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Quinta-feira, Junho 05, 2008

Malefícios do progresso: O tiro que saiu pela culatra.

Contemple a seguinte cena: Um homem do campo, habita com sua família em um vislumbrante vale. Sua casa é rodeada por bela natureza e seus animais estão espalhados por toda parte, assim como seus filhos a brincar. Sua família é pequena para as proporções campestres, tem apenas três filhos e três filhas. Sua esposa está sempre atarefada com o cuidado da casa e da família, provendo sempre uma saborosa refeição todas as manhãs, tardes e noites. Ele, trabalho no campo todos os dias, o seu rendimento é sua sobrevivência. Ao anoitecer, os lampiões são acesos, afinal esta casa não possui energia elétrica. Eles conversam e brincam esperam a tão esperada janta. Não há o som constante da TV no fundo da conversa, apenas o som dos animais noturnos. Após uma gostosa e simples refeição todos se reúnem por alguns minutos e logo se despedem para dormir. As 18:30 as crianças adormecem e as 19:00hrs todos já estão na cama. Ás 4:30 A Esposa desse homem se levanta para preparar o dejejum. As 05:00hrs, o galo canta, o homem acorda, o cheiro de pão quente e leite fervido impregna a casa, 30 minutos e todos estão na mesa. O dia já começou. As 06:00 todos estão em suas devidas atividades. E a vida recomeça.

Se você nasceu em cidade grande deve estar desesperado só de imaginar a vida simples dessa família. Talvez esteja indignado com tanto desprezo pelo que você considera “essencial”. Ou Talvez esteja morrendo de inveja dessa família. Mas o fato é que vivem uma vida incomparavelmente menos ansiosa e frenética que a nossa. E isso é bom, isso é paz, isso é felicidade.

Felicidade? Não é possível, eles não sabem de nada que ocorre no mundo, não sentem o prazer de uma boa musica, não conhecem as luzes do Time Square, nunca riram de uma boa piada em um seriado da TV por assinatura, não sabem o que Hollywood é capaz de recriar em seus filmes, não imaginam as atrocidades ocorridas na guerra do Iraque, e nem devem saber que o mundo está em ruínas por causa da maneira como temos, predatoriamente, tratado o planeta... São uns ignorantes, como podem ser felizes?

Assistindo a uma palestra do psicólogo Graciliano Martins, descobri que o desejo só existe quando há falta do objeto desejado. Ninguém deseja água se não estiver com sede, sombra se houver calor ou necessidade de se esconder e assim por diante. Portanto, ninguém é capaz de desejar o que não conhece, ou não sabe que existe. Por isso, nada do que temos e sentimos falta em nossa vidinha civilizada, faz falta aquela família imaginada no começo.

Em nosso caso especifico, o conhecimento que temos de tanta coisa nos faz desejar cada vez mais coisas. A onda do consumo também nos empurra a nossa lista de desejos, uma lista sempre crescente e atualizável. E nós somos aprisionados por essa realidade. Parece impossível viver num lugar que não tenha padaria, locadora, internet e muito menos luz. Só quando passamos um mês sem ver o Jornal da TV é que percebemos que não precisamos dele para viver, a vida continua quer você saiba o que ocorre nela ou não.

Segundo Stephen Kanitz, em artigo publicado na Revista Veja em Agosto de 2002 (ou seja, informação velha), a cada 18 meses o volume de informações dobra. Dobra! Ou seja, se alguém fosse capaz de saber de tudo, em apenas um ano e meio saberia apenas metade do que então existe. Logo, a cada 18 meses as possibilidades aumentam, o volume de desejos pode dobrar. O vazio, o buraco da falta, aumenta e somos cada vez mais aprisionados nesse sistema que chamamos civilização, progresso.

Hoje somos estressados, não temos tempo para nada, tudo tem que ser rápido, desde nossos alimentos até nossos relacionamentos. Vivemos em busca de uma felicidade que nunca vamos alcançar, uma Utopia. Perseguindo o inalcançável. Tentando o domínio do indominável. Como a informação de Kanitz é velha, é possível que esse volume de informações dobre agora em menos tempo. Quanto mais informações temos, maiores são as cobranças e metas.

Daí quando surgem em nossas sociedades, sociopatas de todo tipo, terroristas que parecem denunciar esse falso progresso, grandes golpes e pessoas cada vez mais individualizadas e egoístas, nos perguntamos porque. Porque o 11/09, porque o holocausto, porque desejamos tanto e a custa de tudo, até da nossa própria vida e paz?

Uma vez ouvi a seguinte história. Um dos conquistadores viu um índio deitado na rede descansando em pleno dia. Ele perguntou pro índio:

-Por que você não se levanta e vai trabalhar? – O índio, confuso, perguntou:

-Para que?

-Para acumular riquezas, bens... Se você trabalhar mais hoje acumulará e poderá guardar suas caças obtidas hoje para amanhã. E poderá trabalhar menos no futuro.

-Pra que? – Persistiu o Índio.

-Ora, pra você ter uma boa vida e descansar. – O índio retrucou sem nem pensar.

-Já estou fazendo isso.


Sendo um pouco mais pragmático. Acorde sua vida é uma ilusão, você não precisa nada daquilo que pensa ser necessário para viver. A vida, a paz e a felicidade não estão no consumo, no capitalismo ou na globalização. Vida simples. Passe tempo com as pessoas que ama, não com as coisas que sonha ou os desejos que tem ou as informações que aspira, que continuarão se multiplicando infinitamente.

Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008

Os EUA Espionam Tudo e o mundo não Enxerga Nada

A dias que estamos acompanhando na mídia o "drama" do satélite espião americano. Tenho assistido as notícias com pulgas atrás da orelha. Que eu gosto de Teorias conspiratórias não é segredo pra ninguém, mas vejam se não é óbvio demais o que está acontecendo.

Primeiro, os EUA anunciam que o satélite estava para cair na terra e que o mundo deveria cuidar com o local da queda porque o equipamento supostamente possui material radiotativo (químico, inffeccioso, sei lá, não lembro, mas lembro que ninguém deveria mexer). Veja que conveniente, a CIA que sempre escondeu o conteúdo de seus satélites espiões por razões óbviamente estratégicas, percebe que um de seus satélites mais recentes está para cair na terra. Até aí tudo bem, exceto pelo seguinte fato: nenhum ser humano deve chegar perto dos destroços! Estranhamente conveniente.

Não bastasse isso, mais tarde, decidiram que iriam abater o satélite em pleno espaço com o uso de um míssel lançado da terra. Agora minha neurose subiu nas alturas! Como assim? Nunca na história humana fomos capazes de atacar qualquer objeto fora de nossa esfera terrestre (exceto no cinema). Aí surgem os boatos chineses e russos, que óbviamente são os dois unicos países antenados realmente na astúcia americana. Para eles o ataque ao satélite é apenas uma desculpa para testar a projeção de mísseis ao espaço. O que faz um grande sentido. Afinal de contas a queda do satélite poderia afertar até mesmo o nosso ferido planeta prejudicando ainda mais o meio-ambiente! Ohhhh! Os Eua cuidando do nosso planeta!?!? Eles estão tão preocupados com nosso meio ambiente, quanto assinaram o protocolo de Kioto.

