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Segunda-feira, Março 31, 2008

E se você descobrisse que ganhou na Mega-Sena?

Nesse mundo aprendemos rapidamente que nada é de graça. Para tudo temos que nos empenhar e trabalhar e conquistar. É por isso que adoramos ganhar coisas. Mas infelizmente, temos trabalhado mais na base da troca do que na base da doação. Afinal de contas, "se eu der pros outros o que eu conquisto, quem me dará alguma coisa?"

Mas a minha pergunta hoje é a seguinte, e se você descobrisse que já ganhou na loteria R$52.000.000,00? E que o dinheiro está disponível para saque imediatamente. Basta você comparecer no banco e assinar a papelada. Só tem uma coisa estranha nisso tudo! Você não jogou na loteria! E agora? Como você pôde ganhar na loteria sem nem ter jogado nela? O que você faria? A carta que você recebeu esta timbrada e assinada pela Caixa Economica Federal, e estão te pedindo para comparecer na agência mais próxima. Você tem certeza, não se trata de um trote. No entanto, você tem a nítida sensação, que alguma coisa vai dar errado. Alguém irá te informar que tudo não passou de um mal entendido e etc...

A pergunta é, você iria? Sairia da sua casa ou do seu trabalho para ir pegar a fila de banco e descobrir a verdade? Acredito que sim. Eu iria. rs.

Você chega no banco e descobre que era tudo verdade. O Governo fez jogos aleatórios no valor de R$1,00 em nome de 100.000,00 cidadões brasileiros e seu nome foi contemplado. Foi uma maneira que o governo encontrou de promover a loteria, investindo o dinheiro do marketing em jogos gratuitos para cidadãos desavisados. Se o projeto desse certo, algum cidadão poderia ganhar na Mega-Sena de surpresa, e isso promoveria muita cobertura na mídia (nossa nunca viajei tanto! Gente, isso tudo é só pra dizer: Imagine que fosse verdade, rs).


Agora você é milionário sem ter feito nada pra merecer isso, por uma ação de boa vontade do governo. A minha pergunta é o que você faria por esse governo? Como você avaliaria a presente administração e quanto de apoio você dispensaria a essa administração?

Não o meu foco hoje não é política, é religião.

O cristianismo e o texto bíblico, ensinam que nós seres humanos, comprovadamente maus. Usamos nossa liberdade na maioria do tempo para agir contra o bem. E por isso, somos culpados. Nossa vida está condenada a morte. Desde sempre na história da humanidade, as pessoas nasceram e morreram. E você será apenas mais uma, cedo ou tarde. Nada evitará isso.

Mas o mesmo cristianismo e a mesma Bíblia, nos dizem que Deus, por nos amar demais. E ao mesmo tempo ser integro e justo. Precisa resolver o problema da nossa humanidade. Ele precisa que a justiça se cumpra no Universo pois Seu caráter demanda isso, e precisa nos salvar, pois Seu caráter e amor também demandam isso. O que Ele decide fazer? Decide se chamar culpado em no seu lugar. Decide sofrer em Sí mesmo a justiça que nós todos mereciamos. Para que você ganhe algo que tem mais valor do que a loteria. A vida eterna, a chamada salvação.

Assim, Deus fez. Morreu no seu lugar, para que hoje você não só seja salvo, como também tenha a certeza dessa salvação. A minha pergunta é, dá pra acreditar nisso? Dá pra acreditar que um dia não haverá mais morte, nem dor, nem choro, nem pecado, nem mal, e todos seremos ainda assim livres, e que eu posso usufruir de tudo isso sem fazer nada, de graça? Como ganhar na loteria em um jogo que eu nem joguei, e nem sabia? É claro que para nós isso não é natural, nem fácil. Não acreditamos em uma coisa tão maravilhosa assim. Mas diferente do exemplo da Mega-Sena, a salvação é real. Talvez você não acredite na Bíblia, nem em religião alguma, mas pense comigo, se isso for verdade não vale a pena conferir? Você já tentou descobrir se isso é verdade mesmo, sem preconceitos ou orgulho? Já foi imparcial e justo na busca da veracidade dessa notícia?

Eu te digo (sem esperar que você creia cegamente em mim) que isso é verdade. Deus tem um plano pra acabar com o mal na terra. E vai salvar todos aqueles que crerem nEle. Só isso. Apenas assinar a papelada. Agora pense comigo, se tudo isso que eu falei sobre a salvação é verdade, o que você não faria por esse Deus?

Se você é cristão, espero que viva como Cristo, mas isso será impossível se você não puder compreender e acreditar na sua salvação gratuita.

Se você não é cristão, te desafio a tentar imaginar um mundo perfeito, que pode incluir sua existência. Tudo o que você precisa é crer. E Deus não espera que você creia cegamente. Ele tem evidências e razões para te mostrar. Eu sei que é dificil acreditar que seja tão simples e fácil assim, mas é. Veja, com uma lógica simples, se uma verdade dessas não transformaria sua vida prática! Muitos cristãos não se parecem cristãos porque não entenderam isso... Quem sabe você não possa explicá-los, se experimentar também?

Sábado, Março 08, 2008

"E ainda dizem que Deus existe..."

Agora somos .COM, acesse www.contextomoderno.com.

