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Sexta-feira, Outubro 30, 2009

SINIAV só pode ser brincadeira!

Eu pensei que já tinha visto tudo. Depois de ver a super solução de segurança, a tomada padrão Brasil. Que também foi comentada na VEJA dessa semana. Hoje percebi que o Brasil continua me surpreendendo. E quando me refiro ao Brasil estou falando tanto dos seus habitantes quanto do seu governo. Há uns 2 ou 3 anos atrás lí uma reportagem sobre o uso do sistema RFID (Radio Frequency Identification) em carros na cidade de São Paulo. Hoje, acabo de ler na Folha de São Paulo que ontem (29 de Outubro de 2009) estabeleceu-se que até 2014 todos os carros do país estarão utilizando o sistema, denominado SInIAV (Sistema de Identificação Automática de Veículos).

O sistema consiste na implantação de um chip (por meio de uma placa semelhante a do "sem parar" ou um adesivo) que emite informações em um sistema de dados via rádio usado também por celulares. Para que? Para monitorar TODA a frota de veículos. E aqui está o absurdo. Segundo o governo brasileiro a razão para esta implementação repousa em um maior controle do tráfego, das multas, dos IPVAs, dos licenciamentos e etc... Sim, "etc" porque até a iniciativa privada terá certos poderes sobre essa informação, que na minha opinião, até essa manhã, era sigilosa.

Apartir desta implementação o sigilo e a minha privacidade estarão a meio caminho da inexistência. Porque alguém poderá saber onde estou a qualquer hora. A cidade vai começar a virar um grande "big brother" e eu estarei sendo vigiado onde estiver o meu carro.

E é aqui que aparece a minha insatisfação também com os brasileiros. Porque parece sinceramente que ninguém está percebendo isto. A matéria da Folha de São Paulo se preocupa apenas em questionar se esse seria ou não um caminho para o Pedágio Urbano. Eles estão preocupados só com o Pedágio? O problema é gigantescamente maior. E a cidade de São Paulo será apenas a primeira, a idéia do Estado Brasileiro é que todas as cidades possuam o sistema até 2014. São Paulo planeja implementa-lá já em 2011.

"Quem não deve, não teme" diz o adágio popular. O problema é que nem é preciso temer para ser prejudicado por alguém ou por um sistema. Um sistema desses pode ser mal utilizado facilmente por pessoas mal intencionadas, bem intencionadas e até economicamente intencionadas. Como há corrupção em todo lugar por aqui fica difícil de se esperar seriedade em um sistema tão invasivo e importante. Eles querem controlar a velocidade de estradas e ruas, mas a um custo muito alto. Ao custo da liberdade. Um sistema como esse pode ser ferramenta para inumeras ações opressivas. A invasão da privacidade é o que está em jogo aqui.

O pior é que como se trata de um sistema fisico e externo, ao contrário do que você possa imaginar não previnirá crimes. Qualquer ladrão o retiraria com facilidade. Sequestros relampagos? não. Tudo permaneceria igual. Apenas uma coisa irá mudar, saberão onde estamos, quando estamos e a que velocidade (seria esse o verdadeiro benefício?).

O mais engraçado de tudo eu ainda não escrevi. É que um sistema desses não existe mais em nenhum lugar do mundo. Muito menos em países com tecnologia suficiente para implementar isso na Segunda-Feira da semana que vem. Sabe porque? Invasão de privacidade. Existe uma barreira ainda considerada moral e ética, uma questão filosófica no caminho. Mas aqui na Pátria Amada essas barreiras não existem e nem são discutidas e nós brasileiros engolimos essas coisas por pura, falta de informação, falta de opinião e sobra de carnaval. Sim, como sempre queremos farra, queremos festa, queremos ter uma tecnologia nova nos carros. "Somos bons no futebol e agora, bons de tecnologia!" Me desculpem a revolta, mas nossa inércia me enoja. Cidadãos do Brasil que ainda tem privacidade, movam-se.