Em suma, ontem de madrugada o satélite foi pelos ares ou melhor foi pro espaço, através do lançamento de um míssel direto do oceano Atlântico. Foi na mosca! A Tecnologia funciona realmente, e o mundo jamais verá os pedacinhos do satélite que se reduziram ao tamanho máximo de uma bola de futebol e se espalharam pelo mesmo oceano. Nem me preocupa, nem interessa as informações que esse satélite possa ter contido. Porque já conheço de longa data a agenda do império americano. Mas o que realmente me preocupa são duas coisas. (1) o espantoso poder deste império e como podem dizer: "Que venha a guerra nas estrelas, estamos quase prontos para ela e agora todo mundo sabe disso". (2) como o mundo cegamente se deixa ludibriar tão facilmente. Nossa preocupação auto-centrada abre alas para aqueles que estão programando e investindo fortemente no futuro, estes com certeza, nos dominarão antes que percebamos. Há não ser que percebamos antes. Como eles já fazem.

Há muito o que se explorar nesse assunto, como por exemplo: Se eles soubessem que daria certo, inventariam um hoax proposital na mídia mundial? Se sim, como eles sabiam que daria certo? Se o problema fosse real, haviam métodos de resolver o problema sem tanto alarde? O que você acha? Comente. Não vai mudar muito o mundo...não ainda, mas...


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Domingo, Dezembro 30, 2007

Como a fé resiste à descrença

Semana passada a revista VEJA publicou um artigo de capa com a última discussão levantada neste blog, referente a sobrevivência da religião no mundo atual. Os textos citados eram traduções da revista the Economist de Novembro, e a Veja de 26 de Dezembro tratou do mesmo assunto contextualiazando a discussão ao Brasil. Vale a pena conferir: http://veja.abril.com.br/261207/p_070.shtml Comentários, assim que passarem as festas...rs! Feliz Ano Novo a todos!

Domingo, Novembro 25, 2007

Psicologia dos atentados com homens-bombas II - Religião é o assunto do século

Em continuação ao post anterior, ao contrário do que alguns poderiam estar esperando não vou comentar sobre os homens-bomba em diretamente porque esse assunto está mais do que comentado no post anterior pelo cineasta Pierre Rehov. Vou no entanto publicar aqui trechos de uma matéria publicada na revista The Economist entitulada "In God's Name" que foi parcialmente traduzida pelo blog http://mecdias.blogspot.com. Logo abaixo re-público o post do blog em voga, mas quem quiser pode ler direto da revista o artigo em Inglês com todas as estátisticas maiores detalhes. Notar-se-a que a questão dos homens-bombas é apenas a ponta do Iceberg sobre a questão que ainda irá se extender e determinar o futuro do mundo: Religião. Vale apena, seja você religioso ou não, o fato é que conhecer essa realidade vai no mínimo te manter bem informado e alerta, fica claro, que essa questão não deve ser ignorada. Cedo ou tarde, cético ou crentes, ninguém, poderá alienar-se de um dos tópicos mais importantes e determinantes do contexto moderno.

"A Nigéria é um país que já apresenta essa realidade. A nação é dividida igualmente entre cristãos e muçulmanos, o que é mais importante para a identidade dos habitantes do que a sua nacionalidade. Desde 1990, estima-se que 20 mil pessoas foram mortas em nome de Deus. Tornando assim a Nigéria em um dos principais campos de batalha espiritual na África.

"Obviamente, americanos e ingleses não estariam morrendo no Iraque e no Afeganistão se 19 jovens muçulmanos não tivessem atacados os Estados Unidos em nome de Alá. Anteriormente o Ocidente havia intervido militarmente para proteger muçulmanos da Bósnia e de Kosovo dos sérvios ortodoxos e croatas católicos. A próxima guerra dos Estados Unidos poderá ser contra a República Islâmica do Irã. Não podemos nos esquecer da guerra na Palestina, onde todos clamam ter Deus no seu lado. Em Myanmar, os monjes budistas se rebelaram recentemente e no Sri Lanka eles tem travado uma guerra contra os muçulmanos.

"Países que eram comunistas também têm tido que lidar com a religião. A polícia secreta russa tem na igreja ortodoxa uma opositora. No parlamento polonês, os oradores fazem o sinal da cruz antes de se pronunciarem. Alguns tecnocratas chineses apóiam o confucionismo como filosofia para o país que cresce rapidamente, mas se opõem à seita budista Falung Gong e temem que os cristãos se tornem em maior número do que os do partido comunista.

"No Ocidente a religião também tem se encontrado com a política. Alguns dizem que nos Estados Unidos, a melhor forma de saber quem é republicano e quem é democrata é perguntar com que freqüência a pessoa vai à igreja.

"O mais interessante é que um pensamento comum desde o Iluminismo era que o modernismo acabaria com a religião. Claramente não tem acontecido. A maioria dos números sobre envolvimento religioso tem demonstrado que o secularismo estagnou e a fé aumentou.
A proporção de pessoas ligadas às quatro grandes religiões -- Cristianismo, Islamismo, Budismo e Hinduísmo -- passou de 67% em 1900, para 73% em 2005 e pode chegar a 80% em 2050.

"Em função desse cenário, pessoas religiosas têm tido maior participação em todas as áreas, incluindo negócios e economia. Durante a maior parte do século 20, a religião não fazia parte da política. Pensava-se que Deus havia sido desfeito por Darwin, escanteado por Marx, destruído por Freud e assim por diante.

"Mas por que o poder da religião parece estar aumentando? Primeiramente devido a uma série de ações e reações entre as religiões. Em segundo lugar, a globalização tem ajudado a propagar as religiões."

Tradução: Marcelo Dias
Publicado em: 12/11/2007
Site:
http://mecdias.blogspot.com.

Quarta-feira, Novembro 14, 2007

A Psicologia Dos Atentados Por Homens-Bomba



ATENÇÃO: Fonte no fim do texto e os Grifos não são de minha autoria.Faço meu comentário no próximo post.



No dia 15 de julho [de 2005], eu estive no programa “Connected”, da rede norte-americana de televisão MSNBC, para discutir os atentados suicidas ocorridos em Londres no dia 7 de julho [do mesmo ano].

Um de meus colegas convidados era Pierre Rehov, um cineasta francês que já havia feito seis documentários sobre a Intifada durante viagens ocultas a terras palestinas. Seu filme mais recente, “Suicide Killers” [“Assassinos Suicidas“, lançado nos Estados Unidos no começo de 2006], é baseado em entrevistas com familiares de assassinos suicidas e com homens-bomba cujos atentados fracassaram, numa tentativa de descobrir os motivos que levam essas pessoas a cometer tal tipo de atentado. Pierre Rehov aceitou meu pedido de uma entrevista do tipo “perguntas & respostas” sobre seu trabalho nesse novo filme. Muito obrigado a Dean Draznin e Arlyn Risking por terem me ajudado a conseguir essa entrevista especial.


O que o inspirou a produzir “Suicide Killers”, seu sétimo filme?

Eu comecei a trabalhar com vítimas de ataques suicidas para fazer um filme sobre PTSD (Perturbação Pós-traumática do Stress) e fiquei fascinado pela personalidade daquelas pessoas que perpetravam esse tipo de crime, considerando as descrições que as vítimas faziam repetidamente deles. Especialmente pelo fato de esses homens-bomba estarem sempre sorrindo um segundo antes de se explodirem.

Por que esse filme é particularmente importante?