A Justiça dos Estados Unidos condenou à morte, John Evander Couey por raptar, estuprar e matar Jessica Lunsford, uma menina de 9 anos no Estado da Flórida. De acordo com informações da rede CNN, a garota foi enterrada viva em 2005. "(Couey) causou uma morte lenta, sofrida e intencional", afirmou o juiz que pronunciou a sentença, Ric Howard. "Jessica não foi colocada em um, mas em dois sacos plásticos de lixo. Ela estava consciente no momento de seu sepultamento", disse Howard. (Notícia Completa)


Histórias como essas nos fazem pensar: Se Deus existe o que Ele anda fazendo? Porque assiste passivo atos tão estúpidos como esse sem fazer nada? Se Ele tem o poder de resolver qualquer problema, porque nos permite viver as mais horrendas atrocidades ou mesmo problemas menores?

Inspirados nessa terrível e revoltante história, decidimos produzir um vídeo para ajudar na compreensão deste assunto. Produzimos, então, o vídeo abaixo no Natal de 2007. Fomos finalistas no Festival do Minuto, mas com uma versão menor, essa é a versão extendida, que eu particularmente prefiro.



A última frase deste vídeo, após os créditos, é inspirada em uma conversa narrada por meu professor de Hebraico Bíblico, Dr. Reinaldo Siqueira. Um dia em uma visita a Biblioteca de Paris, encontrou uma mulher judia, que havia sobrevivido ao Holocausto. Perguntaram para ela o que ela achava de Deus, se é que existia, não fez nada para evitar o Holocausto. Ela respondeu: "Não ponha em Deus a culpa do homem". E continuou, "Deus nos deu 10 mandamentos para o homem seguir" , todas as diretrizes para uma vida moral e harmoniosa, "nós escolhemos não dar ouvidos, e nos perguntamos porque essas coisas acontecem?"

Está claro que toda a questão repousa na liberdade aferida por Deus a todos nós. Ele seria um grande mentiroso se te dissesse que era livre e te impedisse de fazer o que quisesse até as últimas consequências. Se Ele podasse nossas ações em nome da paz e da harmonia, poderiamos muito bem nos queixar de ausência de livre arbítrio. Aliás, esse foi o problema de Satanás, sua grande acusação contra Deus era que não havia real liberdade no céu. Porque lá tudo era perfeito e não havia o mal (vontade contrária a vontade divina), por isso Deus permite que ele prove sua teoria, e faça o exato contrário de tudo aquilo que Deus desejava. Surge o mal em toda sua furia, mas Deus não deixa barato, corre atrás do prejuízo e pretende resolver o problema para sempre. Mas sem afetar nosso livre arbítrio.

Então, antes de acusar a Deus pelas mazelas da humanidade, antes de declarar sua inesitência por não interfirir em nossa capacidade de livre escolha, pense em quão justo você seria, se fosse Deus e vivesse interfirindo nas escolhas de suas criaturas. Anulando uma das mais importantes leis da existência, a lei da Causa e do Efeito. Sem ela, as coisas perderiam o gosto, o toque seria inocuo, o grito seria vazio, o choro seria sem lágrima, a vida seria sem vida. Porque viver causando sem resultar, é o mesmo que nascer e nunca viver.

Ou Deus tira de nós toda a responsabilidade que nos deu em viver (robotizar). Ou nos deixa livres para escolher. Escolhamos então tudo aquilo que é "verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento" (Filipenses 4:8).

Segunda-feira, Setembro 17, 2007

A morte da esperança II – O Homem não é a solução?

Nesta última semana o Youtube publicou a Premiere mundial do novo clipe musical do grupo Matchbox20, chamada “How far we’ve come”(Quão longe nós chegamos). Não importa se você gostou do som da música, mas a letra que é realmente profunda. Fala sobre o mesmo assunto que nós estávamos conversando antes. O fim da esperança para a humanidade. Não importa também se estamos falando de fim apocalíptico, guerras nucleares ou aquecimento global, o mesmo comportamento Entrópico é bem notado por todo mundo.

Preste atenção na letra que reconhece a situação solitária do homem pós-moderno e niilista (pode não ter ninguém para se despedir) e nas imagens de fundo. Você verá as grandes conquistas da humanidade assim como uma alusão a nossos grandes fracassos. Então, no último coro, vemos no fundo o símbolo universal de alegria e comemoração: Fogos de artifícios enquanto ouvimos sair da boca do grupo palavras de antagonismo em forma de ironia. Em outras palavras, nós estamos “fingindo” ser gloriosos, entretanto “Vamos ver quão longe chegamos”. Segue a letra, porcamente traduzida por mim:


Estou andando no inicio do fim do mundo,

Mas está parecendo como uma manhã qualquer anterior,

Agora me pergunto: O que minha vida vai significar depois que acabar?

Os carros se movem como a 1 quilometro por hora

E eu comecei a olhar para os passageiros que acenavam “adeus”.

Você pode me dizer o que, algum dia, eu tive de especial?


Coro:
Mas eu creio que o mundo está ruindo ao chão

Oh bem, I acho que já vamos descobrir

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Bem eu,creio, que tudo, está caminhando para um fim

Oh bem, eu acho, que vamos todos fingir,

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos


Eu acho que já deu 10 horas, mas eu realmente não sei

Então não consigo me lembrar de ter sido atencioso uma hora ou mais

Comecei a chorar e não podia parar

Comecei a correr, mas não havia para onde correr

Sentei na rua e dei uma olhada em mim mesmo

E disse: Aonde está você está indo homem?