Uma evolução para o Estado, uma derrota para o cidadão.

Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008

Brasil, o país do Carnaval – E da insegurança

Ano passado escrevi um comentário sobre nossa paixão pelo carnaval (http://contextomoderno.blogspot.com/2007/03/o-pas-do-carnaval.html) e como convertemos tudo em festa. Enquanto outros aspectos de nossa existência nacional são completamente obliterados em nome do entretenimento e da festança.

Acabo de ouvir (4 de Fevereiro) no Jornal da noite da rede Bandeirantes que o Carnaval carioca, o mais famoso do mundo, recebeu do governo federal um investimento de 15 milhões de reais, 5 milhões de reais do município e mais alguns milhões do Estado fluminense (não me lembro o valor direito, portanto não vou chutar). O que importa mesmo é o calculo feito pelo telejornal expondo a flagrante discrepância. O valor doado pelo governo brasileiro seria capaz de comprar 180 ambulâncias ou 900 viaturas militares para a sucateada policia carioca. Eu sei, eu sei. Não quero ser aquele que tira do povo sua única razão de festa e entretenimento, mas não me venha reclamar de tantos gastos fúteis do estado brasileiro com o que quer que seja, enquanto você pula inconseqüentemente em uma festa cujo único propósito é esquecer a realidade. Melhor do que esquecê-la não seria resolvê-la?

Vi também durante esse carnaval uma cena que nunca tinha visto em toda a minha vida, e acho que não verei em outro lugar do mundo... Nasci e morei no Rio de Janeiro, mas nunca estive presente em um período de Carnaval, portanto, não fazia idéia do que acontecia na cidade neste período. O que mais me impressionou foi o fato de ser o feriado mais sagrado da cidade. Nunca, em momento algum da cidade encontramos todas as lojas fechadas, até em shoppings. Nem mesmo durante o Natal ou Ano Novo, esses fenômenos ocorrem. Mas a cena mais assustadora que eu havia citado acima foi a presença de tapumes de madeira tapando todas as entradas, saídas e janelas de bancos. O que prova a ausência de todo o tipo de segurança para o local. Em outras palavras, o “mundo pára” durante este período do calendário. Incrível.

Me impressiono, também, com a capacidade de insatisfação da população com os gastos públicos, enquanto muitos dos gastos públicos são essencialmente causados pela própria população. Enquanto jogarmos lixo no chão, pularmos carnaval e votarmos mal, seremos sempre punidos com gastos absurdos em coisas fúteis ou que podem esperar, ou quem sabe ser substituídas por melhorias diretas para nossa vida como por exemplo: 900 viaturas, 180 ambulâncias ou melhorar os salários dos policiais e etc...

Não tenho nada contra a alegria e o entretenimento do povo, mas que isso não seja nossa prioridade, nem atrase nosso progresso. Talvez se focarmos em nossas reais necessidades hoje, possamos festejar mais amanhã.

Sexta-feira, Janeiro 11, 2008

O Preço da Segurança.

Faz tempo que não faço nenhum comentário político ou econômico aqui, mas alguns dias que passei no Rio de Janeiro me levantaram questões nestes tópicos.

Temos gasto muito dinheiro com segurança. Cada Brasileiro que paga honestamente seus impostos, e que espera do Estado um nível mínimo de segurança, tem gasto muito mais do que percebe em segurança. Dos impostos ao flanelinha muito dinheiro tem sido gasto em segurança. O que demonstra a ausência do Estado nessa dimensão tão importante do cuidado com o cidadão.

Pagamos empresas de segurança particular para assegurar patrimônios e pessoas, blindamos os veículos, pagamos o seguro, instalamos alarmes em casas e automóveis, instalamos cercas elétricas e circuitos internos de tv. Em alguns lugares como em favelas do Rio de Janeiro paga-se R$5,00 a R$10,00 para a Milícia que assegura a favela contra os traficantes de drogas, que não cobram nada, mas não asseguram nada também. Por fim, até quando você vai estacionar o carro para ir a feira tem de pagar a alguém para que “olhe” seu carro, e garanta sua “segurança”.