As pessoas não compreendem a cultura devastadora que se esconde por detrás desse fenômeno inacreditável. Meu filme não é politicamente correto, pois ele aborda o problema real: Mostra a verdadeira face do Islã. Ele mostra e acusa uma cultura de ódio, na qual pessoas sem qualquer educação sofrem uma lavagem cerebral de tal ordem que sua única solução na vida passa a ser matar a si mesmos e a outros em nome de D-us, cuja palavra, segundo lhes disseram outros homens, tornou-se sua única segurança.

Que tipo de percepção íntima você adquiriu a partir do filme? O que você sabe agora que outros especialistas não sabem?

Eu cheguei à conclusão que estamos vivendo uma neurose ao nível de uma civilização inteira. A maior parte das neuroses têm em comum um acontecimento dramático, geralmente ligado a um comportamento sexual inaceitável. Nesse caso, estamos falando de crianças e jovens que vivem suas vidas em pura frustração, sem qualquer oportunidade de experimentar sexo, amor, ternura ou mesmo compreensão por parte do sexo oposto. A separação entre homens e mulheres no Islã é absoluta. Assim como o desprezo pelas mulheres, que são totalmente dominadas pelos homens. Isso leva a uma situação de extrema ansiedade, na qual um comportamento normal não é possível. Não é coincidência que os homens-bomba sejam, em sua imensa maioria, jovens rapazes dominados subconscientemente por uma libido completamente reprimida que, além de não poderem satisfazer, lhes causa um medo aterrador, como se fosse obra do diabo. Como o Islã descreve o Céu como um lugar onde tudo na Terra será finalmente permitido – e promete 72 virgens a esses garotos frustrados –, matar outras pessoas e matar a si mesmos para alcançar a redenção se torna a única solução.

Como foi a experiência de entrevistar os homens-bomba frustrados em seus ataques, os seus familiares e as vitimas sobreviventes dos atentados?

Foi uma experiência fascinante e aterradora, ao mesmo tempo. Você está lidando com pessoas aparentemente normais, de muito boas maneiras, com sua lógica própria e que, até certo ponto, pode fazer sentido – já que elas estão convencidas de que o que dizem é verdade. É como lidar com a simples loucura, entrevistando pessoas num sanatório: o que eles dizem é, para eles, a mais absoluta verdade. Eu ouvi uma mãe dizendo: “Graças a D-us, meu filho está morto.” Seu filho havia se tornado um shaheed, um mártir, o que para ela era uma fonte de orgulho maior do que se ele tivesse se tornado um engenheiro, um médico ou um ganhador do Prémio Nobel. Esse sistema de valores é completamente invertido, sua interpretação do Islã valoriza a morte muito mais do que a vida. Você está lidando com pessoas cujo único sonho, único objetivo é realizar aquilo que elas acreditam ser seu destino: ser um shaheed ou parente de um shaheed. Eles não vêem as pessoas inocentes que são assassinadas, eles vêem apenas os “impuros” que têm que destruir.

Você disse que os homens-bomba experimentam um momento de poder absoluto, acima de qualquer punição. Seria a morte o poder supremo?

Não a morte como um fim, mas como uma passagem para o “além-vida”. Eles buscam a recompensa que D-us lhes prometeu. Eles trabalham para D-us, a autoridade máxima, acima de toda e qualquer lei dos homens. Assim, eles experimentam esse momento único e ilusório de poder absoluto, em que nada de mau pode atingi-los pois eles se tornaram a espada de D-us.

Existe um perfil típico da personalidade de um homem-bomba? Descreva essa psicopatologia.

A maioria são jovens entre 15 e 25 anos que carregam inúmeros complexos, geralmente complexos de inferioridade. Eles certamente foram doutrinados religiosamente. Geralmente não têm uma personalidade bem desenvolvida. São usualmente idealistas bastante impressionáveis. No mundo ocidental, eles facilmente se tornariam viciados em drogas – mas não criminosos. É interessante, eles não são criminosos porque eles não enxergam o bom e o mau como nós enxergamos. Se eles tivessem crescido na cultura ocidental, eles detestariam a violência. Mas eles batalham constantemente contra a ansiedade da própria morte. A única solução para esta patologia tão profundamente arraigada é querer morrer e ser recompensado numa vida após a morte, no Paraíso.

Os homens-bomba são motivados principalmente por convicção religiosa?

Sim, esta é a única convicção que eles possuem. Eles não agem assim para conquistar um território, ou para encontrar liberdade, ou mesmo dignidade. Eles apenas seguem Alá, o juiz supremo, e aquilo que Ele manda que façam.

Todos os muçulmanos interpretam a jihad e o martírio da mesma maneira?

Todos os muçulmanos religiosos acreditam que, no final, o Islã prevalecerá sobre a Terra. Acreditam que a sua é a única religião verdadeira e não há qualquer espaço, em suas mentes, para interpretações. A principal diferença entre muçulmanos moderados e extremistas é que os moderados não acreditam que irão testemunhar a vitória absoluta do Islã durante o tempos de suas vidas e, assim, eles respeitam as crenças dos outros. Os extremistas acreditam que a realização da profecia do Islã e seu domínio sobre todo o mundo, como descrito no Corão, é para os nossos dias. Cada vitória de Bin Laden convence 20 milhões de muçulmanos moderados a se tornarem extremistas.

Descreva-nos a cultura que forja os homens-bomba.

Opressão, falta de liberdade, lavagem cerebral, miséria organizada, entrega a D-us do comando sobre a vida cotidiana, completa separação entre homens e mulheres, sexo proibido, destituição de qualquer tipo de poder às mulheres e total encargo dos homens de zelar pela honra familiar, o que diz respeito principalmente ao comportamento de suas mulheres.

Quais as forças sócio-econômicas que sustentam a perpetuação dos homens-bomba?

A caridade muçulmana é geralmente um disfarce para a assistência a organizações terroristas. Mas deve-se também observar paises como Paquistão, Arábia Saudita e Irã, que também dão apoio às mesmas organizações utilizando-se de métodos diferentes. O irônico, no caso dos terroristas suicidas palestinos, é que a maior parte do dinheiro chega através do apoio financeiro fornecido pelo mundo ocidental, doado a uma cultura que, no fim das contas, odeia e rechaça o Ocidente (simbolizado principalmente por Israel).

Existe uma rede de incentivo financeiro para as famílias dos homens-bomba? Em caso positivo, quem faz os pagamentos e qual o peso desse incentivo sobre a decisão [de incentivar um filho a se tornar um assassino suicida]?

Havia um incentivo financeiro à época de Saddam Hussein (US$ 25.000 por família) e Yasser Arafat (valores menores), mas isso já é passado. É um erro acreditar que essas famílias sacrificariam seus filhos por dinheiro. Entretanto, os próprios jovens, que são muito presos às suas famílias, costumam encontrar nessa ajuda financeira uma outra razão para se tornarem homens-bomba. É como comprar uma apólice de seguro e, depois, cometer suicídio.

Por que tantos homens-bomba são jovens do sexo masculino?

Como foi dito acima, a sexualidade é fator soberano. Também o ego, pois esse é um caminho certo para se tornar um herói. Os shaheed são os cowboys ou os bombeiros do Islã. Ser um shaheed é um valor positivamente reforçado nessa cultura. E qual criança nunca sonhou ser um cowboy ou um bombeiro?

Qual o papel desempenhado pela ONU nessa equação terrorista?