Você sabe que o mundo está condenado ao inferno

Diga adeus, se tiver alguém para dizer adeus

[Coro]

Se foi baby, tudo se foi

Não há ninguém nenhum apoio e ninguém está em casa

Foi legal, legal, foi tudo legal

Agora acabou pra mim e acabou pra você

[bis]


Mas eu creio que o mundo está ruindo ao chão

Oh bem, I acho que já vamos descobrir

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Bem eu,creio, que tudo, está caminhando para um fim

Oh bem, eu acho, que vamos todos fingir,

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Quinta-feira, Setembro 13, 2007

Heróis em decadência – o fim da esperança

Tenho notado e me irritado muito com a forma como os heróis tem sido retratados atualmente. O renascimento dos heróis no cinema e nas séries de TV é apenas uma ilusão. Eles estão morrendo. Todos os últimos filmes de heróis lançados, apenas uma coisa foi comum a todos. O pensamento pós-moderno e a desesperança. Todos os heróis hoje são menos heróis, mais humanos (mesmo não sendo terráqueos), cheios de defeitos e com crises existenciais.

Não sei se ainda se lembram, mas o objetivo do herói sempre foi inspirar integridade, moralidade, valores e a esperança de que alguém nos salvará de nós mesmos. Entretanto, os heróis agora são mais um de nós. Não são mais íntegros, veja por exemplo Superman. Ele usa seus poderes para espionar e invadir a privacidade de Louis Lane, sua ex-mulher, agora casada com outro homem. Não bastasse isso, ele imoralmente alicia e a coloca em situação de traição a seu marido atual. Ainda no mesmo filme, o filho de 5 anos de Superman, mata um homem. Tudo bem, você pode dizer que ele merecia, mas e daí? Uma criança de 5 anos tem o poder de julgar quem vive e quem morre agora? E se ele fez sem querer, onde está a responsabilidade de quem tem poder? Essa segurança sempre nos foi dada pelos heróis que nos protegiam daqueles que irresponsavelmente usam seu poder.

Pense em qualquer filme atual, de X-Men à Tartarugas Ninja, de Rocky VI a Rambo 4, todos tiveram crises de existência em que seus poderes lhes representavam um peso muito grande e dificultavam de alguma forma no cumprimento de suas tarefas de salvar o mundo. Por que nossas novas histórias são assim? Porque queremos aproximar essas histórias da verdade ou porque estamos cada vez mais descrentes em tudo? Parece que a segunda lei da termodinâmica se faz presente até em nossas idéias e criações. Podemos ver na musica do grupo Norte-americano Nickelback, entitulada “Hero”, onde o compositor afirma não esperar mais um salvador:

“And they say that a hero can save us. Im not gonna stand here and wait… Someone told me love will ALL save us. But how can that be? Look what love gave us.
A world full of killing, and blood-spilling That world never came”.

“E eles dizem um herói pode nos salvar. Eu não vou ficar parado aqui e esperar...Alguém me disse que o amor irá nos salvar a todos. Mas como pode ser?

Olhe o que o amor nos deu. Um mundo cheio de assassinatos e derramamento de sangue. Aquele mundo nunca veio”.

Enquanto continuarmos olhando para o nosso umbigo só encontraremos defeitos e desapontamento. Super-Heróis não existem, mas não sei até que ponto deixar de aguardar por uma intervenção salvífica externa nos esta sendo útil? Cansamos de esperar ou estávamos olhando pro lado errado esse tempo todo? E se houver salvação fora da nossa superficial realidade? E se?... A ciência não tem a resposta, a religião diz que tem. Até onde você já investigou essa hipótese? Precisamos de esperança, não uma falsa esperança, rejeitamos isso (por isso humanizamos os heróis), mas uma verdadeira esperança. Você acha que isso existe? Eu creio que sim.

Devemos aceitar o finito desapontamento, mas nunca perder a infinita esperança.

Martin Luther King Jr.

Quarta-feira, Agosto 29, 2007

E se o homem pudesse criar vida?

Grande problema ele criaria. Eu estava lendo um tópico em outro blog (http://1001gatos.org/uma-definicao-definitiva-de-vida/) sobre o sonho da Ciência de criar vida em laboratório. De fato, o sonho é bem mais incrível. Queremos criar vida de matéria inorgânica. Isso seria impressionante, mas seria possível? Parece que encontramos no silício o melhor substituto para a matéria orgânica, composta de carbono, para a criação da vida.

Ok, legal, mas quais são os efeitos de um feito destes? Eu não quero falar sobre o processo de clonagem aqui, mas essa foi a primeira barreira que tentamos cruzar. Alguns cientistas gostam da idéia, outros odeiam. E isso nos traz um ponto de vista bem interessante sobre o assunto. Siga-me. Francis S. Collins, Diretor do projeto Genoma, disse em uma entrevista a revista VEJA esse ano que não via na clonagem nenhuma soma positiva e que no fim só nos odiaríamos mais e nos sentiríamos mais sujos e culpados por a termos feito. Eu tenho que concordar com ele. As questões éticas que podem se levantar desse caso estão além da nossa capacidade de lidar com elas. Todo o mundo seria abalado por isso. A própria essência de nossa existência seria posta em uma séria discussão.