Nem vamos contar o cadeado, ok?!?!

Enquanto gastamos o “olho da cara” para nos sentirmos um pouco mais seguros (e paranóicos) o Estado nos oferece uma Policia Militar em porcas condições de uso. Graças a Deus que a Polícia Federal tem parecido saudável, e polícia Civil tem se mostrado mais espertinha ultimamente, mas sabe-se lá quais são as limitações que a falta de atenção da administração pública ainda lhe causa? O fato é que Educação é o investimento de longo-prazo mais necessário em nossa sociedade brasileira atual, mas segurança é o investimento imediato mais necessário para o progresso. Pode parecer que a economia é lentamente mitigada pela insegurança, mas o processo não é tão lento assim como podemos ver. O mais pobre gasta com a Milícia e o mais rico com uma série de apetrechos de segurança o que faz o consumo e o gasto nesta área ser volumoso e direto. E o pior é que embora cada individuo possa lutar pela sua própria segurança a sensação geral de insegurança não desaparece. A ausência de um estado forte e que combate a impunidade é o caminho para uma sociedade mais segura. Veja pelo simples exemplo: Se o tempo médio de atendimento da polícia fosse de 3 minutos (como é em alguns países de primeiro mundo), a sensação de impunidade iria ser drasticamente diminuída. Quem sabe, o Masp nem mesmo tivesse sido roubado, ou os bandidos teriam sido presos à porta. Mas para isso e preciso que a estrutura seja melhorada e a corrupção combatida com força.

O Filme American Gangster, lançado em Dezembro de 2007 (Denzel Washington e Russel Crowe), mostra como que um único policial liderou a limpa do departamento de narcóticos e processou ¾ da polícia local. Com tamanha demonstração de seriedade fica sempre mais difícil de imaginar a impunidade antes de cometer um crime. Precisamos de uma polícia integra e estruturada. Precisamos que o Estado invista mais em segurança do que nós. Precisamos que se pense mais em gastos com segurança e menos em arrecadação tributária e enchimento da máquina governamental. A Economia e a Sociedade agradeceriam muito, ou seja, mais arrecadação.


PS: Alguém me responde, por favor, porque uma idéia tão simples quanto o trabalho de detentos não pode ser implantado no Brasil? Porque grandes industrias não podem se estabelecer ao lado de cadeias e presídios e capacitar presos? O mesmo trabalho que dignifica o homem, o capacitaria para uma vida fora das grades. Pode ser uma fonte de renda imensurável se levado em conta a mão-de-obra barata que um preso seria. Sem direitos trabalhistas, até mesmo o governo poderia construir industrias que fabricassem produtos cujo valor barato da produção pudesse ser repassado ao consumidor final, ou até mesmo aumentasse a tão desejada arrecadação da União. Quem sabe re-investir o dinheiro em segurança? Alguém, pelo amor de Deus, salve o Brasil!

Terça-feira, Agosto 28, 2007

A Grande Solução de Segurança do Brasil – A Nova Tomada

É impressionante, mas o meu país me surpreende todos os dias. A última eu to pra comentar a algumas semanas. Apartir de Agosto de 2007 até 2009 todas as tomadas elétricas terão de ser trocadas. Os aparelhos elétricos terão de ser fabricados no novo modelo brasileiro. Isso mesmo, Brasileiro. Nós, mestres da industria tecnológica e eletrônica mundial. Desenvolvemos uma nova super-tomada capaz de ser...hum... mais segura!?!?! Que mais? Só isso.