A ONU está nas mãos dos países árabes, dos paises de terceiro mundo ou do antigo regime comunistas. É uma instituição de mãos atadas. A ONU já condenou Israel mais vezes do que qualquer outro pais do mundo, incluindo os regimes de Fidel Casto, Idi Amin ou Kaddahfi. Agindo desta forma, a ONU deixa sempre o caminho livre, já que não condena abertamente as organizações terroristas. Além disso, através da UNRWA [Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina] a ONU está diretamente conectada a organizações terroristas como o Hamas, que representa 65% de todo seu aparelhamento nos assim chamados campos de refugiados palestinos. Como forma de apoiar os países árabes, a ONU vem mantendo os palestinos nesses campos, na esperança do “retorno” a Israel, por mais de 50 anos – fazendo, assim, com que seja impossível assentar essa massa populacional que ainda vive em condições deploráveis. Quatrocentos milhões de dólares são gastos anualmente, subsidiados principalmente por impostos dos EUA, para sustentar 23.000 funcionários da UNRWA, muitos dos quais sabidamente pertencem a organizações terroristas (sobre este assunto, consulte o deputado [norte-americano] Eric Cantor e o meu filme “Hostages of Hatred” [Reféns do Ódio]).

Você disse anteriormente que um homem-bomba é, simultaneamente, uma “bomba estúpida” e uma “bomba inteligente". Pode explicar o que isto significa?

Diferentemente de um artefato eletrônico, um homem-bomba tem, até o último segundo, a capacidade de mudar de idéia. Na verdade, ele é nada mais que uma plataforma política representando interesses alheios a si mesmo – ele apenas não se dá conta disso.

Como nós podemos dar um fim na perversidade desses ataques suicidas e do terrorismo em geral?

Parando de ser politicamente corretos e parando de acreditar que esta cultura é uma vítima da nossa. O islamismo radical hoje é simplesmente uma nova forma de nazismo. Ninguém tentava justificar ou desculpar Hitler na década de 1930. Nós tivemos que destruí-lo para que fosse possível a paz com o povo alemão.

Esses homens têm viajado em grande número para fora de suas regiões nativas? Com base em sua pesquisa, você diria que estamos começando a assistir a uma nova onde de ataques suicidas fora do Oriente Médio?

Cada novo ataque terrorista bem sucedido é considerado uma vitória pelos radicais do Islã. Em todos os lugares para onde o Islã se expande há conflitos regionais. Agora mesmo há milhares de candidatos ao martírio fazendo fila nos campos de treinamento da Bósnia, do Afeganistão, do Paquistão. Dentro da Europa, centenas de mesquitas ilegais preparam o próximo passo da lavagem cerebral em jovens rapazes perdidos, que não conseguem encontrar uma identidade satisfatória no mundo ocidental. Israel está muito melhor preparada para lidar com esta situação do que o resto do mundo jamais estará. Sim, haverá mais ataques suicidas na Europa e nos EUA. Infelizmente, isso é apenas o começo.

Escrito por: Andrew Cochran, proprietário do “The Counterterrorism Blog”. Tradução: Gisella Gonçalves
Publicado no site www.DeOlhonaMidia.org.br em: 19/09/2006



Sexta-feira, Setembro 21, 2007

Quem vence é quem perde ou quem ganha?


Nesse post quero apenas recomendar a leitura de um post em outro blog referente ao ocorrido no Jogo Nottinghan Forest X Leicester City na Inglaterra. Pela primeira vez na história um time iniciou a partida permitindo deliberadamente que o goleiro do outro time fizesse o gol. Porque? Espírito esportivo. Ou foi Altruísmo? Essa história é sensacional.

Dê uma checada em http://nacontramaodopensamento.blogspot.com

Segunda-feira, Setembro 17, 2007

A morte da esperança II – O Homem não é a solução?

Nesta última semana o Youtube publicou a Premiere mundial do novo clipe musical do grupo Matchbox20, chamada “How far we’ve come”(Quão longe nós chegamos). Não importa se você gostou do som da música, mas a letra que é realmente profunda. Fala sobre o mesmo assunto que nós estávamos conversando antes. O fim da esperança para a humanidade. Não importa também se estamos falando de fim apocalíptico, guerras nucleares ou aquecimento global, o mesmo comportamento Entrópico é bem notado por todo mundo.

Preste atenção na letra que reconhece a situação solitária do homem pós-moderno e niilista (pode não ter ninguém para se despedir) e nas imagens de fundo. Você verá as grandes conquistas da humanidade assim como uma alusão a nossos grandes fracassos. Então, no último coro, vemos no fundo o símbolo universal de alegria e comemoração: Fogos de artifícios enquanto ouvimos sair da boca do grupo palavras de antagonismo em forma de ironia. Em outras palavras, nós estamos “fingindo” ser gloriosos, entretanto “Vamos ver quão longe chegamos”. Segue a letra, porcamente traduzida por mim:


Estou andando no inicio do fim do mundo,

Mas está parecendo como uma manhã qualquer anterior,

Agora me pergunto: O que minha vida vai significar depois que acabar?

Os carros se movem como a 1 quilometro por hora

E eu comecei a olhar para os passageiros que acenavam “adeus”.

Você pode me dizer o que, algum dia, eu tive de especial?


Coro:
Mas eu creio que o mundo está ruindo ao chão

Oh bem, I acho que já vamos descobrir

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Bem eu,creio, que tudo, está caminhando para um fim

Oh bem, eu acho, que vamos todos fingir,

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos


Eu acho que já deu 10 horas, mas eu realmente não sei

Então não consigo me lembrar de ter sido atencioso uma hora ou mais

Comecei a chorar e não podia parar

Comecei a correr, mas não havia para onde correr

Sentei na rua e dei uma olhada em mim mesmo

E disse: Aonde está você está indo homem?

Você sabe que o mundo está condenado ao inferno

Diga adeus, se tiver alguém para dizer adeus

[Coro]

Se foi baby, tudo se foi

Não há ninguém nenhum apoio e ninguém está em casa

Foi legal, legal, foi tudo legal

Agora acabou pra mim e acabou pra você

[bis]


Mas eu creio que o mundo está ruindo ao chão

Oh bem, I acho que já vamos descobrir

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Bem eu,creio, que tudo, está caminhando para um fim

Oh bem, eu acho, que vamos todos fingir,

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Vamos ver quão longe chegamos

Quinta-feira, Setembro 13, 2007

Heróis em decadência – o fim da esperança

Tenho notado e me irritado muito com a forma como os heróis tem sido retratados atualmente. O renascimento dos heróis no cinema e nas séries de TV é apenas uma ilusão. Eles estão morrendo. Todos os últimos filmes de heróis lançados, apenas uma coisa foi comum a todos. O pensamento pós-moderno e a desesperança. Todos os heróis hoje são menos heróis, mais humanos (mesmo não sendo terráqueos), cheios de defeitos e com crises existenciais.