Então, e quanto a criação de vida? Eu acho que você já entendeu o quadro. As questões éticas concernentes a criação de vida são ainda mais profundas que as da clonagem. Imagine as questões mais superficiais que surgiriam: O que esse ser será? Qual o significado de sua existência? O que deveríamos ser para ele, Mestres, deuses, país, irmãos? Se são nossa criação, são nossa responsabilidade, deveríamos então garantir sua existência? Ele seria livre? E a lista é infinita.

Se a última pergunta foi respondida positivamente, então isso indica que nossa criação pode nos dar as costas! Significa que teria o direito de lutar contra nós, odiar-nos, culpar-nos, fazer exatamente o que fazemos com Deus. Se você não crê em Deus, é exatamente esse direito de livre-arbítrio que seria garantido a nossa criação. Eu sei que estamos falando sobre uma forma de vida inteligente, e eu sei que não começaria assim, mas com certeza esse é o fim desejado. Embora possa ser apenas como um animal no começo, mesmo assim, não importa que forma de vida possuísse, levantaria questões éticas além do conhecimento sobre nossa própria existência. Ao menos o que cientificamente sabemos sobre nossa existência, origem e razões de existir.

Não parece óbvio que com todas essas questões éticas, e necessidade de conhecimento, a ciência e a religião deveriam deixar seus preconceitos para trás e iniciar uma busca das respostas necessárias? Religião não tenta mais negar a ciência, isso foi no período Medieval. O que temos hoje são maus religiosos e má ciência. De ambos os lados há dogmatismo e preconceito. Um lado só vê os podres do outro, mas a sociedade continua sem as respostas. A ciência tem ido muito longe ignorando o poder e a legitimidade da religião, mas cedo ou tarde ela terá de encara-lá novamente. Não importa quão avançada ela esteja. E se a religião tiver a resposta? Eu não estou falando de um sistema religioso, mas do conteúdo de uma religião. Não acha intransigente negar essa possibilidade? No entanto, o contrário também se aplica.

Maus cristãos são como maus cientistas. Humanos são imperfeitos em todo lugar. Até Richard Dawkins é antipático, arrogante e dogmático, igual a George W. Bush. Mas esse é outro tópico.

Terça-feira, Agosto 08, 2006

Quais são seus Bens?

É triste não ter tempo para o blog. Mas... Olha o texto de Hélio Fraga, redigido em sua
Declaração de Bens para o imposto de Renda e mais tarde publicada pelo próprio autor no livro "A Família, Ultimo Lugar?".

D E C L A R A Ç Ã O D E B E N S


O pai moderno, muitas vezes perplexo, aflito, angustiado, passa a vida inteira correndo atrás do futuro e se esquecendo do agora. Na luta para edificar este futuro, ele renuncia ao presente. Por isso, é um homem ocupado, sem tempo para os filhos, envolvido em mil atividades __ tudo com o objetivo de garantir o seu amanhã.

E com que prazer e orgulho, cada ano, ele preenche sua declaração de bens para o Imposto de Renda. Cada nova linha acrescida foi produto de muito esforço, muito trabalho. Lote, casa, apartamento, sítio __ tudo isso custou dias, semanas, meses de luta. Mas ele está sedimentando o futuro de sua família. Se ele parte um dia, por qualquer motivo, já cumpriu sua missão e não vai deixar ninguém desamparado.

E para ir escrevendo cada vez mais linhas na sua relação de bens, ele não se contenta com um emprego só __ é preciso ter dois ou três; vender parte das férias, em vez de descansar junto à família; levar serviço para fazer em casa, em vez de ficar com os filhos; e é um tal de viajar, almoçar fora, discutir negócios, marcar reuniões, preencher a agenda __ afinal, ele é um executivo dinâmico, faz parte do mundo competitivo, não pode fraquejar.

No entanto, esse homem se esquece de que a verdadeira declaração de bens, o valor mais alto, aquele que efetivamente conta, está em outra página do formulário do Imposto de Renda __ mais precisamente, naquelas modestas linhas, quase escondidas, onde se lê “relação dos dependentes”. Aqueles que dependem dele, os filhos que ele colocou no mundo, e a quem deve dedicar o melhor de seu tempo.

Os filhos são novos demais, não estão interessados em lotes, casas, salas para alugar, aumento de renda bruta __ nada disso. Eles só querem um pai com quem possam conviver, dialogar, brincar.

Os anos vão passando, os meninos vão crescendo, e o pai nem percebe, porque se entregou de tal forma ao trabalho __ vulgo construção do futuro __ que não viveu com eles, não participou de suas pequenas alegrias, não os levou ou buscou no colégio, nunca foi a uma festa infantil, não teve tempo para assistir a coroação da menina __ pois um executivo não deve desviar sua atenção para essas bobagens. São coisas de desocupados.

Há filhos órfãos de pais vivos, porque estão “entregues” __ o pai para um lado, a mãe para o outro, e a família desintegrada, sem amor, sem diálogo, sem convivência. E é esta convivência que solidifica a fraternidade entre os irmãos, abre seu coração, elimina problemas, resolve as coisas na base do entendimento.

Há irmãos crescendo como verdadeiros estranhos, porque correm de um lado para o outro o dia inteiro __ ginástica, natação, judô, balé, aula de música, curso de Inglês, terapia, lição de piano, etc. __ e só se encontram de passagem em casa, um chegando, o outro saindo. Não vivem juntos, não saem juntos, não conversam __ e, para ver os pais, quase é preciso marcar hora.

