveis para o próprio autor. Assim como nós somos usados pelo inimigo durante o dia-a-dia(idéia rejeitada pelo pós-modernismo) muito mais ainda os autores de comunicação em massa.

Para compreender a analogia é preciso ter assistido os filmes da série em voga. Principalmente o ultimo, Episódio III – A Vingança dos Sith. Se você não viu, cuidado: Este artigo contem spoilers(narrações de trechos do filme Episódio III).

Vamos começar pelo fim, como George Lucas. No Episódio III – A vingança dos Sith, lançado no cinema dia 19 de Maio de 2005, encontramos várias alusões ao Grande Conflito. Uma delas é evidente e ocorre no auge da conversa mais importante do filme. Onde o imperador, assim como o diabo no Éden, promete o fim da morte para os que para o lado negro da força passarem(Gn 3:4 – “Certamente não morrereis”). Reclama sua própria experiência do lado negro da força como sendo uma prova dos benefícios. Promete mais poder, sabedoria e despreendimento de autoridade. Faz estas afirmações cercando sua vitima de exaltação pessoal e enaltecendo seu orgulho. Assim como o diabo escondido por trás da serpente no Éden. É interessante notar que na verdade ele só quer usar Anakin, o personagem principal, para alcançar seus objetivos de vingança contra aqueles (o imperador faz parte de uma raça chamada Sith, possuem poder como os Jedis, mas são mals) que os “expulsaram” da galáxia. No fim, ou desde o inicio, acaba a enganar e trair Anakin.

Anakin por sua vez representa o homem. Por amor a Padmé (sua esposa), assim como Adão, escolhe o erro para salvá-la. Acaba se perdendo, a ela também. No entanto ao entregar-se para o mal, Anakin, leva toda a galáxia a uma vida de servidão, opressão e todos são levados a ruína, por causa de sua escolha. Ele achava que estava fazendo o bem num primeiro momento.

Obi-Wan parece com um mensageiro ou profeta, ensina, instrui, tenta converter, admoesta, pune e no fim acaba morto pelo próprio homem(Anakin) a quem pretendeu ajudar. Entretanto, confesso que esse personagem é pouco relevante para esta analogia do Grande Conflito.

Luke(filho de Anakin) dispensa comentários. Por enquanto. De tão grande que é sua semelhança com O Messias.

Além da miserável doutrina da imortalidade da alma, prega-se o espiritismo. Nas frases finais de Yoda a Obi-Wan ele diz que vai ensina-lo a se comunicar com seu mestre morto.

Note que o homem(anakin) cavou sua desgraça asssociando-se com o diabo(Imperador), é humilhado, destruído, disfigurado, deformado e desce ao mais fundo do pecado fazendo o inimaginável. Por fim, um de seus descendentes, o cumpridor de uma profecia messianica, é quem o salva. E no fim, no ultimo minuto o homem se arrepende e ganha a vida eterna. Graças a seu filho, “O enviado”.

Uma conhecidencia interessante é o numero da ordem dada ao exército para executar e perseguir os Jedis(que em nossa analogia é o lado bom do Grande Conflito encaixando-se perfeitamente nas características dos Cristãos). Ordem numero 66. Se George Lucas utilizasse o numero 666 ele estariam usando um clichê, sem a mínima originalidade o que lhe renderia criticas. Por isso usou o numero 66 que é uma deliberada referencia ao numero 666. Afinal de contas, de tantos números para serem escolhidos, ele escolheu logo o numero 66. Note que essa ordem é executada e liderada pelo “homem” (anakin) contra os Jedis(Cristãos).

Outro fato interessante é que todos esses fatores e relações aqui expostos são as primeiras impressões às cenas do filme. Não busquou-se re-interpretar o filme ou forçar uma compreensão dessas. Assim que viu-se uma cena em particular, o primeiro pensamento/impressão foi anotado. É claro que há fatores do filme que foram ignorados porque não cabem nessa analogia. E porque são fatos ou personagens que não estão protagonizando a história.

Sou um assíduo acompanhante da saga. Sempre gostei e não vejo vantagens, nem tenho o interesse de denegri-la. No entanto, não tenho como me manter silencioso diante de tantas coincidências que fazem alusão direta ao Grande Conflito. Se George Lucas foi diretamente influenciado na criação dessa obra, que mostra o Grande Conflito do ponto de vista do mal, eu não sei. Não posso afirmar, mas direta ou indiretamente ele carregou sua história de tipos do Grande Conflito. Focando o ponto de vista do mal. Prova disto é nominar o personagem principal com um nome bíblico. Sim, Anakin é um nome bíblico. E não é apenas esse nome bíblico que aparece na história. No ultimo episódio, O Retorno de Jedi, a ultima cena se passa no planeta En-Dor. Nessa cena, aparecem os 3 jedis principais que morreram durante a saga. Anakin, Yoda e Obi-Wan. É uma cena extremamente espírita e ocorre exatamente num planeta chamado En-Dor. A bíblia cita uma cidade com o mesmo nome. Saul vai consultar uma feiticeira espírita na cidade de En-Dor. Este local é referencia bíblica de que não se deve consultar os mortos e é a única vez que a Bíblia narra uma cena espírita. Coincidência? A mais famosa saga do cinema, a maior de todas, a que rendeu mais lucros, com o maior marketing e com o maior numero de produtos relacionados incluindo jogos de videogames que estendem a história da saga. Tudo isso, não foi desperdiçado.

Ellen White Concorda e declara:

"Há obras de ficção que foram escritas com o objetivo de ensinar verdades ou expor algum grande mal. Algumas dessas obras têm feito bem. Têm, por outro lado, operado indizível dano. Encerram declarações e descrições altamente elaboradas, que despertam a imaginação e suscitam uma corrente de pensamentos repleta de perigo, especialmente para os jovens. As cenas descritas são repetidamente vividas em sua imaginação...incapacitam a mente para a utilidade, tornando-a inapta para os exercícios espirituais. Destroem o interesse na Bíblia.As coisas celestiais pouco lugar encontram nos pensamentos. À medida que a mente se demora nas cenas de impureza descritas, desperta-se a paixão, e o fim é o pecado". Ciência do Bom Viver p.p 445.

"Satanás exulta com o fato de ser considerado como uma ficção". Test. Sel. Vol I, p.p 117.



O primeiro fator que comprova a tend