Não sei se ainda se lembram, mas o objetivo do herói sempre foi inspirar integridade, moralidade, valores e a esperança de que alguém nos salvará de nós mesmos. Entretanto, os heróis agora são mais um de nós. Não são mais íntegros, veja por exemplo Superman. Ele usa seus poderes para espionar e invadir a privacidade de Louis Lane, sua ex-mulher, agora casada com outro homem. Não bastasse isso, ele imoralmente alicia e a coloca em situação de traição a seu marido atual. Ainda no mesmo filme, o filho de 5 anos de Superman, mata um homem. Tudo bem, você pode dizer que ele merecia, mas e daí? Uma criança de 5 anos tem o poder de julgar quem vive e quem morre agora? E se ele fez sem querer, onde está a responsabilidade de quem tem poder? Essa segurança sempre nos foi dada pelos heróis que nos protegiam daqueles que irresponsavelmente usam seu poder.

Pense em qualquer filme atual, de X-Men à Tartarugas Ninja, de Rocky VI a Rambo 4, todos tiveram crises de existência em que seus poderes lhes representavam um peso muito grande e dificultavam de alguma forma no cumprimento de suas tarefas de salvar o mundo. Por que nossas novas histórias são assim? Porque queremos aproximar essas histórias da verdade ou porque estamos cada vez mais descrentes em tudo? Parece que a segunda lei da termodinâmica se faz presente até em nossas idéias e criações. Podemos ver na musica do grupo Norte-americano Nickelback, entitulada “Hero”, onde o compositor afirma não esperar mais um salvador:

“And they say that a hero can save us. Im not gonna stand here and wait… Someone told me love will ALL save us. But how can that be? Look what love gave us.
A world full of killing, and blood-spilling That world never came”.

“E eles dizem um herói pode nos salvar. Eu não vou ficar parado aqui e esperar...Alguém me disse que o amor irá nos salvar a todos. Mas como pode ser?

Olhe o que o amor nos deu. Um mundo cheio de assassinatos e derramamento de sangue. Aquele mundo nunca veio”.

Enquanto continuarmos olhando para o nosso umbigo só encontraremos defeitos e desapontamento. Super-Heróis não existem, mas não sei até que ponto deixar de aguardar por uma intervenção salvífica externa nos esta sendo útil? Cansamos de esperar ou estávamos olhando pro lado errado esse tempo todo? E se houver salvação fora da nossa superficial realidade? E se?... A ciência não tem a resposta, a religião diz que tem. Até onde você já investigou essa hipótese? Precisamos de esperança, não uma falsa esperança, rejeitamos isso (por isso humanizamos os heróis), mas uma verdadeira esperança. Você acha que isso existe? Eu creio que sim.

Devemos aceitar o finito desapontamento, mas nunca perder a infinita esperança.

Martin Luther King Jr.

Quarta-feira, Agosto 29, 2007

E se o homem pudesse criar vida?

Grande problema ele criaria. Eu estava lendo um tópico em outro blog (http://1001gatos.org/uma-definicao-definitiva-de-vida/) sobre o sonho da Ciência de criar vida em laboratório. De fato, o sonho é bem mais incrível. Queremos criar vida de matéria inorgânica. Isso seria impressionante, mas seria possível? Parece que encontramos no silício o melhor substituto para a matéria orgânica, composta de carbono, para a criação da vida.

Ok, legal, mas quais são os efeitos de um feito destes? Eu não quero falar sobre o processo de clonagem aqui, mas essa foi a primeira barreira que tentamos cruzar. Alguns cientistas gostam da idéia, outros odeiam. E isso nos traz um ponto de vista bem interessante sobre o assunto. Siga-me. Francis S. Collins, Diretor do projeto Genoma, disse em uma entrevista a revista VEJA esse ano que não via na clonagem nenhuma soma positiva e que no fim só nos odiaríamos mais e nos sentiríamos mais sujos e culpados por a termos feito. Eu tenho que concordar com ele. As questões éticas que podem se levantar desse caso estão além da nossa capacidade de lidar com elas. Todo o mundo seria abalado por isso. A própria essência de nossa existência seria posta em uma séria discussão.

Então, e quanto a criação de vida? Eu acho que você já entendeu o quadro. As questões éticas concernentes a criação de vida são ainda mais profundas que as da clonagem. Imagine as questões mais superficiais que surgiriam: O que esse ser será? Qual o significado de sua existência? O que deveríamos ser para ele, Mestres, deuses, país, irmãos? Se são nossa criação, são nossa responsabilidade, deveríamos então garantir sua existência? Ele seria livre? E a lista é infinita.

Se a última pergunta foi respondida positivamente, então isso indica que nossa criação pode nos dar as costas! Significa que teria o direito de lutar contra nós, odiar-nos, culpar-nos, fazer exatamente o que fazemos com Deus. Se você não crê em Deus, é exatamente esse direito de livre-arbítrio que seria garantido a nossa criação. Eu sei que estamos falando sobre uma forma de vida inteligente, e eu sei que não começaria assim, mas com certeza esse é o fim desejado. Embora possa ser apenas como um animal no começo, mesmo assim, não importa que forma de vida possuísse, levantaria questões éticas além do conhecimento sobre nossa própria existência. Ao menos o que cientificamente sabemos sobre nossa existência, origem e razões de existir.

Não parece óbvio que com todas essas questões éticas, e necessidade de conhecimento, a ciência e a religião deveriam deixar seus preconceitos para trás e iniciar uma busca das respostas necessárias? Religião não tenta mais negar a ciência, isso foi no período Medieval. O que temos hoje são maus religiosos e má ciência. De ambos os lados há dogmatismo e preconceito. Um lado só vê os podres do outro, mas a sociedade continua sem as respostas. A ciência tem ido muito longe ignorando o poder e a legitimidade da religião, mas cedo ou tarde ela terá de encara-lá novamente. Não importa quão avançada ela esteja. E se a religião tiver a resposta? Eu não estou falando de um sistema religioso, mas do conteúdo de uma religião. Não acha intransigente negar essa possibilidade? No entanto, o contrário também se aplica.

Maus cristãos são como maus cientistas. Humanos são imperfeitos em todo lugar. Até Richard Dawkins é antipático, arrogante e dogmático, igual a George W. Bush. Mas esse é outro tópico.

Quinta-feira, Agosto 31, 2006

Política e Religião se discutem!

Ao contrario do que é comumente dito e propagado na sociedade. Religião e política devem ser discutidos sim. Alguns argumentam que a questão aqui é preferência e preferência não se discute. Isso é verdade. “Gosto” é como cada individuo percebe a realidade ao seu redor. Isso não determina a realidade. A verdade não pode ser encontrada através do gosto, sentimento ou sentido de um individuo. Posso apenas entender como esse individuo sente o mundo; sente a realidade. Mas o fato é que existe uma verdade absoluta. Independente do que sentimos ou preferimos. Existe “A” verdade. Ou essa frase não seria verdade. E sua negativa seria auto-excludente (“Não existe verdade” não pode ser verdade, pois é uma afirmação falsa em si mesma).

Sendo assim, me atendo apenas ao aspecto político, há um candidato ideal. Um desses candidatos tem de ser o melhor para o país. Por pior que ele seja. É preciso descobrir quem é este personagem o mais precisamente possível, pois disso depende nosso futuro e bem-estar. Assim como na religião – o caminho errado te leva pro lugar errado – na política, o político errado...

Então como descobrir então qual o melhor? Iremos utilizar aqui o método mais aceito e preciso para encontrarmos a verdade sobre o que podemos tanger em nossa realidade. A razão. Empirismo? Talvez. “Talvez” porque nem sempre fazemos bom julgamento dos fatos. Sempre que isso ocorre é culpa de nossas emoções. Elas nos impedem de vermos a realidade como ela é, imprimindo diretamente ao lado da realidade analisada nossa própria intervenção no Universo. As vezes não vejo as coisas como elas são, mas como gostaria que fossem. Falando nisso, é exatamente isso que tem acontecido com nosso povo.