Depois de uma dramática experiência pessoal e familiar vivida, a única mensagem que tenho para dar __ e que tem sido repetida exaustivamente em paróquias, encontros familiares, movimentos e entidades __ é esta : não há tempo melhor aplicado do que aquele destinado aos filhos.

Dos 18 anos de casado, passei 15 anos correndo e trabalhando, absorvido por muitas tarefas, envolvido em várias ocupações, totalmente entregue a um objetivo único e prioritário : construir o futuro para três filhos e minha mulher. Isso me custou longos afastamentos de casa, viagens, estágios, cursos, plantões no jornal, madrugadas no estúdio da televisão, uma vida sempre agitada, atarefada, tormentosa, e apaixonante na dedicação à profissão escolhida __ e que foi, na verdade, mais importante do que minha família.

E agora, aqui estou eu, de mãos cheias e de coração aberto, diante de todos vocês, que me conhecem muito bem. Aqui está o resultado de tanto esforço: construí o futuro, penosamente, e não sei o que fazer com ele, depois da perda do Luiz Otávio.

De que valem casa, carros, sala, lote, e tudo o mais que foi possível juntar nesses anos todos de esforço, se ele não está mais aqui para aproveitar isso com a gente?

Se o resultado de 30 anos de trabalho fosse consumido agora por um incêndio, e desses bens todos não restasse nada mais do que cinzas, isso não teria a menor importância, não ia provocar o menor abalo em nossa vida, porque a escala de valores mudou, e o dinheiro passou a ter um peso mínimo e relativo em tudo.

Se o dinheiro não foi capaz de comprar a cura e a saúde de um filho amado, para que serve ele? Para ser escravo dele?

Eu trocaria __ explodindo de felicidade __ todas as linhas da declaração de bens por uma única linha que eu tive de retirar, do outro lado da folha : o nome do meu filho na relação dos dependentes. E como me doeu retirar essa linha na declaração de 1983, ano base de 82.

Helio Fraga, jornalista em Belo Horizonte, MG . Esta crônica consta do livro do próprio autor “A Família, Último Lugar?” (3ª edição) publicado pelas Edições Paulinas. O jornalista Helio Fraga, que foi cronista esportivo, também publicou outros livros relacionados com o assunto narrado na crônica. Entre eles “O Menino Valente” e “Ser Pai”, cujas rendas são recolhidas ao Hospital Mário Penna na capital mineira.

Após uma famosa fraude ter sido inserida na crônica “ Declaração de Bens ”, dizendo que o filho do Jornalista havia morrido aos 14 anos por causa das drogas e que uma outra filha chamada priscila tivesse fugido de casa, as novas edições do “A Família, Último lugar ?” vem saindo com a observação abaixo :

A L E R T A – Esta crônica foi criminosamente falsificada por um psicopata desconhecido. Ao texto original, ele acrescentou que Luiz Otávio morreu drogado e teve uma irmã Priscila, que fugiu de casa. Esta monstruosidade vem sendo divulgada por portais da internet, sujeitos a interdição e ações judiciais por danos morais.

Meu filho morreu aos 12 anos, em novembro de 1982, vítima de tumor cerebral (meduloblastoma). Teve dois irmãos: Marcelo, nascido em 1972, e Ana Cristina, em 1977. Eles estudam, trabalham e moram em Belo Horizonte. A outra irmã jamais existiu.

A falsa “Declaração de Bens” tem sido publicada irresponsavelmente, estando todos os envolvidos sujeitos a processo.

Hélio Fraga - Jornalista em Belo Horizonte/MG

Sábado, Dezembro 17, 2005

Medo Sem Medo




Depois de um longo e tenebroso inverno...Estou de volta e de férias. O que significa mais posts e estes mais regulares. Hoje eu gostaria de fazer um acréscimo ao meu post anterior.
É claro que o medo tem o seu lugar. Afinal de contas nada melhor do que o medo para lhe assegurar a vida. Vou explicar. Por exemplo, quando se mora em um local hostil, tipo favela, Iraque, Africa. O medo te mantem vivo. Por que encontram nele o bom senso para impedir que se coloquem em situações de risco maiores ainda do que o simples fato de lá viverem. É o medo que impede que atravessemos a rua sem olhar pros lados. E é o medo de ser um jogado compulsivo que faz com que alguém não jogue, ou não beba para se tornar um alcoolatra.
O medo tem seu lado positivo, lógico. Mas não deixe ele te dominar. Há um artigo na revista Galileu deste mês que aborda o assunto. Não lí ainda mas pretendo. Abracos!

Segunda-feira, Novembro 28, 2005

Superando Uma Vida de Medo

Temos medo daquilo que nos prejudica. Seja o que for ou em qualquer área. Temos medo de não fazer o seguro do carro porque podemos ser roubados, medo de não fechar a janela para que ninguém invada, medo de perder o namorado, medo de ficar sozinho, medo do escuro.

Só que o medo só entrava nosso progresso. Em vez de temer o que nos pode atingir. Em vez de ficar em casa por não ter seguro do carro, em vez de deixar de visitar aquele seu amigo ou parente que mora num lugar barra pesada para não ser assaltado, em vez de ter ciúmes doentios para não perder o namorado ou cônjuge. Em vez de gastar suas energias com estas coisas que te “previnem” do pior. Viva o otimismo. Prepare-se para superar tais problemas se eles te alcançarem. Esforça-te e canaliza as energias para a superação de seus problemas.