Enquanto temos problemas com segurança civil pipocando nos centros urbanos do país, estamos preocupados com os casos de choques acidentais. Me pergunto qual deve ser a porcentagem de brasileiros que morrem sob efeito do choque acidental por tomadas elétricas. Não é só isso, quem mata mais a tomada ou o tráfico de drogas? Tudo bem, alguém pode dizer que uma coisa é resolver um assunto simples como uma tomada, outra o tráfico de drogas. Mas é ridículo onerar ainda mais o cidadão com uma solução tão cara e insignificante para a vida do brasileiro. As tomadas são baratas, talvez pra mim e pra você que temos acesso a esse blog, mas e para aqueles que não tem nem acesso a Internet? Para estes, R$3,00 são 16 pães. E quanto ao gasto das fabricas na adaptação dos aparelhos eletrônicos, na própria fabricação da nova tomada, na disponibilização delas no comércio, na troca dos espelhos de parede para as tomadas, adaptação dos produtos importados e etc... Quanto gasto. Fora a bizonhisse aparente do produto. Soma-se a isso o gasto de fiscalização da transição e do combate ao antigo sistema de tomadas que acredito vá resistir bravamente por anos, mesmo que seja no submundo, famoso pelos preços baixos. O que me lembra que a obrigatoriedade da mudança encarecerá injustamente o custo do mesmo.

Por fim, fica a reflexão, enquanto o mundo se esforça sistematicamente para uma unificação homogênea, ao menos no que tange a economia, o Brasil se destaca por estar na direção oposta. Esse novo sistema para segurança do cidadão será um estorvo para a industria, na exportação e importação de produtos eletrônicos. Talvez esse fosse o tipo de produto que nos seria extremamente atrativo não fosse obrigatório, super-valorizado e fora de tempo. Há necessidades mais profundas do que estas em nossa realidade presente.

Domingo, Março 11, 2007

O País do Carnaval.




Hoje na sala de aula estávamos discutindo a educação no Brasil. A filha de um de nossos professores, por volta da idade juvenil, chegou em casa com um dever de casa, uma pesquisa para ser mais exato, sobre um determinado assunto. Ela chegou reclamando do objetivo e método da professora. A pesquisa era a seguinte: Entrar num site especifico da Internet, copiar uma página e colar no trabalho. Pronto.

Tanto o pai como a filha ficaram impressionados com a falta de didática que levantou certos questionamentos por parte da menina. Primeiro: se a professora já leu o texto, porque quer mais uma cópia vindo de cada aluno? Segundo: Se ela já conhecia o texto porque não mostrou pros alunos na aula? Terceiro: Se copiar e colar não é ler, para que servirá o trabalho? Quarto: Porque os pontos serão dados de acordo com o capricho e não com o volume de conteúdo explorado, por exemplo? Podíamos ficar horas aqui elaborando indagações para a pedagogia desta professora, que representa todo um sistema educacional que se repete a anos. Eu e você provavelmente vivemos essa maldita realidade, e nossos filhos continuam vivendo a mesma. Desde os dias de nossa infância que nas datas comemorativas são exigidas figuras cortadas de um jornal ou revista e coladas nos trabalhos caprichados. Hoje a única coisa que mudou é que não se tira mais de jornais, mas da Internet. O principio emburrecedor permanece o mesmo. Não nos ensinam a pensar.

Porque não incentivamos a pesquisa e a busca pelo conhecimento? Porque não ensinamos os alunos a pensar por sí? Porque não ensinamos a pescar, em vez de pedir um peixe da peixaria? E por último, porque Meu Deus, porque, premiamos o capricho estético em detrimento do conhecimento? Só encontrei uma resposta para essas indagações. Somos o País do Carnaval. Nossa preocupação com a cultura e a artes são maiores do que o nosso compromisso com o conhecimento ou desenvolvimento. Nosso turismo sexual é mais famoso que nosso futebol. Americano pode não entender nada de Soccer, mas de brasileiras eles entendem.