Optamos pela emoção na hora de eleger Lula. Decidimos fazer “justiça” aquele homem que tanto havia tentado, a classe média queria vingança pela re-distribuição de renda que lhes reduziu os recursos aumentando acesso a classe pobre (como a pobreza é muito maior que a classe média, não pudemos sentir tanto o impacto dessa política na pobreza quanto na classe média). Queríamos mudar, não importava como. Confesso que me vi sem opção naquele período também. Mas isso não me dá o direito de jogar meu voto fora com a opção mais populista. Na verdade jogar o voto fora seria a melhor opção. O dia que o voto nulo ganhar uma eleição teremos de refazê-la com novos e melhores candidatos. Hoje, acredito que essa seria a melhor opção, embora nós nunca faríamos isso. Não somos pragmáticos o suficiente para tal revolução.

O problema é que parece que mais uma vez teremos o mesmo quadro emocional tomando conta de nossas decisões. Mais uma vez seremos levados no bico pelo oba-oba emocional de sempre do populismo. O povo tem o governante que merece mesmo. O que proporciona uma visão em miniatura de todo o povo Brasileiro olhando-se para o seu presidente. É assim com os EUA, Inglaterra, Bolívia, Cuba e etc... A dignidade do Presidente é a do povo.

Veja um exemplo de como se porta emocionalmente nosso povo (em relação a política) no discurso do velhinho em coma da Charge abaixo (www.charges.com.br).

Se continuarmos pondo nossas emoções enfrente da razão (evidências claras, como corrupção e ineficiência, por exemplo – onde estão os 10 milhões de empregos prometidos por Lula na sua campanha? Ele não cumpriu. Isso é evidencia. Isso nos dá experiência para mudar. Isso é empírico. Mas parece que tanta evidência não basta) faremos valer o ditado de que “política não se discute”. Por que não há diálogo racional em meio tanta emoção. Não dá pra provar nada a quem se limita a entender a realidade por meio de seus próprios sentimentos e emoções. Vamos Mudar Brasil.

Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006

EUA x Terror

Olá. 2006. Pensei que as férias seriam um período mais produtivo, entretanto, foram só férias mesmo. Descansei e me esqueci de qualquer produção que pudesse fazer meu cérebro trabalhar também. Férias é férias. Pra produzir esse ano de 2006, era preciso me recuperar de 2005. Monografias, trabalhos, estresses, chega! Resolvi comemorar o fim do ano com sol e prazer praiano. Mas, voltamos a vida normal, sempre dura, porém completa. O trabalho que no edifica, o estudo que nos enobresse, os problemas que nos experimentam e as pequenas alegrias que nos animam a viver nesse ciclo.

Cortando a conversa fiada, vamos ao que interessa. Conspiração. Em 2001, dois dias depois do famigerado "11 de Setembro" eu decidi aproveitar o ensejo para escrever uma teoria da conspiração. Tudo começou como uma brincadeira divertida que planejei lançar na internet no período, infelizmente ainda não existiam os blogs. Aí ficou engavetado mesmo. O fato é que uma semana depois, eu decobri que a minha teoria da conspiração era bem plausível. Uma série de fatos foram sendo acrescentados ao cenário em questão e descobri que havia muita probabilidade na minha pesquisa. O texto sofreu atualizações no decorrer dos meses, somente para a acrescão de fatos que sucederam depois e de extrema conveniência ao tema. Posto abaixo o texto na integra, com comentários atualizados em itálico. Todos os fatos abaixo citados são verídicos e como toda boa teoria conspiratória não há falsos relatos para fazer ponte aos argumentos, tudo realmente aconteceu como descrito, verifique os jornais se precisar.



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Responda as seguintes perguntas: Qual seria a reação de Bill Clinton, ex-presidente americano diante do maior ataque terrorista da história? Semelhante a reação de George W. Bush? O que Al Gore (já esquecido) faria se estivesse no lugar de George W. Bush? O que o Pai de George W. Bush faria? Se você conseguiu responder corretamente, sabe quem tem completo apoio da CIA. Que finalmente volta ao trabalho. George W. Bush.

Talvez agora ao lembrar da contagem de votos na campanha eleitoral de George W. Bush e Al Gore possa fazer sentido o fato de que de repente AL Gore com toda a sua popularidade e vencendo com uma grandiosa vantagem estatística, em um país que não erra suas estatísticas, possa ter perdido a campanha eleitoral mais importante da história. Michael moore acrescenta em seu documentário FARENHEIT que o primo de George W. Bush era o dono da primeira tv que anunciou a vitória dele e influenciou as outras a mudarem suas informações quanto a apuração. E seu irmão era o governador do estado que decidiu as votações.

Para a CIA AL Gore não era uma vantagem estratégica. Tinha aspirações como as de Bill Clinton: Paz. Não foi à toa que ele foi Vice-Presidente dos EUA por dois Mandatos ao lado de ninguém menos que Bill Clinton. George Bush(pai) quando no poder entrou na guerra do golfo, aumentou o boicote a Cuba e iniciou o processo de inimizade oficial com o Oriente Médio. Perfeito para a CIA. De volta a atividade. Como o pai, George W. Bush‚ possui o mesmo temperamento e uma personalidade semelhante, sangue quente, medíocre, populista, militar e vingativo. A CIA não podia conceber a possibilidade de Al Gore tomar o poder por quatro ou oito anos. A experiência com relações pacificas e diplomáticas tinha sido demais para a CIA no período de Bill Clinton. Para eles não havia vantagem alguma.

Aquilo não podia se repetir tentaram derruba-lo com Mônica Lewinsk, mas não obtiveram sucesso com um golpe sutil.Você talvez não acredite na relação da CIA com as informações que vieram à tona através da mídia. Mas a CIA‚ é a responsável por todas as informações relacionadas estrategicamente com o Presidente. Um teste para saber de que lado do governo americano a CIA está, é sempre prestar atenção na imagem que o Governo e o Presidente tem no mundo inteiro e principalmente dentro de seu próprio território. Se boa imagem, a CIA o apóia, se Má Não há apoio. Prova disso é que apesar de ser odiado no resto do mundo a imagem atual de Bush foi suficiente para que ele fosse re-eleito. E sua popularidade continua em alta.

A solução era esperar e não deixar Al Gore subir ao trono. Além disso, a CIA precisava se preparar para a "Operação Liberdade Duradoura"[1]. Como assim? Essa Operação não é nova?!? Sim. Entretanto, a CIA sabia que Só George W. Bush conseguiria torna-la realidade e com o apoio econômico necessário, 40 Bilhões de Dólares, só para patrocinar esta Operação.

Desde de 1996 o FBI e principalmente a CIA estavam cientes de um provável atentado como o que ocorreu dia 11 de Setembro. Não vamos nos aprofundar nesse ponto ainda. Você irá entender.