Se apóie nas suas capacidades e na atuação de Deus sobre elas. Assim como você comprou um carro uma vez, pode fazê-lo de novo. Embora isso pareça penoso, é melhor do que passar a vida angustiado e estressado pensando no pior. O fato é que o pior nos ocorre muito pouco quando estamos preparados para superá-lo. Já notou que sempre que estamos prevenidos nada nos acontece? Que sempre que nos encontramos despreparados somos surpreendidos com terríveis acontecimentos que as vezes, pra piorar, se misturam com outros e se tornam reações em cadeia? Todos nós sentimos isso. Tanto quando esperamos que algo de ruim nos aconteça e isso não ocorre. Como quando não esperamos por nada ruim e isso nos surpreende. Ai nós criamos um mecanismo de defesa que diz: “Prepare-se para que isso nunca mais aconteça”. Isso é um pensamento equivocado. Mas que serve de defesa psicológica para os nossos medos. Assim o usamos como um talismã. Como se deixar de sair de casa fosse um bem ou fosse evitar que um dia num belo lugar, quando menos esperamos, fossemos roubados (para usar o exemplo dado acima).

O fato é que há eventos desagradáveis e acontecimentos que nós não podemos evitar. E que nunca chegam com data marcada. São coisas externas a nossa personalidade que são completamente imprevisíveis. Como o assalto que tanto mencionei até agora. Como saber quando será? Quem será e onde será? Impossível. Mas se eu viver me preocupando com isso de modo que interfira no meu livre arbítrio, então, deixo de viver a minha vida e passo a viver aquilo que as circunstancia me permitem viver. Esse não é o plano de Deus. E Ele quer te libertar desses pensamentos inúteis.

(Mat 6:25) Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?

(Mat 6:26)) Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?

(Mat 6:27) Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?

(Mat 6:28) E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam;

(Mat 6:29) contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles.

(Mat 6:30) Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?

(Mat 6:31) Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir?

(Mat 6:32) (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso.

Pare e pense: Quantas vezes você já foi roubado? (exemplo base) Analise a proporção de vezes que isso aconteceu e o tanto de vida que você já viveu. Agora lembre-se o que foi tirado de você. Quantas vezes depois, em sua vida, você obteve o mesmo item de volta, ou um semelhante? Note que proporcionalmente, você tem mais, do que te tomam. No entanto, o medo de ser roubado é grande o bastante para entravar nossa vida e nosso livre arbítrio. E este é um dos maiores medos sociais que temos hoje. Não entenda errado, não falo de um completo desleixo ou desatenção com seus bens. O que digo é, faça o máximo que para evitar problemas, desde que isso não seja sua vida em si. O que pode ocupar seus pensamentos, sugar suas emoções ou fazer de você um ser humano preso a metodismos e transtornos psicológicos.

Vamos retomar um dos pensamentos anteriores: “Já notou que sempre que estamos prevenidos nada nos acontece?” Então o segredo é nos prevenir mesmo?!?! Sim. Mas que tipo de prevenção é essa? 4 passos práticos para uma prevenção eficaz. 1° Confiança em Deus (Fé em Deus). 2° Acreditar que você pode resolver o problema se ele aparecer (Fé nos dons que Deus te deu. Fé em você). 3° Fazer provisões para evitá-lo SE essas não interferirem no seu livre arbítrio e estilo de vida. 4° Não ter medo, ou se lamentar – Essas coisas tiram suas energias para enfrentar o problema.

Melhor do que viver com medo de um problema é viver com a certeza de resolvê-lo. As chances de um problema lhe alcançar são sempre menores que as chances de você resolvê-lo. Assim como há um ditado que diz: “Vem fácil, vai fácil”. Para situações de sorte e de sucesso. Assim também podemos aplicar o mesmo ditado aos problemas. Exceto quando fazemos do problema um grande e impossível desafio. “Se pensas que podes, podes. E se pensas que não podes, acertaste.” - Mary Kay Ash

“Quando Golias investiu contra os israelitas, todos os soldados pensaram: ‘Ele é tão grande que nós nunca vamos conseguir matá-lo’. Davi olhou para o mesmo gigante e pensou: ‘Ele é tão grande que eu não vou poder errar’”. – Russ Johnston

E Deus corrobora essa idéia dizendo que :

(Mat 6:33)

Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

Fé em Deus sem medo de ser feliz. Clichê, mas real.

Sexta-feira, Novembro 11, 2005

O Grande Conflito sob a perspectiva da série Star Wars




A maior saga, em extensão, do cinema é sem sombra de duvidas a mais famosa também. Star Wars ou Guerra nas Estrelas. Foi lançado em 1977 o primeiro filme da série adquirindo grande sucesso por suas proezas cinematográficas muito além dos efeitos especiais daquele período. Os números do ultimo filme da cinesérie, Star Wars: Episódio III, que pode não ter conseguido se tornar o filme a arrecadar US$ 200 milhões mais rapidamente nas bilheterias, porém, o longa se tornou o primeiro a somar US$ 300 milhões em apenas 17 dias. Mesmo caindo para o terceiro lugar no Top 10, com os ingressos vendidos no último final de semana A Vingança dos Sith alcançou a marca de US$ 308,8 milhões, somente nos Estados Unidos. Antes, o recordista era Shrek 2, que chegou a esse número em 18 dias.