Outro dia minha noiva estava com amigas em um restaurante nos EUA e o garçon logo tentou descobrir de onde elas vinham. Quando recebeu a “doce” resposta “Brazil”. Logo demonstrou seu profundo interesse. A primeira pergunta dele foi: “É verdade que as brasileiras gostam dos americanos?” A essa pergunta seguiu-se outros comentários sobre as mulheres brasileiras e uma promessa de vinda aqui. Ele contou que estava planejando com uns amigos, vir ao Brasil para trabalhar com uma ONG nas férias. Duvido muito que ele saiba o nome do novo técnico de nosso time de futebol, ou mesmo o fato de já não estarmos mais no topo da lista da Fifa há um mês. Mas ele sabe de quatro coisas: 1- O Brasil precisa da ajuda de ONGs por falta de recursos internos. 2- O Brasil tem mulheres que prestigiam seus turistas. 3- Somos festeiros. 4- Temos sexo fácil e barato aqui. É ou não é o país do Carnaval?

Outra evidência de nosso comprometimento com o fútil e com a festança foram as nossas passeatas anti-Bush. Fechamos a Avenida Paulista, tacamos pedras e paus na polícia, queimamos bonecos do Bush e gritamos palavras de ordem. Para que? Porque? Que palhaçada foi essa? Queremos condenar, fechar avenidas, agredir e gritar pela passagem de um dia do Presidente americano, mas cooperamos e corroboramos com a presença por 8 anos de Lula na Presidência do nosso país. Pintamos a cara, pintamos faixas, saimos só de calcinha nas ruas, protestamos por uma causa perdida e que nem é nossa, enquanto nossas próprias causas são abandonadas ao descaso.

Ninguém saiu na rua pra protestar quando Lula deixou que Evo Morales roubasse nossas instalações da Petrobrás com armas na mão. Ninguém se importou com isso. Mostramos até mais interesse quando a questão era cercear o direito do cidadão de possuir uma arma. Talvez se nos preocupássemos mais em educação decente ou em desenvolvimento, tivéssemos mais recursos e menos ONGs Americanas. Talvez com mais conhecimentos seriamos mais capazes de combater a violência e o tráfico de drogas. Mas parece que só queremos festa.

João Helio, com seus 6 anos, pode até ser arrastado pelas ruas que nosso carnaval fica intacto. Saímos aos montes nas ruas, não para reivindicar, mas para farrear.


Ninguém saiu na rua pra protestar contra a corrupção galopante de nosso congresso. Ninguém tacou uma pedra em José Dirceu. Ahhh, mas quando Bush veio aqui, fizemos questão de demonstrar quem somos, somos brasileiros do País do Carnaval!!!

Sexta-feira, Janeiro 19, 2007

“Velhas idéias Grandes Negócios”?

Já passam da meia-noite e ainda estou acordado. Também não dá pra dormir com um presidente que parece estar dormindo, o pior, em serviço! Me equivoquei, na verdade quero dizer: Um presidente que sonha acordado. Tanto faz. O primeiro dia da reunião de Cúpula do Mercosul no Rio de Janeiro me tirou o sono. Durante todo o dia pudemos presenciar nosso eleito presidente da República defendendo aquele que humilhou e roubou nossa pátria há alguns meses atrás. E pensar que em 12 de Novembro de 1864 o Paraguai tomava o navio brasileiro Marquês de Olinda e iniciava com isso a guerra do Paraguai. A mais sangrenta batalha das Américas. Ano passado, o presidente boliviano Evo Morales tomou nossas instalações da Petrobrás em seu país. Como represália, nós apoiamos, incentivamos e brigamos pela entrada deste mesmo país no bloco do Mercosul.