A CIA, estagnada no tempo e na história sem mais motivos para interferências nas relações mundiais. Tem motivos claros para desejar uma guerra, ou um GRANDE desentendimento internacional. Isto lhes daria novo crédito e verbas (no inicio de Fevereiro2006 Bush requisitou mais de 1.000.000.00,00 de dólares ao senado americano para bancar a guerra. Não errei os zeros não é realmente mais de um trilhão de dólares, jamais imaginei que escreveria esse valor de verdade um dia. rsrs). Acredito que a CIA sabia dos ataques, podia Impedi-los e não o fez porque tal evento acompanhado de George W. Bush reativariam a CIA depois de um grande atentado como o que ocorreu. A CIA na verdade não quer Guerra, apesar de isso ser uma vantagem particular para a Agencia. Porem uma guerra como esta daria a CIA a oportunidade de acabar o que mal começou - ou começou mal - com os seu adversários do Oriente Médio. A começar pelo maior deles Osahma Bin Laden.

O cenário perfeito, que agora se encontra montado, para um grandioso desenvolvimento militar,bélico e estratégico. Enquanto o Mundo vive uma guerra de "mentirinha", que não acontece efetivamente, contra um suposto alvo: O terrorismo - que por sinal é um conceito invisível. O alvo permanece invisível, mas a guerra não é mais de "mentirinha" foram longe o suficiente para efetiva-la.

Nos bastidores da História a CIA e o FBI de carona viajam pelo mundo na maior jornada investigativa que o mundo já viu. A CIA não teve como visão o aumento considerável em suas verbas, pois dinheiro, pelo menos para seus agentes e sua estabilidade nunca faltou (talvez essa visão esteja equivocada). Dia 22 de Setembro de 2001 o Presidente George W. Bush apresentou no congresso americano uma lei que se aprovada, daria plenos poderes a CIA para prender qualquer suspeito, confiscar e invadir qualquer propriedade suspeita, sem autorização da Justiça americana, Agentes poderiam matar, expulsar qualquer imigrante do pais, seja ele imigrante legal ou não. Qualquer imigrante suspeito poderia ser preso e investigado, qualquer telefone poderia ser grampeado, a CIA também não estaria sobre os olhos das leis de privacidade e outros poderes que só podem ser utilizados com ordens da Justiça ou do Executivo. O FBI também teria vantagens parecidas, mas não se comparam as vantagens que a CIA tem através dessa Lei.

Abertura do sigilo das contas bancárias e etc... NADA, NADA MESMO poderia ficar fora do alcance da CIA. Isso da a CIA Poderes quase infinitos sobre as pessoas comuns pelo ponto de vista legal, e ninguém até agora acordou para isso. A Agencia nunca mais desde a Guerra Fria teve tantos poderes em suas mãos. Isso é um bom motivo! Infelizmente para o espírito de liberdade americano, no dia 07 de Novembro de 2002 estas leis foram aprovadas no congresso e hoje esses poderes foram outorgados a CIA. Além disso os Estados Unidos neste mesmo dia, declararam não reconhecer uma Lei das Nações Unidas que determina que Chefes de estado e Dirigentes de Nações não podem ser assassinados.

A CIA permitiu que tal ato se concretiza-se (11/09) para reativar também a chama do patriotismo, da Agencia, das suas verdadeiras funções. É claro que dinheiro sempre é bem-vindo, mas os EUA precisavam de uma grande propaganda mundial para assumir o TOPO do mundo, oficialmente. Que melhor propaganda do que uma demonstração de "Justiça Infinita?"[2] Que melhor propaganda do que uma campanha a favor da "PAZ" regida ao Punho forte da Justiça(moral) americana contra o grande inimigo da humanidade O TERROR???

A CIA é famosa por sua neurose assumida. Porque depois de uma suspeita tão forte e evidente de que terroristas de Bin Laden estavam aprendendo a pilotar Jatos comerciais em solo americano, não assustou a mais paranóica organização mundial? Que nem revela as fotos de seu satélites (Ikonos é o nome do satélite, mas sua tecnologia já foi superada, prova disso é que a CIA revelou fotos da arca de Noé tiradas por ele - ou seja: tecnologia atualmente obsoleta - veja as fotos em CIA releases new "Noah's Ark" documents) para não demonstrar em que ponto do desenvolvimento tecnológico eles se encontram. Porque nem mesmo investigaram ou vigiaram esses terroristas? Porque o mundo se faz estas mesmas perguntas e tanto a CIA como o FBI não as respondem? Um dos fatos que demonstram e evidenciam a campanha da Agencia Central de Inteligência(CIA) por trás da campanha eleitoral de George W. Bush‚ é que em menos de uma semana depois de ser eleito Presidente americano. George W. Bush convocou e fez sua primeira nomeação. Quem seria o Secretário de Defesa?? Simplesmente o amigo pessoal do Presidente e Ex-Diretor da CIA Collin Powell.

Porque a CIA permitiu que o fato da Agencia já saber da existência de tais planejamentos chegasse a público? Na verdade não permitiu. Isso ocorreu porque, Graças a Deus, a CIA e o FBI não tem um bom relacionamento de cooperação, e não compartilham pontos de vista. Para CIA e os EUA uma provocação vinda do terrorismo era Bem-Vinda para o futuro Global, porém a ação foi maior do que se imaginava. A CIA nunca se alto imolaria, não é seu estilo, ou seja o avião que caiu sobre o pentágono e tentou cair sobre a Casa Branca não foram corretamente previstos pela Agencia. Para que a provocação fosse bem retalhada George W. Bush teria que estar no poder. Perfeito.

Acredito Que na atual conjuntura o Presidente George W. Bush tem noção da situação vantajosa mundial que os EUA podem ter. Que melhor momento para unir o mundo aos EUA. "OU VOCÊS ESTÃO CONOSCO OU COM OS TERRORISTAS..." Que Pais do mundo negaria esse chamado? Nem o Afeganistão e o seu rigoroso Governo escapam desse chamado moral.

Nessa Guerra Americana contra o "Mal” que armas serão usadas? Quem serão os atingidos? Será que os fins realmente justificam os meios? Uma coisa é certa, o mundo sobreviverá, por enquanto, e os EUA estarão como planejado, no TOPO.

Conclusão:

- A CIA sabia que Osahma Bin Laden planejava um ataque terrorista.

- A CIA não sabia que haveria tantas mortes.

- A CIA não preveu o ataque ao Pentágono, a tentativa de atingir a Casa Branca e o fim permanente do Wolrd Trade Center.

- A CIA não conseguiu esconder seus conhecimentos sobre o atentado.

- Os EUA se beneficiarão com essa guerra contra o "mal". Política e, conseqüentemente, economicamente também. Apesar de uma previsão de Recessão pela frente dos EUA. Isso fará com que o os Estados Unidos assumam uma posição ainda mais Protecionista no que diz respeito a sua economia, dando assim uma desculpa para acordos Unilaterais que beneficiam somente os E.U.A Em outras palavras a “Recessão” fortalecera a América do Norte.

- O oriente médio nunca mais será o mesmo, e Bin Laden será o Bode expiatório.

- George W. Bush foi erguido ao poder graças a CIA e seus métodos Misteriosos e duvidosos.

- A CIA ganhou poder.

- Os Americanos Perderam a Liberdade.

- A população americana apóia o Governo e em breve todo o mundo apoiará também.

Por Diego Ignácio Manhães de Sousa Barreto

13 de Setembro de 2001

Atualizado dia 22 de Setembro de 2001

Ultima Atualização dia 07 de Novembro de 2002



[1] Nome da Operação militar no Afeganistão para matar Osahma. Iniciada dias depois do ataque.