De acordo com o site Box Office Mojo, Episódio III possui agora a 19ª maior bilheteria de todos os tempos nos EUA e pode chegar ao 17º lugar hoje, superando O Retorno de Jedi (US$ 309,3 milhões) e Ataque dos Clones (US$ 310,7 milhões).

No mundo inteiro, o filme já arrecadou US$ 571,8 milhões e é a 27ª maior bilheteria da história (http://www.cinemaemcena.com.br/not_cinenews_filme.asp?cod=1803).

Este artigo pretende demonstrar como que, de forma contrafeita, o grande conflito se apresenta na história do filme Star Wars. No entanto, não pretende-se com o mesmo criticar irresponsável e gratuitamente os filmes em questão, o cinema ou os filmes em geral. É preciso compreender que o mundo esta em tão franca decadência que certas coisas por mais bem intencionadas que sejam possuem características e filosofias anti-cristãs dispostas inconscientemente. Com a difusão do pós-modernismo e a normatização de suas idéias em nossa cultura global. Quase tudo que o homem gera, senão tudo, é passível de critica diante de uma visão cristã. Portanto, criticar Star Wars ou qualquer outro filme é fácil e comum. E este não é o intento.

Talvez o cinema seja realmente um mal terrível, talvez os filmes sejam o mal do tempo do fim, talvez Star Wars seja um filme inspirado por Satanás. Mas esses pontos de vista serão irrelevantes neste artigo. Não pretende-se julgar generalizadamente os fatores, mas sim analisar analogicamente os filmes da série Star Wars. Nem pretende-se dizer que George Lucas tem pacto com o Diabo ou qualquer falácia dessas. Embora muitas coisas sejam propositais, como a utilização de nomes bíblicos, outras são imperceptíveis para o próprio autor. Assim como nós somos usados pelo inimigo durante o dia-a-dia(idéia rejeitada pelo pós-modernismo) muito mais ainda os autores de comunicação em massa.

Para compreender a analogia é preciso ter assistido os filmes da série em voga. Principalmente o ultimo, Episódio III – A Vingança dos Sith. Se você não viu, cuidado: Este artigo contem spoilers(narrações de trechos do filme Episódio III).

Vamos começar pelo fim, como George Lucas. No Episódio III – A vingança dos Sith, lançado no cinema dia 19 de Maio de 2005, encontramos várias alusões ao Grande Conflito. Uma delas é evidente e ocorre no auge da conversa mais importante do filme. Onde o imperador, assim como o diabo no Éden, promete o fim da morte para os que para o lado negro da força passarem(Gn 3:4 – “Certamente não morrereis”). Reclama sua própria experiência do lado negro da força como sendo uma prova dos benefícios. Promete mais poder, sabedoria e despreendimento de autoridade. Faz estas afirmações cercando sua vitima de exaltação pessoal e enaltecendo seu orgulho. Assim como o diabo escondido por trás da serpente no Éden. É interessante notar que na verdade ele só quer usar Anakin, o personagem principal, para alcançar seus objetivos de vingança contra aqueles (o imperador faz parte de uma raça chamada Sith, possuem poder como os Jedis, mas são mals) que os “expulsaram” da galáxia. No fim, ou desde o inicio, acaba a enganar e trair Anakin.

Anakin por sua vez representa o homem. Por amor a Padmé (sua esposa), assim como Adão, escolhe o erro para salvá-la. Acaba se perdendo, a ela também. No entanto ao entregar-se para o mal, Anakin, leva toda a galáxia a uma vida de servidão, opressão e todos são levados a ruína, por causa de sua escolha. Ele achava que estava fazendo o bem num primeiro momento.

Obi-Wan parece com um mensageiro ou profeta, ensina, instrui, tenta converter, admoesta, pune e no fim acaba morto pelo próprio homem(Anakin) a quem pretendeu ajudar. Entretanto, confesso que esse personagem é pouco relevante para esta analogia do Grande Conflito.

Luke(filho de Anakin) dispensa comentários. Por enquanto. De tão grande que é sua semelhança com O Messias.

Além da miserável doutrina da imortalidade da alma, prega-se o espiritismo. Nas frases finais de Yoda a Obi-Wan ele diz que vai ensina-lo a se comunicar com seu mestre morto.

Note que o homem(anakin) cavou sua desgraça asssociando-se com o diabo(Imperador), é humilhado, destruído, disfigurado, deformado e desce ao mais fundo do pecado fazendo o inimaginável. Por fim, um de seus descendentes, o cumpridor de uma profecia messianica, é quem o salva. E no fim, no ultimo minuto o homem se arrepende e ganha a vida eterna. Graças a seu filho, “O enviado”.

Uma conhecidencia interessante é o numero da ordem dada ao exército para executar e perseguir os Jedis(que em nossa analogia é o lado bom do Grande Conflito encaixando-se perfeitamente nas características dos Cristãos). Ordem numero 66. Se George Lucas utilizasse o numero 666 ele estariam usando um clichê, sem a mínima originalidade o que lhe renderia criticas. Por isso usou o numero 66 que é uma deliberada referencia ao numero 666. Afinal de contas, de tantos números para serem escolhidos, ele escolheu logo o numero 66. Note que essa ordem é executada e liderada pelo “homem” (anakin) contra os Jedis(Cristãos).