Fomos humilhados quando fomos roubados, nossa soberania foi questionada assim como a autenticidade nacional do estado do Acre. Fomos ainda mais humilhados quando o representante máximo do Brasil encontrou-se com Evo Morales para sair de lá ainda mais desmoralizado, ou seria “Moralisado”? Por mais trágico que seja ainda tem algo de engraçado nisso tudo, Lula sendo picado pela cobra que criou, seu discurso sendo usado contra ele mesmo, por isso, saiu quietinho da reunião. De mãos abanando tivemos que engolir a seco a perda de milhões de reais em investimentos e infra-estrutura. Mas agora podemos respirar aliviados, sim, porque nosso presidente demonstrou algo que nos coloca em uma situação de extremo conforto e segurança. Submissão. Ironia a parte bom seria que essa submissão fosse ao presidente Evo Morales ou ao país boliviano. O pior é sermos submissos a uma velha e morta idéia. Enquanto o mundo muda e se une economicamente, e até socialmente, nós, desenvolvidos espécimes de avançadoa intelecto, nos separamos. Falamos cada vez mais de integração, mas nos separamos cada vez mais do resto do mundo com o velho papo de nacionalização. A arcaica idéia de uma sociedade justa, centralizadora e infelizmente falsa. Ficou claro que até o Lula abandonou essas idéias. Ou será que não?!?! Deu medo...

Nos acostumamos a odiar os argentinos, mas dessa vez não teve jeito, eles tinham razão. Enquanto Lula tenta enfiar a Bolívia dentro do bloco, Kirchner tentava dissuadi-lo com um simples argumento. “Eles não tem os requisitos mínimos”. Mas Lula fecha os olhos para o óbvio, os ouvidos para a verdade e abre a boca para Morales. Enquanto todos os outros países tende cumprir metas e adaptar-se a Bolívia “trapaceia” e desconfigura o bloco apresentando-se como candidata sem os mínimos requisitos. A Argentina levanta um ponto interessante: “para que as regras se não for para segui-las”? Digo mais, porque não enfia logo tudo quanto é paísinho que quer entrar no Mercosul dentro do bloco? Sem sentido algum, em nome da integração “irracional” Lula consegue introduzir um país que já se demonstrou incapaz de negociar bilateralmente (no caso da Petrobrás, por exemplo) num grupo de acordos econômicos.

O administrador Stephen Kanitz, em uma antiga entrevista ao jornalista Boris Casoy, diz que idéias velhas como a de Karl Marx são totalmente ultrapassadas hoje, o próprio Karl Marx fosse vivo diria isso. Por causa das dramáticas mudanças políticas, econômicas e sociais no mundo inteiro, fica difícil usar uma idéia tão velha e ultrapassada em situações que nem se quer existiam quando a teoria foi formulada (a globalização é um bom exemplo). Sendo assim, precisamos de teorias novas, de pensamentos novos que só se adaptam ao tempo em que vivemos. Veja um triste quadro do Brasil nosso sistema de previdência privada está em franca falência porque estamos baseando-o num arcaico sistema socialista. Não há acumulação, há redistribuição, os que trabalham pagam pelos que estão aposentados. Como o numero de aposentados vem crescendo e o de contribuintes/empregados diminuindo a quebra será inevitável. É irônico, mas quanto mais o Brasil for capaz de aumentar o tempo de vida de seus cidadãos, mais dividas ele terá que pagar e teremos menos crescimento econômico. Isso é contraditório, porque mais pessoas é igual a mais consumo e por ai vai.

Fico aqui falando mal do presidente, mas cabe a nós mudarmos essa situação. Da próxima vez, votemos mais conscientes. O Brasil é o pais que é porque o povo é pouco informado, principalmente sobre questões políticas, econômicas e até sociais. Eu sinceramente não creio que educação seja tudo, mas é alguma coisa com certeza. O problema é que nunca teremos uma boa educação enquanto estivermos fundamentados sob as velhas estruturas de pensamento. É hora do brasileiro pensar e gerar novas soluções para seus próprios e atuais desafios.

Segunda-feira, Setembro 04, 2006

Porque não voto no Lula I

Além das razões expostas nos posts anteriores tenho algumas outras mais profundas e contundentes. Pretendo apresentar evidências claras que demonstram o populismo indiscriminado do atual Presidente, assim como sua incompetência em administrar o país, limpá-lo da corrupção vigente e em relacionar-se internacionalmente. Farei isso em aproximadamente 5 posts.