[2] Nome da operação responsável por desbaratar o Taleban.

Segunda-feira, Outubro 24, 2005

“Deus desapareceu no Ocidente”



Yusuf al-Qaradawi ao contrário do que possa parecer a primeira vista não é o nome de um novo terrorista islâmico. Trata-se de um Xeque renomado do Islã. Acadêmico e apresentador do programa Sharia e Vida, da TV Al-Jazira tem se apresentado como defensor de uma visão equilibrada do Islã e sua relação com o ocidente. Nesta entrevista, boa parte das perguntas que sempre sonhei perguntar a um oriental, é feita sem rodeio. É impressionante como o entrevistador consegue sintetizar nossas maiores curiosidades quanto à visão oriental do ocidente e a visão do Islã quanto aos extremistas de sua religião.

Não basta analisar o que Yusuf al-Qaradawi diz quanto ao Islã. É imprescindível avaliar o seu ponto de vista sobre nós ocidentais. Uma simples concatenada de suas palavras sobre o ocidente nos faz repensar nossos valores. É possível notar que não estamos tão longes um do outro. Parece até que um dia já fomos o mesmo povo. Talvez isso seja mesmo verdade. Talvez nossas raízes se cruzem em algum lugar. Só sei que enquanto nos modernizamos e crescemos em superioridade organizacional, tecnológica e cultural. Eles, que pareceram ter ficado estagnados, modernizaram-se (em parte) sem alterar seus valores morais. Não no sentido de que nossa sociedade ocidental tenha se corrompido moralmente (embora essa seja minha certeza), mas alterou-se extremamente renegando as nossas raízes mais longínquas. Que, diga-se de passagem, nos ligava ao oriente. Toda essa distancia se agrava ainda mais quando olhamos com superioridade os que ficaram para trás tecnológica e sócio-culturalmente, entretanto o efeito colateral de tal pensamento se reflete na mesma soberba do lado oposto. Eles se gabam de sua fidelidade a moral, portanto superioridade nesse aspecto.

O fato é que aquilo que desenvolvemos com superioridade quer ser assimilado (sem adições morais) pelo lado oriental. Sem o uso da força (interferências internacionais como a ocupação Americana. Que é o reflexo desse complexo de superioridade que o ocidente ostenta). Assim como nós, ocidentais, podemos assimilar novamente (também sem o uso da força – Sem terrorismo) aquilo que perdemos com nosso desenvolvimento: Parte de nossa moral. E é exatamente essa falta que nos leva a inimizade com o Oriente.

Ambos os lados devem se abraçar, a questão é como. Conscientização dos dois lados é a solução. O Xeque parece já estar fazendo a sua parte. Veja trechos da entrevista abaixo:

Que diferença faz, para uma criança morta por uma bomba no Iraque, na Chechênia ou em Israel, o fato de o assassino ser um terrorista ou um combatente de resistência?

Apenas para evitar mal-entendidos: no Islã, existem regras claras para proteger os civis, mesmo em tempos de guerra. Não se permite que pessoas não envolvidas na luta sejam atacadas. Quando o Profeta soube que uma mulher fora morta durante uma batalha, ficou furioso e emitiu ordens que ainda são seguidas hoje: nunca matar mulheres, nunca matar crianças, nunca profanar os mortos. Nesse édito, fica claro que é um crime transformar aviões lotados em mísseis e usá-los para destruir edifícios.

Por que nenhum juiz ou lei muçulmana expulsou oficialmente Bin Laden e seus seguidores da religião?

Condenamos seus atos, mas oponho-me categoricamente à idéia de expulsão. Expulsá-los seria cometer o mesmo pecado que eles cometem: eles querem transformar a nós e seus outros críticos em hereges. Chegará o dia em que terão de submeter-se ao cádi (juiz islâmico), mais ainda não avançamos tanto. Primeiro temos de decidir quais deveriam ser seus juízes.

E quanto a Zarqawi, que não só decapita vítimas indefesas, como também filma os assassinatos?

Ele trouxe ao Islã a maior vergonha imaginável. Para nós, é um criminoso. Nunca será demais condená-lo.

Os clérigos islâmicos ortodoxos não teriam perdido sua autoridade?

De modo nenhum. Há um novo espírito no Islã que se volta contra os excessos do modernismo, mas também contra o radicalismo exagerado. Também somos modernos e também lucramos com as grandes invenções que vieram do Ocidente, com a revolução da era da informação e a comunicação global.

No entanto, apesar da superioridade tecnológica do Ocidente, vocês se sentem moralmente superiores.

Condenamos o materialismo excessivo do Ocidente. Deploramos a perda da solidariedade e da fraternidade, a decadência da moral e as violações diárias da dignidade humana. Deus desapareceu - quase todos no Ocidente deixaram de falar sobre Ele. Há um ano, houve uma manifestação contra mim em Londres porque falei contra a homossexualidade. As pessoas parecem ter esquecido que não fui eu quem criou esse modo de pensar. É parte da ordem de Deus transmitida por Moisés e mencionada até por Jesus.

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Neste parágrafo é preciso abrir um parênteses. Note que a condenação do materialismo é uma prática que vem se tornando comum em nosso meio ocidental. Uma tendência de “volta as origens” quando o que ditava as regras de consumo era a necessidade. A compra de itens irrelevantes é cada vez mais tachada por aqueles que se consideram um pouco mais pensantes em nossa sociedade ocidental (embora muitos façam isso por puro modismo). Com isso notamos que um dos pontos de discussão deles pode ser racionalmente debatido dentro de nossa sociedade sem maiores crises.

A falta de solidariedade e a fraternidade têm se tornado uma realidade no ambiente competitivo e individualista da pós-modernidade em globalização. A decadência moral é galopante, entretanto para alguns isso é uma questão de ponto de vista.
Quanto as “violações diárias da dignidade humana” é uma verdade tão relativa que eles próprios, com suas leis islâmicas, podem se enquadrar neste aspecto também.

É impressionante como que nas frases seguintes desta resposta do Xeque encontra-se uma enorme verdade que nos passa desapercebida. O ocidente abandonou a sua crença em Deus. Os direitos “humanos” atropelaram os conceitos morais da fé Cristã. O mais impressionante disso tudo é que os ocidentais são em sua maioria Cristãos. Nesse aspecto Yusuf al-Qaradawi demonstrou maior crença nos ensinos de Cristo do que nós Cristãos-ocidentais. Que em nossa modernização nos secularizamos indiscriminadamente. A um ponto tal que somos capazes de engarrafar nossa fé dentro de nossos novos valores éticos que centralizam o Homem como o ser mais digno de respeito do universo. Assim, subjulgamos Deus e Seus "caprichos" (leis morais) aos nossos valores distorcidos.

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Em Berlim, um pregador muçulmano foi filmado recentemente afirmando que os cristãos não tem o direito de ir para o céu.

Isso é totalmente absurdo e inaceitável. Todos os devotos das religiões reveladas - muçulmanos, cristãos e judeus - vão para o Paraíso se forem honrados e acreditarem em Deus. Tampouco existe algo dizendo que eles não podem viver uns entre os outros nem se casar. Mas isso, é claro, não muda o fato de que o Islã é uma religião que oferece a salvação a toda a humanidade.

Por essa eu não esperava. A mesma mentalidade Cristã-moderna permeia o pensamento muçulmano. “Todos podem ser salvos.”