Outro fato interessante é que todos esses fatores e relações aqui expostos são as primeiras impressões às cenas do filme. Não busquou-se re-interpretar o filme ou forçar uma compreensão dessas. Assim que viu-se uma cena em particular, o primeiro pensamento/impressão foi anotado. É claro que há fatores do filme que foram ignorados porque não cabem nessa analogia. E porque são fatos ou personagens que não estão protagonizando a história.

Sou um assíduo acompanhante da saga. Sempre gostei e não vejo vantagens, nem tenho o interesse de denegri-la. No entanto, não tenho como me manter silencioso diante de tantas coincidências que fazem alusão direta ao Grande Conflito. Se George Lucas foi diretamente influenciado na criação dessa obra, que mostra o Grande Conflito do ponto de vista do mal, eu não sei. Não posso afirmar, mas direta ou indiretamente ele carregou sua história de tipos do Grande Conflito. Focando o ponto de vista do mal. Prova disto é nominar o personagem principal com um nome bíblico. Sim, Anakin é um nome bíblico. E não é apenas esse nome bíblico que aparece na história. No ultimo episódio, O Retorno de Jedi, a ultima cena se passa no planeta En-Dor. Nessa cena, aparecem os 3 jedis principais que morreram durante a saga. Anakin, Yoda e Obi-Wan. É uma cena extremamente espírita e ocorre exatamente num planeta chamado En-Dor. A bíblia cita uma cidade com o mesmo nome. Saul vai consultar uma feiticeira espírita na cidade de En-Dor. Este local é referencia bíblica de que não se deve consultar os mortos e é a única vez que a Bíblia narra uma cena espírita. Coincidência? A mais famosa saga do cinema, a maior de todas, a que rendeu mais lucros, com o maior marketing e com o maior numero de produtos relacionados incluindo jogos de videogames que estendem a história da saga. Tudo isso, não foi desperdiçado.

Ellen White Concorda e declara:

"Há obras de ficção que foram escritas com o objetivo de ensinar verdades ou expor algum grande mal. Algumas dessas obras têm feito bem. Têm, por outro lado, operado indizível dano. Encerram declarações e descrições altamente elaboradas, que despertam a imaginação e suscitam uma corrente de pensamentos repleta de perigo, especialmente para os jovens. As cenas descritas são repetidamente vividas em sua imaginação...incapacitam a mente para a utilidade, tornando-a inapta para os exercícios espirituais. Destroem o interesse na Bíblia.As coisas celestiais pouco lugar encontram nos pensamentos. À medida que a mente se demora nas cenas de impureza descritas, desperta-se a paixão, e o fim é o pecado". Ciência do Bom Viver p.p 445.

"Satanás exulta com o fato de ser considerado como uma ficção". Test. Sel. Vol I, p.p 117.



O primeiro fator que comprova a tendência para a perspectiva do diabo na apresentação do Grande Conflito na série Staw Wars é o seu personagem principal. Quem é o personagem principal? Você já se fez essa pergunta? Qual o único personagem que aparece em todos os episódios?

Ninguém menos que Darth Vader, o vilão. O anti-herói é o personagem principal. Embora não parecesse no inicio, quando a primeira saga foi lançada, mas no fim comprovou-se que ninguém na trama interessava mais do que ele. Assim, o personagem cruel e adepto das forças do mal se converte. Todos querem então saber como ele se tornou mal. Note que há um fator de identificação muito forte com esse personagem. Todos nós nos vemos um pouco nele. Somos maus, almejamos uma renovação, mas só queremos justificar nossos maus atos com razões que aplaquem nossa culpa. Assim, torna-se extremamente interessante buscar uma resposta para a vida de Darth Vader.

Assim como quando colocamos Jesus em nossa vida é possível vê-Lo em nós. Assim também é com os filhos do diabo, os “aprendizes”, aqueles que escolhem estar do “lado negro da força”. Passam a se parecer com ele, e confundem sua essência. É por isso que mesmo nesta analogia, tanto o imperador (que representa o próprio inimigo) como Anakin (representa o homem) são tão parecidos com o diabo que suas essências se confundem.

O filme tanto é tendencioso em demonstrar o ponto de vista do mal, que o diabo tenta justificar sua rebelião na cena em que Mace Windu esta para assassinar o imperador. Nesse momento Anakin passa-se por um suposto conflito em que diz ser injusto o assassínio do imperador por não ser a forma justa de procedimento Jedi. No entanto isso é um argumento furado visto que ele já entrou no local pensando em salvar o imperador de seu destino. Tenta justificar seu erro em nome de uma suposta justiça que ele mesmo não foi fiel. O diabo tenta impor piedade sobre seu ponto de vista da história. Mas note que ele mostra que mesmo tentando viver para sempre ele sabe que já esta derrotado. Pois no fim esse é o destino do imperador. E o homem ( Anakin ) se converte para a salvação. Talvez esse momento em que a analogia finaliza como nós sabemos que irá finalizar,seja uma imposição de Deus na influência do inimigo sobre o filme, ou talvez, seja o lado humano, e necessitado de misericórdia, do autor na busca de todo homem pela redenção e eternidade.