Vamos começar pelo último tópico citado acima. Relacionamento internacional. Nesse ponto nos vem logo a mente Evo Morales, o presidente do estado Boliviano. Que conseguiu destruir nossa moral e a de Lula num único golpe populista e autoritário de seu governo. Isso significa que o populismo é um cão traiçoeiro que morde o próprio dono, Lula que o diga. Por suas raízes e idealismo populistas Lula deixa-se ser enrolado pelo “amigo” boliviano. Entregando de mão beijada milhões de investimentos brasileiros na mão da Bolívia. A quebra de contrato, o abuso de autoridade e muitas outras irregularidades foram sublimadas pela diplomacia Lulista. Que abriu as pernas do nosso país humilhando-nos a todos; defasando ainda mais nossa economia com um prejuízo imbecil como esse. E nós deixamos que ele fizesse isso. Foi interessante notar que um colunista da revista VEJA ressaltou em seu artigo que a última vez que um bem do Brasil foi confiscado por outro país de forma irregular foi no século XIX quando o Paraguai tomou um navio Brasileiro. Começou ali a guerra do Brasil com o Paraguai.

Agora, um presidente irresponsável toma as instalações bilionárias de nossa maior empresa arbitrariamente e tudo o que fazemos é conversar. Não. Minto! Nós acenamos em despedida a nossas instalações e dissemos “Você vai ver só!”, fazendo bico de criança chorosa. Alias essa foi a reação dos diretores da Petrobrás não a do Lula. A reação do presidente do Brasil foi ainda pior. Um grande e gordo “fazer o que?” para o povo brasileiro. Mas isso é a ponta do Iceberg. O tão alardeado crescimento econômico é uma farsa gigantesca. Enquanto todo o mundo cresce com a globalização o Brasil perde. Inclusive para seus irmão sul-americanos. A vergonhosa comparação encontra-se no quadro abaixo. Um dos maiores países do mundo, e rico em recursos naturais perde de países desprovidos de tantas oportunidades como o Brasil.

Quinta-feira, Agosto 31, 2006

"LULA POPULISTA" é Pleonasmo.

Antes de Mais nada. Veja Abaixo Porque não voto em Heloísa Helena.

Ainda não estou apresentando minhas razões para não votar em Lula. Mas gostaria de apresentar-lhe uma analise detalhada do "modus operandi" de nosso atual Presidente da República. Segue uma definição do termo "Populismo". Tenha em mente que atualmente Lula não tem usado o simbolo do PT em sua campanha (por vergonha e jogo de marketing) nem a gritante cor vermelha. Seu fundo é predominantemente azul, verde e amarelo, quando não é a bandeira do País em vez da do partido. Veja o que é Populismo:

"A característica básica do populismo é o contato direto entre as massas urbanas e o líder carismático (caudilho), supostamente sem a intermediação de partidos ou corporações. A idéia geral é a de que o líder populista procura estabelecer um vínculo emocional (e não racional) com o "povo" para ser eleito e governar. Isto implica num sistema de políticas, ou métodos utilizados para o aliciamento das classes sociais de menor poder aquisitivo além da classe média urbana, entre outros, procurando a simpatia daqueles desarraigados para angariar votos e prestígio - resumindo, legitimidade - para si. Isto pode ser considerado um mecanismo mais representativo desta forma de governo". Tirado do site Wikipedia [http://pt.wikipedia.org/wiki/Populismo] acesso em 31 de Agosto de 2006.

Agora assista o vídeo abaixo. Em seguida há um pequeno comentário, mas que só deve ser lido após o vídeo, ou não fara sentido algum.




Embora possa parecer forte a conexão de Adolf Hitler e Lula, fica claro que ambos usam (independentemente da intenção) o mesmo método. E compartilham da mesma visão populista.